Investigação histórica brutalista com as cores da bandeira angolana.

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS FOI O SEGUNDO PRESIDENTE DE ANGOLA? | ENTENDA A TODA HISTÓRIA!

Descrição

O segundo presidente de Angola não foi José Eduardo dos Santos (JES). Após a morte de Agostinho Neto, outra pessoa ocupou o cargo de presidente e essa pessoa não foi o Zedu (José Eduardo dos Santos); compreenda toda a história. Se o vídeo foi interessante e informativo, deixe o seu "gosto", que contribui imenso para o nosso trabalho e faz com que vídeos como este continuem a sair aqui no canal. SUBSCREVA e ative o sino das notificações para não perder os melhores conteúdos de curiosidades e factos sobre Angola. Faça parte da nossa Comunidade do Telegram: https://t.me/+Z28Vw1G44gM2MzM8 Partilhe este vídeo: https://youtu.be/Jxq6I18joZI APRESENTADOR: Dalmy Alves ARGUMENTO: Dalmy Alves PRODUÇÃO: Dalmy Alves EDIÇÃO: Dalmy Alves QUER APOIAR O CANAL? Envie um miminho Wise: BE71 9672 4219 9969 Banco BAI: 147817623. 10. 001 Transferência: AO06.0040.0000.4781.7623.1015.0 Redes Sociais: Facebook: https://www.facebook.com/Fatos-Sobre-Angola-102584048306294 Instagram: https://www.instagram.com/fatos.sobre.angola/ TikTok: https://bit.ly/3u8Zh4o E-mail profissional: factossobreangola@gmail.com #presidentedeangola #lúciolara #zedu

Transcrição completa

José Eduardo Van-Dúnem dos Santos, nascido em 28 de Agosto de 1942,

foi um engenheiro, militar e político angolano que serviu como Presidente de Angola de 1979 a 2017,

sucedendo então ao primeiro Presidente de Angola, o Dr. António Agostinho Neto.

Como Presidente, José Eduardo dos Santos também foi comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas

e presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola, o MPLA,

o partido que tem governado Angola desde que obteve a independência em 1975.

Em 11 de Março de 2016, ele anunciou que deixava a carreira política em 2018,

ano em que completaria 76 anos. Porém, acabou deixando o cargo em Setembro de 2017,

sendo sucedido por João Lourenço. Faleceu em 8 de Julho de 2022 de doença prolongada,

internado nos cuidados intensivos de um centro médico na cidade de Barcelona, Espanha, aos 79 anos de idade.

Mas tudo isso é o que nos contaram, mas a verdade é que José Eduardo dos Santos não foi o segundo Presidente de Angola.

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O primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, foi presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola.

Em 1975 tornou-se o primeiro Presidente de Angola até 1979.

Em 1975 a 1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lenin da Paz.

Fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países,

naquela que ficou designada como Guerra Colonial Portuguesa.

Foi preso pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado, a PIDE,

a polícia política do regime salazarista então vigente em Portugal,

e deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde,

sendo-lhe depois fixada residência em Portugal, onde fugiu para o exílio.

Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola, o MPLA,

do qual já era Presidente Honorário desde 1960.

Em paralelo, desenvolveu uma notável actividade literária, escrevendo nomeadamente poemas.

Mas já na fundação do partido que está no poder desde a independência,

Agostinho Neto sempre contou com a forte participação de Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara,

mais conhecido como Tchiweka, o seu nome de guerra.

Este sim foi o segundo Presidente de Angola.

Nascido na cidade de Caála, na província do Huambo, até então chamada de Nova Lisboa, em 9 de Abril de 1929.

Era filho de Lúcio Gouveia Barreto de Lara, um português da Malhada Sorda que trabalhava como gerente de fazenda e depois como comerciante,

e Clementina Pinto Leite, uma luso-angolana nascida no Bailundo, que era neta do soba Tchiweka,

de quem inclusive Lúcio Lara tomou o nome de guerra.

Fez os seus estudos primários na cidade do Huambo,

com a sua família deslocando-se para o Lubango para que pudesse completar o ensino secundário no Liceu Diogo Cão,

actual escola Rei Mandume ya Ndemufayo.

Lúcio Lara foi um físico-matemático, político, professor, ideólogo anticolonial

e um dos membros fundadores e também foi presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola.

Portanto, em 1949 rumou para Portugal, aportando em Lisboa,

onde decidiu cursar licenciatura em Matemática na Universidade de Lisboa.

Ficou albergado na Casa dos Estudantes do Império, que já era o berço do pensamento anticolonial.

