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TDAH INFANTIL - SINTOMAS E TRATAMENTO - Dr. Marcelo Lima

Descrição

TDAH NA CRIANÇA Quer conhecer os sintomas do TDAH? Quer conhecer o tratamento do TDAH? Então assista a este vídeo! A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, mais conhecida como TDAH, é uma perturbação mental que afeta entre 3 a 5% das crianças, com predominância da incidência em rapazes. Por ser uma doença que traz prejuízos no âmbito escolar e profissional, convém que os pais e educadores estejam atentos aos sintomas típicos da doença, de forma a realizar um diagnóstico mais precoce e, com isso, proporcionar um tratamento mais eficaz. Assista ao vídeo e conheça mais sobre o TDAH. #TDAH

Transcrição completa

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Olá, meus amigos e minhas amigas do canal Viver com Saúde.

Hoje vamos falar sobre a perturbação de défice de atenção e hiperatividade, mais conhecida como TDAH.

Este vídeo foi inspirado na senhora Leila, responsável por vários grupos de apoio a pais de crianças que têm esta doença.

Mas antes de falarmos sobre o TDAH, não se esqueça de carregar no botão vermelho aqui em baixo para se inscrever no nosso canal, bem como gostar deste vídeo e fazer os seus comentários.

A TDAH, a perturbação de défice de atenção e hiperatividade, é uma perturbação neurobiológica crónica que se caracteriza por desatenção, irrequietude e impulsividade.

Estes sinais devem manifestar-se obrigatoriamente na infância, mas podem permanecer por toda a vida se não forem devidamente reconhecidos e tratados.

A perturbação afeta 3 a 5% das crianças em idade escolar e a sua prevalência é maior entre os rapazes.

A dificuldade em manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam a síndrome podem prejudicar o aproveitamento escolar e ser responsáveis por rótulos depreciativos que não correspondem ao potencial psicopedagógico destas crianças.

A TDAH não é uma doença nova, já foi descrita em meados do século XIX e a sua frequência é igual em todo o mundo.

De acordo com o manual de classificação das doenças mentais, a síndrome pode ser classificada em três tipos: a TDAH com predomínio de sintomas de desatenção, a TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade, impulsividade, e a TDAH combinada.

Em todas as faixas etárias, os portadores da perturbação estão sujeitos a desenvolver simultaneamente perturbações psiquiátricas como ansiedade e depressão.

Na adolescência, o maior risco reside no uso e abuso de álcool e de outras drogas.

Em relação às causas, estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores.

Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há um consenso sobre este assunto.

Os sintomas são desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo.

Estes sintomas têm reflexos negativos no convívio social e familiar, bem como no desempenho escolar ou profissional dos portadores da perturbação.

Podem manifestar-se em diferentes graus de comprometimento e intensidade.

Quando predomina a desatenção, os pacientes apresentam maior dificuldade de concentração, de organizar atividades, de seguir instruções e podem saltar de uma tarefa inacabada para outra, sem nunca terminar aquilo que começaram.

São pessoas que se distraem com facilidade e frequentemente esquecem o que tinham para fazer ou onde colocaram os seus pertences.

Não conseguem também prestar atenção aos detalhes, demoram a iniciar as tarefas e cometem erros por absoluto descuido e distração, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem e a atuação profissional.

Nos casos em que prevalece a hiperatividade, os portadores da perturbação são inquietos, agitados e falam muito.

Dificilmente conseguem participar em atividades sentadas e manter silêncio durante as brincadeiras ou a realização dos trabalhos.

Se é a impulsividade que se destaca, os sinais mais marcantes são a impaciência, o agir sem pensar, a dificuldade em ouvir as perguntas até ao fim e a precipitação para falar e a intromissão nos assuntos, conversas e atividades alheias.

Na adolescência e na vida adulta, os sintomas de hiperatividade costumam ser menos evidentes, mas as outras dificuldades permanecem inalteradas e os prejuízos acumulam-se no dia a dia com reflexos negativos sobre a autoestima.

Para efeitos de diagnóstico, que é sempre clínico, os sintomas devem manifestar-se na infância, antes dos 7 anos, pelo menos em dois ambientes diferentes, como casa, escola, lazer e trabalho.

Isto durante seis meses, no mínimo.

Devem também ser responsáveis por desajustes e alterações comportamentais que dificultam o relacionamento e o desempenho dos portadores nas mais diversas situações.

De uma maneira geral, o problema fica claro nos primeiros anos de escola, apesar de estar presente desde o nascimento.

E o diagnóstico deve ser feito por especialistas com base nos critérios estabelecidos pelo manual de classificação de doenças mentais.

Avaliações precipitadas podem dar origem a falsos positivos que exigem a indicação desnecessária de medicamentos.

O tratamento varia de acordo com a existência ou não de outras doenças associadas.

Basicamente, consiste em psicoterapia e na prescrição de metilfenidato, a Ritalina, um medicamento psicoestimulante e antidepressivos.

As crianças podem exigir os cuidados de uma equipa multidisciplinar em função dos desajustes pedagógicos e comportamentais associados à TDAH.

Agora, preste atenção às recomendações importantes.

As falhas de atenção e a hiperatividade de algumas crianças podem não ser características do temperamento e personalidade, nem de má educação, mas sintomas de uma doença que podem ser controladas.

Não é má vontade, mas os portadores da perturbação realmente têm enorme dificuldade em organizar as atividades do dia a dia, manter horários e planear o futuro.

A necessidade de desenvolver algumas técnicas para compensar as dificuldades próprias da TDAH, como o uso de agenda, lugar fixo para guardar os objetos, lembretes colocados em posições estratégicas, em quadros de aviso, listas de tarefas e de compromissos diários e semanais, exige muito esforço e disciplina.

Pais e professores devem manter-se informados sobre as características da doença e as intervenções que podem ajudar os pacientes a superar as suas limitações.

A psicoterapia pode representar um caminho eficaz para a recuperação da autoestima, quase sempre comprometida pelos sentimentos de fracasso e frustração provenientes das dificuldades de lidar com a doença.

Agora sabe um pouco mais sobre esta doença.

Peço que partilhe com os seus amigos para que eles também compreendam um pouco mais sobre a TDAH.

Fico por aqui por hoje, mas vemo-nos no próximo vídeo.

Um grande abraço e até lá.

Espero que tenha gostado do nosso vídeo.

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Divulguem, gente, para o máximo de pessoas.

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