Las teorías conspirativas que creen que el Apolo 11 nunca llegó a la Luna
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Subscreve a BBC Mundo http://vid.io/xqOx Em que se baseiam os céticos que não acreditam na proeza da Apollo 11? E o que responde a ciência? Pouco tempo depois da chegada do homem à Lua, há 50 anos, começaram a surgir as primeiras teorias da conspiração, lançando suspeitas sobre este marco da humanidade. A transmissão da alunagem deu a volta ao mundo e foi acompanhada por milhões de pessoas. E as missões Apollo voltaram à Lua várias vezes nos anos seguintes. Mas, ainda hoje, há quem insista que tal não aconteceu.
Transcrição completa
Este 20 de julho assinalam-se 50 anos desde que o homem pisou a Lua pela primeira vez em 1969, alcançando um dos marcos mais transcendentes da história.
A transmissão da alunagem deu a volta ao mundo e foi seguida por milhões de pessoas.
Mas há quem insista que o homem nunca chegou à Lua.
Dizem que a tecnologia da NASA nos anos 60 não estava suficientemente desenvolvida para conseguir uma alunagem.
Outros apolo-cépticos insistem que tudo foi uma montagem do governo dos Estados Unidos para conseguir a vitória na corrida espacial, que na altura ia sendo ganha pela União Soviética.
Vamos falar das teorias da conspiração que dizem que a proeza da Apollo 11 nunca aconteceu e de como a ciência as desmente.
Uma das teorias mais populares gira em torno do facto de a bandeira norte-americana colocada por Neil Armstrong na Lua parecer mover-se. Há quem se pergunte: "Como é que isto é possível, se não há vento na Lua?".
Segundo Michael Rich, professor de astronomia da Universidade da Califórnia, a ciência tem a resposta.
A bandeira ficou enrugada pela força com que os astronautas a espetaram no solo lunar, e ficou com esta forma porque a força da gravidade na Lua é 6 vezes menor do que na Terra. Assim, a bandeira parece ter dobras, mas a verdade é que não está a ondular.
Vamos analisá-lo com imagens. Nesta primeira foto, vemos Buzz Aldrin a saudar a bandeira durante a caminhada lunar. Aqui veem-se os dedos da mão direita de Aldrin à altura do capacete.
Nesta segunda imagem, tirada poucos segundos depois, Aldrin já tinha baixado a mão direita, mas a bandeira continua exactamente igual à da primeira foto, o que demonstra que não estava a ondular.
Mas concentremo-nos nesta imagem. Notam que falta algo? Muitos perguntam-se por que razão não se veem as estrelas nesta foto.
Se fizermos uma breve revisão da história, veremos que esta é uma característica comum das fotografias do espaço, onde o contraste entre a luz e a escuridão é bastante extremo.
E por que razão acontece isto? Brian Koberlein, professor de astrofísica no Instituto de Tecnologia de Rochester, explica que a superfície da Lua reflete a luz do Sol e, por isso, aparece muito brilhante nas fotos.
Esse brilho ofusca a luz das estrelas. Por isso, na foto da Apollo 11 não vemos as estrelas. A câmara não consegue captá-las porque a sua luz é demasiado fraca.
Outro elemento que tem levantado dúvidas e teorias sobre a autenticidade da viagem à Lua é a famosa pegada de Buzz Aldrin.
Como na Lua não há humidade, os cépticos dizem que neste solo seco não é possível deixar pegadas, mas isto também tem uma explicação científica.
O solo lunar está coberto por uma camada de rochas e de pó a que os especialistas chamam regolito.
Segundo Mark Robinson, professor da Universidade Estadual do Arizona, a camada superior do regolito é um pó muito fino que se condensa muito facilmente, pelo que as pegadas ficam sim marcadas.
Robinson diz também que o facto de não haver vento na Lua faz com que as pegadas fiquem marcadas durante muito tempo.
Mais do que isso, a NASA publicou uma série de imagens tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, que tem estado a orbitar a Lua desde 2009 e captou as pegadas deixadas pelas missões Apollo.
Entre as fotos tiradas por esta sonda lunar, há uma da Apollo 11 na qual se podem ver as marcas do histórico local da primeira alunagem.
Outro dos argumentos preferidos dos teóricos da conspiração é que as cinturas de radiação que rodeiam a Terra teriam matado os astronautas.
Estes anéis são conhecidos como as cinturas de Van Allen e formam-se pela interacção entre o vento solar e o campo magnético terrestre.
Aliás, uma das principais preocupações dos cientistas nos primeiros tempos da corrida espacial eram precisamente esses anéis, porque a sua radioactividade pode ser muito perigosa se se estiver exposto a ela durante demasiado tempo.
Segundo a NASA, a tripulação da Apollo 11 demorou pouco mais de uma hora a deixar para trás essas zonas e passou 5 minutos nos locais onde a radiação atinge a sua intensidade máxima.
Estas são apenas algumas das teorias da conspiração mais populares sobre as missões à Lua. Embora possam parecer apelativas, a verdade é que há evidências suficientes para comprovar que, a 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 chegou mesmo à Lua, o que foi uma grande proeza científica e também estimulou a nossa imaginação.
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