Sono, TDAH e Depressão: O Impacto das Telas - Podpeople Inverso com Dra. Ana Beatriz
Descrição
Já percebeu como o uso excessivo do telemóvel pode afetar o seu sono e a sua saúde mental? Neste vídeo, vamos revelar como a luz azul dos dispositivos e o tempo de ecrã podem estar a influenciar diretamente o seu bem-estar. Prepare-se para entender como o telemóvel pode estar a prejudicar a sua concentração, a aumentar os sintomas de PHDA e até a contribuir para a depressão. Se está a ter dificuldades em dormir ou se se sente constantemente exausto, este vídeo pode ser a resposta de que precisa! Assista até ao fim para descobrir dicas práticas sobre como minimizar os efeitos negativos da tecnologia e melhorar a sua saúde mental e o seu sono. Não deixe que o telemóvel controle a sua vida – assuma o controlo agora! -- Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UC5VvsTwsyKWMZSQtt1MPCEw/join 🔔SUBSCREVA O CANAL E ATIVE O SININHO PARA RECEBER AS NOTIFICAÇÕES DE NOVOS EPISÓDIOS. 💌 Contacto comercial/ parcerias: contato@grupopodpeople.com.br 🎧OIÇA O PODPEOPLE TAMBÉM NAS RESTANTES PLATAFORMAS: 💚 Spotify: [https://spotifyanchor-web.app.link/e/...](https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqazM4QllrVXZfQVo3UlZYU2FHOWg5bDQ3WWZFQXxBQ3Jtc0tsYTVSNTRNYnh5aGpua1U1VGlxSVJKYXBNd2FyR09OMEUtcGpmTFRiNVE2bFBrYl9vc0k3d0RWYk5yeDEwRlRPT0Z2Q2c1WWN2ZXNMV1o3eHhBQ2poSVZENmNIaEhHcno0SDdZcU9VZDE2SjQ5VXlEcw&q=https%3A%2F%2Fspotifyanchor-web.app.link%2Fe%2FACqpx360jBb&v=tUMMFqnV_U4) 💜 Deezer: [https://deezer.com/show/1000086905](https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqbjdnaFNsZEVvdmFpa2V2eTJwekhuWUE4Zkx2UXxBQ3Jtc0ttQkVpMlh2R2RuNFhfZlp5UVZ2RFVNMXBVUDM0WE9zalZPUldnR0cyMTA3ZlR1WVhPT2UwWlRUVFpqMkFBcDFBQ3BFX2hmS3VnZlRnakdxalcxb1d1WS1QOEFkcksxOHBoT1BMeTdSemhZYWJnZXVFVQ&q=https%3A%2F%2Fdeezer.com%2Fshow%2F1000086905&v=tUMMFqnV_U4) ----- 🧠 REDES SOCIAIS DO PIPINHO: - Instagram: https://www.instagram.com/podpeople_/ - Trends: @podpeople_@trends.net ----- ANFITRIÃ: DRA. ANA BEATRIZ BARBOSA (BIA) ❤️ Siga as redes sociais da Bia: - Instagram: https://www.instagram.com/anabeatriz11/ - Trends: @anabeatriz11@trends.net - Twitter: https://twitter.com/anabeatrizpsi - Facebook: https://www.facebook.com/draanabeatriz - TikTok: https://www.tiktok.com/@draanabeatriz11 - Site - https://draanabeatriz.com.br/ ----- #saudemental #draanabeatriz [#podcast](https://www.youtube.com/hashtag/podcast) [#podpeople](https://www.youtube.com/hashtag/podpeople) [#pipinho](https://www.youtube.com/hashtag/pipinho) ⚠️ *AVISO LEGAL - DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO* ⚠️ Se deseja criar um canal de edições com conteúdo do PodPeople, ficamos satisfeitos com a ideia, mas é fundamental que esteja ciente das seguintes diretrizes: 1. Não reproduza integralmente o nosso conteúdo; crie as suas próprias edições. 2. Aguarde um período de 48 horas antes de publicar as edições. 3. Evite conteúdo sensacionalista e respeite os nossos convidados. 4. Inclua links para o episódio oficial no YouTube. 5. Mencione @podpeople_ nas redes sociais. 6. Em caso de violação, entraremos em contacto e, se necessário, tomaremos medidas legais. 7. Esteja ciente de que as regras podem ser atualizadas, portanto, mantenha-se informado.
Transcrição completa
📺 Ver na TV Vintageestá a ter um excesso de diagnóstico de TDAH, que não é TDAH, é exaustão cerebral.
Quando a gente pega assim para, para entender, as pessoas geralmente, elas vão pegar aqui, ó. Tem um efeito que é o que você falou do sono. Mas além do sono,
É, aqui, ó, isso. Além do sono, tem a saúde mental, saúde física e as funções cognitivas.
Você está a dizer quando o impacto excessivo do telemóvel na saúde geral. Isso, além de ser da da Leo que mordeu antes de dormir, que é o sono, o que mais é que afeta?