Foi ali que conheceu Agostinho Neto, com quem construiria um longo laço de amizade,

além do núcleo ideológico que daria suporte à formação do MPLA.

Neste ínterim, em 1951, alista-se para prestar serviço militar em Portugal,

não concluindo o período por ficar muito doente.

Em 1955, filia-se ao Partido Comunista Angolano e passa a organizar o movimento anticolonial.

Com o apoio do Movimento de Unidade Democrática Juvenil,

mantendo convivência muito próxima aos quadros do Partido Comunista Português,

participou do Congresso Clandestino do PCP em 1957,

com as suas teses influenciando o voto favorável à autodeterminação dos povos das colónias.

A Polícia Internacional e de Defesa do Estado, a PIDE, toma conhecimento de sua liderança ideológica e passa a ser monitorado.

Neste mesmo ano, filia-se ao MPLA, fundado no ano anterior, tornando-se seu principal ideólogo,

sendo inclusive atribuído a ele a construção marxista e sua fixação definitiva como corrente dominante.

No seio do MAC e do PCP, conhece em Lisboa Ruth, filha de pai alemão e de mãe judia alemã que haviam fugido do nazismo,

com quem casou-se naquela capital em 1955.

Acaba por trancar o seu curso em Coimbra em 1958,

preferindo trabalhar como professor secundário de Matemática em Lisboa, dado a necessidade de sustentar a sua família.

No mesmo ano, desloca-se brevemente até Acra, onde participa da primeira Conferência dos Povos Africanos,

delineador da luta anticolonial.

Ao participar de um novo congresso clandestino do PCP em 1959, a PIDE decide prendê-lo.

Sabendo dos planos, consegue fugir de Lisboa em Março de 1959 para a Alemanha Ocidental e depois para a Alemanha Oriental, frustrando a PIDE.

Mesmo na Alemanha, descobre que a PIDE está em seu encalço.

Estabelece contactos com escritores comunistas e anticoloniais e segue com Ruth para participar do segundo Congresso dos Escritores e Artistas Negros,

ocorrido em Abril de 1959 em Roma.

Naquela cidade, com o argelino Frantz Fanon, planeia e prepara o esboço do primeiro grupo angolano de guerrilha.

Fanon intermedeia a sua ida para Tunes para participar como delegado do MAC na Conferência Pan-Africana que ali se realizaria.

Nos contactos que estabeleceu na conferência, segue para Rabat e Casablanca, no Marrocos,

onde conhece o trabalho de Mahjoub Ben Seddik, líder sindical da União Marroquina do Trabalho.

Ali firma com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde um acordo para ir até Conacri, na Guiné,

para estabelecer o primeiro escritório internacional do MPLA.

Permanece por um certo período neste país, trabalhando como professor de Química.

Foi eleito na Primeira Conferência Nacional do MPLA, em Dezembro de 1962,

como Secretário da Organização e dos Quadros e como membro do Comité Central do MPLA.

Neste período, entrou em forte contenda com Viriato da Cruz, sendo o responsável pela sua prisão e tortura.

Entre 1962 e 1964, organizou as regiões militares do MPLA que lutariam na Guerra de Independência de Angola.

Como Secretário-Geral, a partir de 1964, mudou-se definitivamente com a família para Brazzaville,

considerada a sede do movimento durante o período da Guerra de Libertação.

Nesta cidade, trabalha como professor de Matemática e Química nas escolas do partido

e organiza o Departamento de Educação e Cultura do MPLA, responsável pela preparação de professores e pela manutenção de uma vasta biblioteca.

Entre 1964 e 1965, torna-se o número dois do partido, acumulando as funções de comissário político,

membro da Comissão Militar do Exército Popular de Libertação de Angola e da Comissão Militar Especial para a primeira região político-militar.

Neste interim, recebe treino militar em Moscovo.

De 1965 a 1969, promoveu acções na segunda região político-militar, responsável pelo território de Cabinda,

bem como na terceira região, alternando-se entre as funções até 1972.

Em 1970, passa a liderar os negócios estrangeiros do MPLA, fazendo parte da delegação que participou da Conferência de Roma de apoio ao MPLA.

As suas capacidades diplomáticas foram fundamentais para o suporte político dado ao MPLA na 10.ª Cimeira da Organização da Unidade Africana em Adis Abeba, em Junho de 1971,

bem como para a costura dos acordos de Kinshasa, feitos com a Frente Nacional de Libertação de Angola, a FNLA, em Dezembro de 1972.

Ainda em 1972, chefia as delegações que foram à China, Coreia do Norte, Vietname, União Soviética, Bulgária, Roménia e Jugoslávia

para angariar suporte político e financeiro para a luta anticolonial.

