Como Aprender TUDO Que Quiser: Técnica Feynman (5 Passos)
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Transcrição completa
Albert Einstein disse uma vez o seguinte:
Se não consegues explicar algo de forma simples,
então não percebeste o assunto o suficiente.
Foi com base nesta simples sabedoria que foi criada a técnica Feynman,
para aprenderes simplesmente qualquer coisa
de forma profunda e eficiente.
A técnica Feynman é uma técnica fenomenal de aprendizagem,
criada pelo físico Richard Feynman,
vencedor do Prémio Nobel de 1965.
Ele, conhecido mundialmente como
foi venerado pela assustadora capacidade de explicar assuntos extremamente complexos,
como, por exemplo, a física quântica,
para praticamente qualquer pessoa, de forma simples, divertida e interessante.
Além da frase de Einstein, o princípio básico do trabalho de Richard Feynman foi a verdade.
Ele dizia:
És a pessoa mais fácil do mundo de enganar.
Por isso, ele testava-se sempre de forma dura e honesta sobre o quanto de verdade
conhecia um assunto, perguntando-se sempre:
O que é que eu realmente sei?
O que é que eu, com certeza, não sei?
Ao perguntar-se constantemente isso,
desafiava-se a cobrir todas as lacunas no seu conhecimento
e aprofundar-se em tudo o que lhe interessava.
A sua honestidade intelectual foi a base de tudo
para criar este método.
Então, vamos de vez para a técnica, passo a passo.
Passo número um: escolhe um assunto que queres entender e começa a estudá-lo.
Aqui a dica é a seguinte:
procura o máximo de conteúdo disponível,
sejam vídeos, livros, artigos, sites ou qualquer fonte que te interesse.
E ao estudar, escreve numa página em branco,
em tópicos, tudo o que estás a aprender sobre o assunto,
e de preferência à mão,
que é cientificamente comprovado ser uma das formas mais eficazes para reteres conteúdo.
Passo número dois: finge ensinar este assunto aprendido a alguém.
A ideia aqui é que organizes as ideias anotadas em tópicos do passo anterior
e ordenes essas ideias numa ordem lógica, de começo, meio e fim.
Como se estivesses a ensinar a alguém, e com um detalhe aqui, falando em voz alta para te ajudar a reter o que estás a dizer.
E sempre, sempre usa termos muito simples, evitando ao máximo o uso de jargões técnicos para facilitar o entendimento de quem ouve.
Passo número três: identifica as tuas falhas na explicação.
Então, durante a explicação, vais ver que, naturalmente e imediatamente, vais identificar as partes em que te sentiste inseguro,
ou quando foste complexo demais.
Simplesmente faz uma marcação nos pontos da tua explicação que podem ser melhorados.
Depois, identificando essas possibilidades de melhoria,
o passo número quatro é: corrige o conteúdo aprofundando o conhecimento e simplificando a explicação.
Então, se for uma falha de conteúdo,
volta para o passo um novamente,
estuda mais a fundo e reforça as partes de conhecimento que precisam ser aprofundadas.
Depois, se for uma falha de complexidade excessiva,
tenta simplificar ao máximo,
resumindo conteúdos longos e sempre, sempre usando analogias para explicar termos complexos.
Depois, o passo número cinco é:
refaz todo este processo as vezes que forem necessárias
até te sentires realmente confiante na tua explicação,
o que mostrará que realmente aprendeste o conteúdo.
Bem, depois de explicar todo o método, queria que te focasses numa das partes mais fundamentais da técnica Feynman,
que é o uso de analogias.
O Feynman era um tipo fenomenal a explicar porque era um mestre
a fazer analogias.
Analogias visuais geram ligação com o nível de entendimento de quem te está a ouvir.
Porque é a forma mais simples...
para explicar um fenómeno desconhecido e complexo através da comparação com imagens, diagramas e conceitos visuais que são facilmente compreendidos pelo ouvinte.
Bem, para entender melhor, veja como o próprio Richard Feynman explicou este fenómeno conhecido da natureza,
de uma forma maravilhosamente descontraída e sem usar nenhum jargão complicado.
Os átomos gostam uns dos outros em diferentes graus.
Agora, o oxigénio, por exemplo, no ar, gostaria de estar ao lado do carbono, e se eles se aproximarem, eles unem-se.
Se não estiverem muito próximos, porém, eles repelem-se e separam-se, então eles não sabem que poderiam unir-se.
É como se tivéssemos uma bola que estava a tentar subir uma colina e houvesse um buraco onde ela pudesse entrar.
como um buraco de vulcão, um profundo.
Está a rolar, não desce para o buraco profundo porque se começar a subir a colina, depois rola para longe novamente.
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