Sim, mas aí a pessoa já está dependente. Quando a pessoa está em grau de irritabilidade grande, é um sinal.
Pois é, partiu para a mordida, já falei, caraca, amigo, o trem está feio.
É verdade, não sei quem é seu esse seu amigo, mas ele tem uma grande chance dessa parceira dele,
esposa, namorada, não sei, é, está com um pouquinho de uso excessivo.
Eu seria, eu seria modesta, está em uso excessivo, que é prenúncio de dependência.
Ia fazer igual aquele, aquele ator do do Zorra Total fazia, abre o olho.
É, Zeca Pimenteira. Zeca Pimenteira.
E além do sono, a gente também tem, igual, o que atrapalha, além desse vício, né, tem a
a luz azul que suprime a melatonina. Ah, com certeza, a luz azul do telemóvel, ela, ela, ela encolhe o sono.
Mas sabe o que é que é ruim também? É que todo viciado assim, todo dependente, ele é muito bom em argumentar, porque ele já fala, não, mas o meu aqui, ó, a luz azul já alterei, já mudei.
Não interessa. Aí tem o estilo do conteúdo, aí tem o resultado. Olha para você ver.
Exatamente. Quanto maior o tempo total de sono, a qualidade reduzida, consolidação da memória. Não tem jeito.
Não tem jeito. Tem até um, um, um ditado, né, que eu ouvi ontem, eu esqueci que fala, faça greve de fome e sede, né, mas não de sono.
Com certeza. O sono é uma hora de atividade muito intensa do cérebro.
Por sinal, antigamente tem, tem células no cérebro, tem os neurónios, tem os axónios, e antigamente, e tem umas que chama, é, glia. A glia é como se, antigamente achava-se que era um enchimento. Sabe, um enchimento assim, que ficava ali para sustentar as sinapses, para sustentar o, é como se fosse um, uma coisa gelatinosa assim, que sustentava a estrutura do cérebro.
Quase que o pão de ló no, no bolo, né? Para sustentar.
É, é como, é como se fosse uma coisa de sustentação. Então, você achava que aquilo só servia para aquilo, para dar uma, uma estrutura. Hoje a gente sabe que a glia é como se fosse um sistema linfático, né?
Então, ele passa a noite inteira desintoxicando as substâncias, limpando, é como se fosse uma faxina que é feita no cérebro.
Que legal. E vai para onde, e quando eles, isso que eles limpam? Então, entra no sistema linfático e vai, e sai.
Entendi. E o sistema linfático em algum momento ele encontra, né?
É, o informe educado de falar que ela, né, vai para o banheiro, bacana.
Não, não é o banheiro, é que nem o sangue, o sangue passa e ele vai, ele vai para o, para o rim. O rim tem ali a filtragem do sangue.
Entendi. Forma educada, né? Entendi, sim.
É, é uma limpeza, é uma desintoxicação.
É, a próxima agora, lá, saúde mental. Porque com, quando você fica dependente, né, e tudo, não consegue dormir, a falta do sono é um, é mediador chave que conecta o uso noturno de telas a sintomas depressivos e ideação suicida. Tem ainda mecanismos de recompensa variáveis nas redes sociais, que são idênticos aos jogos de azar, criando um ciclo viciante. E quando a gente coloca isso tudo, imagina.
É igual, é igual, jogos de azar, a pornografia, a dependência química, o mecanismo é o mesmo. E o que eu acho bem interessante é, por exemplo, é,
quanto, aí quando associa a sintomas depressivos, porque se você dorme mal, se você está viciado, você está com a, com, com os, com as substâncias todas alteradas,
você, dopamina super alta, que você está naquele, naquele prazer imediato, né, de rolar as telas, de, você simplesmente está a acelerar esse motor cerebral, é como se você aquecesse o motor.
E aí você não dorme direito, então você não esfria esse motor, você não desintoxica esse motor. Chega uma hora que você vai para a exaustão. E estar exausto para ir para a depressão,
É muito rápido. É muito rápido. Entendi. Agora, a gente pensando nisso tudo, como que, ah, não era falado isso antes, né? Porque por mais que tenha 20 anos e tudo, uma geração inteira foi crescida e educada através do telemóvel.
Mas eu acho, é muito sedutor. Eu não sei como é que vai ser, porque assim, eu sou de uma geração que eu vivi o mundo intensamente antes do telemóvel,
antes de rede social.
Ela mandava pombo-correio, eu entendi. Não, não é pombo-correio, mas tinha carta, a gente mandava carta por correio.
Carta. Eu não peguei essa época não. Cartão. Época de Natal, você mandava cartão. É, então, a gente viu o antes e o depois. Tem coisas muito confortáveis? Tem. Mas também tem coisas que a gente viu que, é, não é tão legal.
São os efeitos colaterais da globalização, né? São os efeitos colaterais.
Eu fico mais preocupada com a geração que já nasceu sem qualquer tipo de, de, de uso que não seja da tecnologia direta. Eu fico muito preocupada, por exemplo, com as crianças.
