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editorial claro

ACJ vs JLo em Benguela: Por que Tiveram que Engaiolar o Povo?

Transcrição completa

E veja, para terminar isto, veja a diferença que vai existir entre a receção do Adalberto e a receção do Presidente da República.

Tiveram que engaiolar o povo com algumas grades para o povo não passar, nem sequer saudar as pessoas. É assim que um presidente de uma república se comporta? Padre Celestino.

Bem, a mensagem que se transmite, eh, que o presidente transmite, é uma mensagem de distância, de muito distanciamento, eh, relativamente, de falta de, portanto, distanciamento.

E aqui, portanto, metendo um pleonasmo, de falta de empatia, primeiro ponto, o segundo ponto, o terceiro ponto, de falta de algum comprometimento

com aquilo que são os compromissos feitos nas eleições de 2022, de que transformaria Benguela e Lobito numa Califórnia.

Tudo aquilo seria uma Califórnia e, essencialmente, de falta, eh,

de uma falha grave, eh, não apenas do Ministério da Energia e Águas, que devia ter dentro de si setores que tratassem da questão do saneamento básico,

mas também do Ministério do Ambiente. Mas, Avelino Domingos, não é apenas o presidente ter ido,

hoje, quarta-feira, quatro dias depois, o presidente passou uma mensagem, na minha visão,

eh, muito negativa, porque ele fez, o presidente comportou-se como um líder da oposição. Quando o Luís de Castro

e o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, que tinha estado no estrangeiro, foi lá na segunda-feira.

E foi de carro.

Estão a ver a diferença aqui? Não era necessário criar condições para a receção do Presidente da República.

Não percebi, não percebi.

Não era necessária a criação de condições para a receção do chefe de estado no local.

Ah, não, mas, ó Avelino, esta é a diferença na leitura. Esta é a diferença na leitura.

Não se vai receber o presidente.

Porque o presidente vai ver. Isto diz muito da legitimidade do presidente.

Isso diz muito da legitimidade do presidente Lourenço, ou seja, quando um presidente tem legitimidade, ele entende que havendo calamidade, ele vai,

independentemente das condições que forem, não se cria condições para se para se receber o presidente.

Dr. Lindo Tito,

embora como jurista tenha uma linguagem difícil de compreender.

Os juristas geralmente não são claros.

Mas o Dr. Lindo Tito usa uma expressão e diz: "O MPLA não colocou o povo angolano no centro da governação".

Não é?

O MPLA não colocou.

E esta tese que tem o Dr. Lindo Tito de Coimbra, de 80 páginas, todos nós praticamente temos acesso.

Fala exatamente da questão do desassoreamento deste canal que tem cerca de 160 quilómetros.

É muito.

É muito.

E eu estive em Benguela, portanto, há três semanas e passámos pelo Rio Cavaco.

Já se percebia que mesmo com as pequenas chuvas, o rio não estava desassoreado.

Ou seja, para aqueles que não estão a entender o que é isto, o rio criou muita areia.

Quando um rio cria muita areia, está assoreado.

Era preciso desassorear.

E o ano passado, portanto, o Ecumbi da TV Zimbo e o Malavindele da Omunga fizeram uma reportagem.

Quando os camponeses disseram: "Olha, as nossas casas estão a ser invadidas pelas águas do Rio Cavaco".

E aqueles que cultivam o tomate...

também disseram: "As nossas do Rio Cavaco, o que é que a pessoa deve fazer?"

O governo de Benguela, que não é este governo agora do Nuno Júnior, é, portanto, do Luís Nunes, que nesta altura estava lá ele, há coisa de um ano e meio.

Foi inclusive lá um vice-governador, prometeu fazer coisas.

Que era pôr as máquinas de drenagem no rio para quê?

Rapidamente, para tirarem a areia do rio e criarem mais profundidade no rio.

E criarem naturalmente alguma distância de segurança relativamente às casas, pelo menos 50 metros do leito do rio.

Não se fez.

Mas aqui, para responder à sua pergunta, a responsabilidade é de quem governa.

Porque quem governa utiliza o dinheiro público.

O Presidente da República, o seu partido político, os seus ministros, em nenhum momento utilizam o dinheiro privado.

Utilizam um dinheiro público.

Portanto, se nós tivéssemos utilizado cerca de 100 milhões ou 120 milhões, teríamos resolvido esse problema desde 2015.

Mas como o povo não está no centro da governação do partido MPLA, está apenas a manutenção do poder, é o que nós estamos a ver.

Vão as equipas da avanço, veja, não me perguntaste isso.

