Tratamento do TDAH: Medicamentos
Descrição
No vídeo de hoje falamos sobre o Tratamento Farmacológico para doentes com PHDA. Para perceber mais sobre este assunto, assista ao vídeo! Ficou com alguma dúvida? Deixe-a aqui nos comentários :) Sugestões de conteúdos também são bem-vindas! ---------------------------------------------- DESCARREGUE A NOSSA APP: http://focustdah.com.br/ SAIBA MAIS SOBRE PHDA: http://focustdah.com.br/informacoes-s... --------------------------------------------- REDES SOCIAIS: Instagram: https://www.instagram.com/focustdah/ Facebook: https://www.facebook.com/focustdah/
Transcrição completa
📺 Ver na TV VintageNós, do PRODAH, o Programa de Défice de Atenção e Hiperatividade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre,
estamos aqui hoje para falar sobre o tratamento do TDAH. Sabia que o tratamento já está bem estabelecido há décadas e é um dos mais eficazes de toda a psiquiatria e de toda a medicina?
Para saber mais sobre isso, vou tirar algumas dúvidas mais frequentes que nós, pacientes, temos.
Então, vamos lá!
Focus é uma plataforma digital colaborativa, desenvolvida pelo Programa de Transtornos de Défice de Atenção e Hiperatividade. A nossa missão é promover qualidade de vida através de ferramentas e conteúdos sobre o TDAH.
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Para começar, doutora, o principal tratamento para o TDAH em adultos são os medicamentos, não é? Mas porquê?
Isso porque eles são os mais eficazes em relação aos outros tratamentos, isto é, conseguem reduzir os sintomas e o prejuízo do TDAH mais e melhor do que outros tratamentos, como psicoterapia. Por isso, em todas as diretrizes mundiais para o tratamento de TDAH, os medicamentos são a primeira escolha.
E quais são os principais medicamentos utilizados? Tem diferença de um medicamento para o outro?
Tradicionalmente, são usados os estimulantes. Este grupo de medicações age no cérebro em regiões específicas, bloqueando a recaptação de neurotransmissores, principalmente a dopamina e noradrenalina. Com isso, esses neurotransmissores permanecem mais tempo entre os neurónios, aumentando a sua ação e melhorando os sintomas.
É uma classe de medicamentos utilizada há muitos anos, cerca de 70 a 80 anos. Existem vários medicamentos,
mas no Brasil temos dois principais: o metilfenidato, conhecido pelo nome comercial de Ritalina, e a lisdexanfetamina, nome comercial Venvanse.
Esses medicamentos são utilizados uma ou várias vezes ao dia,
dependendo do preparado.
A Ritalina, por exemplo, tem três apresentações: de curta, média e longa ação.
A Ritalina comum, de 10mg, custa cerca de 1 real o comprimido e é usada entre uma e nove vezes ao dia, com duração de efeito de 4 a 6 horas, dependendo do caso.
A Ritalina LA, que é metilfenidato com efeito de libertação prolongada, com doses de 10, 20, 30 e 40mg,
custando entre 120 e 300 reais por mês aproximadamente, e com duração de efeito entre 8 a 10 horas.
E o uso pode ser de uma a duas vezes ao dia.
E o Concerta, que também é metilfenidato, com doses de 18, 36 e 54mg,
mas com maior duração, cerca de 12 horas, e com dose única diária e o custo está entre 200 e 300 reais ao mês.
Já o Venvanse é somente de longa duração e tem doses de 30, 50 e 70mg.
E o custo mensal está em torno de 250 e 300 reais.
Doutora, como fica para os pacientes que vão ter de usar esses medicamentos para a vida toda, mas enfrentam dificuldades financeiras,
e muitas vezes, por causa disso, acabam deixando de tomar a medicação todos os dias?
Bem, quanto ao custo, no caso do Rio Grande do Sul, o governo do estado fornece a Ritalina de curta duração aos utentes do SUS.
Mas, de uma maneira geral, as pessoas geralmente preferem o metilfenidato de longa duração.
Com relação ao tempo de uso, se vai ser a vida inteira, não se pode afirmar se a pessoa vai precisar tomar a vida toda.
Existem algumas alternativas que podem influenciar a diminuição e a frequência das doses,
e dos dias de uso, como psicoterapia e psicoeducação, uma vez que a pessoa vai aprendendo a criar rotinas e a organizar-se melhor.
Mas há casos de pessoas que não podem ficar nem um dia sem a medicação, pois elas podem desorganizar-se muito.
Dessa forma, terá que usar por um tempo prolongado,
enquanto outras não.
Eu tenho muito receio dos efeitos colaterais. Confesso que já pensei em abandonar o tratamento por causa disso.
Pode falar mais sobre esses efeitos?
É bom ressaltar que não existem medicamentos que não tenham efeito colateral.
Até a água, se tomada em excesso, pode ser prejudicial.
Mas, com relação aos medicamentos para TDAH, como são bem utilizados por bastante tempo,
já se conhecem bem os seus efeitos. São bem tolerados e podem-se dividir em três níveis:
efeitos cardiovasculares, como taquicardia, tremores, insónia e inquietação, efeitos no apetite, com a perda de apetite,
e alteração de humor, uma irritabilidade, disforia. Principalmente, ocorre quando as doses vão diminuindo.
Porém, de um modo geral, os pacientes toleram bem os seus efeitos.
Doutora, esses medicamentos, por serem estimulantes, podem causar vício?
Os estimulantes, de uma maneira geral, têm o risco de dependência química, mas este potencial entre os pacientes com TDAH é muito baixo.
Cerca de 1 a 1,5% poderia tornar-se dependente desse tipo de substância.
Geralmente, são pessoas que já apresentam algum problema de dependência de outras substâncias, como a maconha ou a cocaína.
O que geralmente acontece é o contrário: muitas pessoas esquecem-se de tomar e muitas, inclusive, não aderem ao tratamento,
e por isso, a importância da psicoeducação.
E o álcool e o cigarro? Faz mal misturar com os medicamentos para o TDAH?
Com relação ao cigarro, ele não interfere no uso do medicamento, mas o cigarro em si é um problema sério para a saúde.
Mas, com relação ao álcool, a situação é bem diferente. O álcool é um depressor do sistema nervoso central,
diminuindo as reações do cérebro, e os medicamentos para o TDAH são estimulantes.
Dessa forma, um interfere na ação do outro. O que ocorre nessas situações é que, enquanto houver o efeito do medicamento,
o efeito do álcool é menor. Quando a ação do medicamento termina, a ação do álcool chega muito potencializada.
E, dependendo da situação, poderá ocasionar sérios acidentes e até coma alcoólico.
E, doutora, existe alguma forma de tratar o TDAH sem medicamento algum?
Sim, é possível tratar uma pessoa com TDAH leve sem medicação. Pode ser através de psicoterapia e psicoeducação com relativa eficácia.
Mas, nos outros casos, para a melhoria dos sintomas e da qualidade de vida,
o tratamento com medicação é recomendável.
E você, ficou com alguma dúvida?
Deixe aqui nos comentários que os nossos psiquiatras poderão responder.
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Muito obrigada por assistir e até à próxima!
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