Caraca, que vício, né? As crianças, por exemplo, eu me lembro que em 2010, 2009, eu, eu estava no aeroporto e aí tinha um computadorzinho,
é, era um notebook pequenininho assim, e eu estava assim, aí um bebezinho, uma criança, acho que de um ano, chegou e começou a tocar na tela e não no teclado.
E foi engraçado que o pai falou, não, é porque eu comprei um computador que é touchscreen. Ele trouxe de fora. E a criança já estava. Eu falei, gente, que coisa.
É, ele é um monstro. E logo ele é um monstro.
Não, e ele nunca, ele falou, aí o pai ainda falou assim, me preocupa porque ele nunca teve acesso a nenhum computador que não fosse touch. Ele já vinha assim.
Entendi. Então, eu não tenho noção. A facilidade é tão grande que nem o que era normal antes, para ele hoje em dia vai ser normal, porque ele já nasceu assim.
Não, porque ele já nasceu assim. Vai ser muito mais difícil. Então, se a gente pensar que crianças que têm mais atividade ao ar livre, crianças, por exemplo, que, que fazem a cama, criança que prepara um café da manhã, que, sob supervisão de adulto, ensinando, tem maior predisposição a serem mais bem-sucedidos na vida, a serem mais independentes.
Fica complicado, né? Porque a dependência é muito grande. Vai só, vai só dificultando, né? E olha para você ver que legal isso. O uso excessivo está ligado a alterações estruturais no lobo frontal, afetando a capacidade de filtrar informações, é, irrelevantes. Pode até mesmo induzir a comportamentos relacionados ao TDAH.
Eu, eu digo muito, a gente está a ter um excesso de diagnóstico de TDAH, que não é TDAH, é exaustão cerebral, pelo uso abusivo de telemóvel, é, que está a simular um défice de atenção.
A culpa é sua, porque antes a gente não sabia o que era TDAH. Hoje em dia é fácil de falar que é agora.
Não, tudo bem, mas olha só. Sim, mas a gente tem que separar o joio do trigo. Entendi. Tem muita coisa que parece TDAH, mas não é TDAH.
Por exemplo, se você está a dormir, está, está, está a usar o uso excessivo, você, o sono está alterado, você começa a ter sintomas depressivos, você começa a ter perda de atenção, perda de concentração, você acaba tendo sintomas de TDAH. Porque você faz aqui, ah, vou ficar aqui uma hora, quando vai ver, você está oito horas.
Então come mal, tudo ruim. Tudo. Aí no final é TDAH. Exatamente.
Então a gente tem que, não estou a dizer que não existe TDAH, existe, é um facto.
Até porque uma criança tem, né? É, mas não do jeito que, né, amiga? É, amiga. Mas não do jeito que estão a falar.
Tudo, a pessoa fala assim, não, porque eu não estou a conseguir prestar atenção. Aí você vai ver, desde quando? Ah, de três anos para cá. Isso não é TDAH. Porque TDAH é desde sempre, é um funcionamento.
Tudo bem, que um TDAH que submete a excesso de tela, ele fica pior. Nossa, pior. É, é, os, os efeitos se veem muito mais rápido.
O que é que acontece quando junta essa bomba, né? A depressão vem mais rápido, a exaustão vem mais rápido.
Só isso. E aquilo que você falava que às vezes a pessoa nem sabia que tinha TDAH, ela ia para o nível C por depressão e descobria que era. Exatamente.
A gente tinha que fazer o movimento inverso, de onde começou? É, mas você tem alguém com esse funcionamento? Aí você ia começar a fazer a pesquisa do, do HPP, história patológica pregressa. Você ia lá na infância, saber se pai ou mãe, ou tio, ou tia, ou avô, ou avó, lembrava esse funcionamento. Mas você chegar, porque nos últimos seis meses eu estou mal, não necessariamente é TDAH. Às vezes uma ansiedade, um, né? Às vezes é uma falta de atenção por excesso de informação.
maior dificuldade de um TDAH na vida em geral?
Depende, porque assim, nenhum TDAH é igual ao outro. O critério para a gente tratar não é se é TDAH ou não, é o quanto ser TDAH traz sofrimento e limitações.
E dentro de ser TDAH, quais sintomas que incomodam? É a impulsividade?
jogando os relacionamentos ladeira abaixo. É a desatenção, gerando desorganização, falta de planeamento?
É a inquietação, fazendo com que uma pessoa não consiga, por exemplo, ir ao cinema porque não consegue ficar dentro de uma sala de, de filme por duas horas, não consegue ver um filme em casa, não consegue assistir uma série porque a inquietação é tamanha que ele tem que estar o tempo todo a mexer.
Tudo pode ser prejudicial, mas tudo tem jeito, tudo tem que ser organizado. Agora, sem o conhecimento de si, do seu funcionamento e aonde pega para você o TDAH, ninguém vai poder te ajudar. Por isso que você tem que ter conhecimento. Vamos juntos nessa jornada de autodescoberta?
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