Ele e Neto foram os dois maiores oficiais do MPLA nas exéquias de Amílcar Cabral em 1973 em Conacri.

A partir de 1974, Agostinho Neto destacou Lara cada vez mais para as funções diplomáticas e burocráticas,

inclusive reafirmando a sua posição na reeleição para o Comité Central do MPLA durante o congresso ordinário de Agosto daquele ano.

Foi designado responsável pela condução da delegação do partido na Conferência dos Países do Centro e Leste Africano em Brazzaville,

feito para destravar as tentativas do Congresso de Lusaka, bem como para a Conferência Inter-Regional do Lundoji e para o tratado de cessar-fogo com Portugal.

Esse esforço para reforçar a sua liderança e de Neto vinha porque em menos de um mês antes do congresso estava em curso a Revolta Activa e a Revolta do Leste,

lideradas respectivamente por Mário de Andrade e Daniel Chipenda. As revoltas contestavam a capacidade política e operacional de Lara e Neto.

O período burocrático-diplomático de Lara tem o seu ápice quando, em 8 de Novembro de 1974,

chefia a histórica primeira visita de uma delegação do MPLA a ser recebida oficialmente em Luanda.

A sua chegada foi esperada por uma multidão de milhares em grande êxtase, que rompeu as barreiras e invadiu a pista do Aeroporto de Luanda quando o avião da delegação pousou.

A vinda de Lara deveria servir para preparar terreno para que Agostinho Neto fizesse a sua primeira visita a Luanda após a Revolução dos Cravos.

Neto pousou na capital em 4 de Fevereiro de 1975, sendo recebido por uma multidão ainda mais numerosa.

Na data da independência de Angola, coube-lhe a presidência do Conselho Revolucionário do Povo, que depois tornou-se Assembleia Nacional,

e a promulgação da Constituição de Angola em 10 de Novembro de 1975,

bem como a condução da primeira eleição presidencial formal angolana, que elegeu Agostinho Neto.

Na mesma data, Neto foi empossado por Lara como primeiro Presidente de Angola.

Lara permaneceu como presidente do Parlamento até 1980.

O período subsequente foi turbulento para o país, especialmente durante o fraccionismo liderado pelo então Ministro do Interior Nito Alves,

com grandes manifestações em Luanda. Seguiu-se a tortura de milhares de angolanos e mortes computadas em cerca de 40 mil.

Atribuiu-se a repressão principalmente à figura de Agostinho Neto, mas o principal líder operacional foi Lúcio Lara,

auxiliado por Iko Carreira, João Lopes e Henrique de Carvalho Santos.

Em 10 de Dezembro de 1977, a despeito da purga realizada, foi novamente reeleito para o Comité Central do MPLA,

sendo alçado a segundo membro mais importante do Buro Político, atrás somente de Neto, e vice-presidente do partido,

ficando responsável pela organização e pelo sector ideológico.

Na data da morte de Agostinho Neto, Lara era o mais alto membro do Buro Político e vice-presidente do MPLA.

Com isso, assumiu interinamente as funções de presidente do partido e, por extensão, de Presidente da República Popular de Angola.

Formou uma comissão de direcção nacional que trabalhou sob sua supervisão,

que era composta por Pedro Pedalé, Ambrósio Lukoki, José Eduardo dos Santos e Pascoal Luvualu.

Convocou com urgência o Segundo Congresso do MPLA em 11 de Setembro de 1979,

trabalhando fortemente para a eleição de José Eduardo dos Santos, que ocorreu em 20 de Setembro do mesmo ano.

Recusou todas as propostas a ele feitas para assumir efectivamente a liderança do país.

Após retirar-se da vida política, Lara dedicou-se a organizar o seu enorme acervo histórico e documental sobre o processo de independência e de formação de Angola,

criando a Associação Tchiweka de Documentação. Em 1996 lançou o livro de memórias "Por Um Amplo Movimento", com prefácio da sua esposa Ruth.

Morreu na capital angolana em 27 de Fevereiro de 2016, aos 86 anos.

As condolências pela sua morte foram expressas por todo o alto escalão do MPLA,

por figuras de todos os partidos da oposição, figuras políticas internacionais e por outros dirigentes nacionalistas e anticoloniais mundiais.

Pois bem, tudo isto não é ensinado nas escolas. Este facto é retirado da história de Angola e, como consequência, os adultos de hoje desconhecem-no.

Mas deixamos em aberto as opiniões aqui nos comentários. Se faltou alguma coisa, fiquem à vontade para comentar o que acharam.

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