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TOCP - Trastorno Obsesivo Compulsivo de la Personlidad | Psych2Go

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Olá, Psych2Goers! Bem-vindos a um novo vídeo, feito possível graças ao vosso contínuo amor e apoio.

O vídeo de hoje é uma colaboração com Gary Trosclair de Choosing Therapy.

Comecemos.

É possível que já tenhas ouvido falar do já bem conhecido TOC,

o Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Mas já ouviste falar do Transtorno Obsessivo Compulsivo da Personalidade?

Este transtorno, também conhecido como TOCP, é um transtorno da personalidade e, portanto, afeta toda a personalidade.

Enquanto que o TOC é um transtorno de ansiedade e caracteriza-se pela presença de obsessões específicas.

Ter um parceiro com TOCP pode ser uma maldição e uma bênção.

Podem ser rígidos, controladores e críticos,

mas também podem ser confiáveis, trabalhadores e conscienciosos.

Por norma, as pessoas com TOCP completo apresentam grandes desafios para uma relação.

A parte não compulsiva não pode fazer muito para melhorar a situação,

mas esse pouquinho pode fazer uma grande diferença.

Algumas pessoas têm TOCP e TOC ao mesmo tempo,

o que tende a magnificar os sintomas de ambas as aflições.

Mas as pessoas com TOCP não têm conhecimento das alterações que os sintomas geram nas suas vidas.

Perdem-se nos detalhes e esquecem a intenção original dos seus projetos.

O TOCP é o resultado de uma combinação de fatores genéticos e do ambiente.

Nem todas as pessoas com TOCP são iguais.

Algumas são mais dominantes, outras são mais aditas ao trabalho,

outras estão demasiado ansiosas por agradar e outras adiam as coisas.

A variedade dominante é a que costuma apresentar as maiores dificuldades nas relações.

No entanto, os aditos ao trabalho, ao não estarem disponíveis, e os procrastinadores por não cumprirem com as suas responsabilidades, também podem causar mal-estar na relação.

Antes de começar, lembra-te que este vídeo tem fins informativos

e não deve ser utilizado para o autodiagnóstico.

Em caso de dúvida, optar pela ajuda de um profissional é sempre a melhor opção.

Dito isto, é assim que as relações são afetadas pelo TOCP.

TOCP e relações.

Às vezes é impossível melhorar uma relação quando o teu parceiro tem TOCP, porque muitas pessoas com esta condição

estão convencidas de que a sua forma de vida é superior e não estão abertas à mudança.

Mas algumas sim que estão dispostas a mudar e aproveitam a sua determinação obsessivo-compulsiva para melhorar o seu papel como parceiro.

Mal-entender um parceiro com TOCP pode piorar uma situação que já por si é difícil,

já que o seu comportamento é resultado de uma combinação de desajustadas boas intenções e ansiedade por não ser suficientemente bom como pessoa.

Embora as pessoas com TOCP possam parecer seguras e sempre no controlo, por norma, no fundo são profundamente inseguras.

Por isso, sempre sentem a necessidade de ser perfeitos.

Assim que, embora o seu comportamento possa parecer produto do interesse próprio, da indiferença ou por ser desrespeitoso, as suas motivações são na realidade muito diferentes.

Se, como a parte não compulsiva da relação, interpretas estas ações como degradantes, é possível que não só passes por alto as motivações positivas do teu parceiro,

mas também a sua ansiedade subjacente.

Quando as ansiedades de ambos se ativam e têm medo de estar perto um do outro, tudo irá ladeira abaixo a partir daí.

Número 1: A ansiedade dá lugar ao controlo.

Fazem comentários ou exigências sobre como cozinhar, como vestir-se, o que comer, o que dizer e como fazer amor.

A primeira forma em que o TOCP afeta as relações é que o parceiro compulsivo, por medo que as coisas corram mal, tenta controlar o que acontece na relação e como se comporta o outro.

Embora a intenção do parceiro compulsivo seja ser de ajuda, por norma, para a outra pessoa sente-se de tudo menos isso.

Número 2: Demasiado tempo no trabalho pode levar à negligência.

A pessoa passa uma quantidade excessiva de tempo no trabalho, abandonando o seu parceiro.

O parceiro não compulsivo interpretaria isto como que o parceiro compulsivo não se preocupa por ela ou não desfruta de estar na sua companhia.

No entanto, poderia haver muitas outras razões para isto, incluída uma adição real ao trabalho.

Outra possível razão é que o parceiro compulsivo tema não só falhar no trabalho, mas, sobretudo, na relação.

Como as relações não surgem de forma natural, o seu perfeccionismo pode levá-los a concentrar-se no trabalho, porque têm mais controlo e mais convencimento de que ali podem ter êxito.

Número 3: O controlo reduz a vulnerabilidade.

São relutantes a mostrar vulnerabilidade na sua busca da perfeição.

Outra forma em que o TOCP afeta a relação é que ambas as partes deixam de se mostrar vulneráveis e isto, por norma, leva a que a relação se torne seca, sem vida e insatisfatória.

Mas isto, junto com ordens e exigências frequentes, pode terminar deixando o parceiro não compulsivo com medo de expressar os seus verdadeiros sentimentos e necessidades, por temor a ser criticado ou humilhado.

Se tu és a parte que não tem TOCP, também podes começar a distanciar-te do teu parceiro, por temor a depender emocionalmente de alguém que é muito crítico ou que não está disponível.

Número 4: Uma má divisão do trabalho limita as duas pessoas.

O teu parceiro tornou-se uma espécie de máquina com o tempo, contando cêntimos, minutos, regras e frações.

Quando um dos dois tem TOCP, ambos podem cair numa divisão do trabalho pouco saudável em termos de tarefas do lar e emoções.

Como a parte compulsiva, assumirias a responsabilidade de toda a organização, limpeza, planificação e contabilidade.

Por norma, sentes uma grande responsabilidade e tens muito medo de te enganares ou cometer um erro.

Alguns compulsivos, nos seus esforços por fazer o correto, podem ser muito obedientes, mas depois ressentem essa obediência, possivelmente tornando-se passivo-agressivos ou explodindo de ira.

É possível que não desenvolvam a capacidade para o ócio, o humor, o jogo e outras atividades menos sérias, se sentem que não podem dar-se ao luxo de relaxar devido à responsabilidade que acarretam.

Por outro lado, se o parceiro não compulsivo está na posição de quem tem que carregar com todas as emoções e o afeto e nenhum dos méritos na relação, é possível que não desenvolva os seus próprios dons e personalidade.

Mas nem tudo está perdido.

Com perspetiva, comunicação e cuidado pessoal como três das ferramentas mais importantes, pode-se melhorar a relação com uma pessoa compulsiva.

Qualquer uma destas três por si só provavelmente não será suficiente, mas as três juntas podem ajustar o equilíbrio para uma relação saudável e satisfatória.

Esperamos ter-te podido brindar informação sobre as formas em que o TOCP pode ser letal para as relações.

Ajudou-te este vídeo a aprender mais sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo da Personalidade?

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