Mas verifica só a vontade e a alegria das equipas da avanço.

Quer dizer, vocês que vão ver uma catástrofe, estão alegres, estão a rir.

Como se tivessem ido para uma festa.

Isso faz algum sentido?

Isso mesmo faz algum sentido.

Agora, para te responder, quem tem essa responsabilidade é o partido MPLA.

E aqui termino de alguma forma, como termina o Dr. Lindo Tito.

O MPLA pode não ir a tempo de corrigir os erros que está a cometer.

Temos avisado muito sobre isso, porque não tem o povo angolano no centro da sua governação.

Quando o Luís de Castro é o primeiro, praticamente, presidente de um partido político, PL, portanto, há pouco tempo legalizado pelo Constitucional.

Aparece em primeiro lugar e com aquele tipo de solidariedade.

Depois aparece o Adalberto e aparece em último lugar quem detém o poder eleito em 2022.

Isto provoca uma leitura natural sobre quem é que o povo quer.

Isto não é um aproveitamento político.

Isso é uma reação de quem entende de política.

Só que nós estamos num regime...

em que o MPLA está convencido de que as eleições não valem muito.

Esse é o grande problema.

Se as eleições valessem alguma coisa,

os vários escândalos e a incompetência demonstrada pelos governos do MPLA, teriam ditado a queda deste governo

e teríamos provocado eleições já em 2023.

É, ou então no ano passado,

ou então em 2022, quando morreram 200 pessoas nas Lundas.

O governo teria caído.

Mas o MPLA está convencido de que não é pelas eleições, porque o povo, de facto, não elege quem vai, quem vai governar.

Como dizia um amigo, David Boyo,

o partido que governa é que elege a franja de pessoas que entende que o vai fazer ganhar as eleições.

Esse é o problema.

Portanto, eu não vejo aí nenhum aproveitamento político.

Agora, a leitura do semblante de cada um dos políticos propostos para governar o país,

porque há esta legitimidade,

todos os partidos políticos legalmente reconhecidos podem governar Angola.

O semblante que se lê no rosto de cada um deles, do Luís de Castro, do Adalberto e da equipa do presidente,

que mostra o que cada um deles é.

Primeiro, a equipa do presidente não está interessada nisso.

Como disse o Dr. José Rodrigues,

é café, é champanhe, é, pá, agora como é que é, quais são as empresas que vão entrar nisto?

É a micha.

Ou seja, você entende alguém que vai visitar alguém que está de luto e está a sorrir?

Isto diz muito em política.

E você olha para o Adalberto da Costa Júnior com o rosto fechado.

Quer dizer, sentido.

Olha para o Luís de Castro, sentido, com o rosto fechado.

Isto em política diz muito.

E quando um dia, para te passar a palavra, e tenho de sair do programa porque aqui onde estou está a chover.

Quando um dia as eleições determinarem quem governa, eu vou-lhe dizer.

Eu não sei se o MPLA um dia volta ao poder.

Tenho muitas dúvidas.

Com estes políticos do MPLA, eu não sei se um dia o MPLA volta ao poder, quando as eleições valerem alguma coisa em Angola.

Tenho muitas dúvidas.

Peço desculpa, tenho de sair,

porque está a chover muito aqui onde estou e aqui quando chove, é desligar o telefone.

é mesmo negligência. O nosso caso é negligência.

O nosso caso é negligência.

Porque não se faz a manutenção que é preciso fazer, essa manutenção devia ser, devia ser obviamente contínua.

Essa estrutura, essa estrutura é uma estrutura bem feita, mas está feita.

Mas é preciso que ela seja mantida no momento em que eles podem sempre atuar pela manutenção.

O que aconteceu é que a estrutura cedeu.

Rompeu.

Então, então, toda a água, toda a água, então, vai.

Não só este ponto, mas outro ponto lá para cima, do outro lado, por baixo da ponte.

Também cedeu.

Tivemos o rompimento da ponte, por exemplo, foi a ponte ferroviária, a ponte ferroviária, o comboio não passa.

Eu percebi, eu percebi, eu percebi que eles tinham de fazer essa intervenção.

E não podiam fazer alguns dias, nem ontem, para não começarem.

Ontem, à tardinha, nós vamos começar a fazer a intervenção.

Mas se tivermos uma chuva de novo, vamos ter de rebater.

O senhor pode-nos explicar

onde é que se tem de intervir?

Em todos os, em todos os charcos, em todos os charcos.

Também o que aconteceu.

O senhor Nenito Monteiro, que é o fazendeiro, perdeu.

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