Descubra os segredos da casa histórica de Savimbi!
Descrição
Descubra os segredos da casa histórica de Jonas Savimbi! Neste vídeo exclusivo, exploramos um dos locais mais emblemáticos da história de Angola e revelamos detalhes nunca antes vistos sobre a vida do líder da UNITA. Jonas Savimbi foi uma das figuras mais importantes da história contemporânea de Angola, e esta casa guarda segredos fascinantes sobre a sua trajetória e legado. Se gosta de história africana, cultura angolana e quer conhecer mais sobre os bastidores da história de Angola, este vídeo é para si! 👉 INSCREVA-SE no canal Vlogs do Primata para mais conteúdos sobre viagens, história, cultura e gastronomia africana! 🔔 ATIVE o sininho para não perder nenhum vídeo! 💬 COMENTE abaixo o que achou e partilhe as suas memórias ou conhecimentos sobre este período histórico! #JonasSavimbi #HistoriaDeAngola #CulturaAfricana 🔗 Siga-me nas redes sociais: Instagram: @vlogsdoprimata Facebook: @vlogsdoprimata Para Parcerias: Email: ubuntumidiacompany@gmail.com
Transcrição completa
Assim como visitámos a Praça Dr. António Agostinho Neto e muitos outros pontos da cidade do Huambo,
também pretendemos partilhar convosco a casa do Dr. Jonas Malheiro Savimbi,
que foi um político e guerreiro angolano e líder da UNITA durante mais de 30 anos.
Durante a luta pela independência e a guerra civil teve, em diferentes fases,
o apoio dos governos dos Estados Unidos da América, da República Popular da China,
do regime do apartheid da África do Sul, de Israel e de vários líderes africanos.
Savimbi passou grande parte da sua vida a lutar primeiro contra a ocupação colonial portuguesa
e, depois da independência de Angola, contra o Governo angolano que era apoiado,
em termos militares e outros, pela então União Soviética e Cuba.
Jonas Malheiro Savimbi, cuja morte aconteceu no dia 22 de Fevereiro de 2002,
no leste do país, levaria pouco mais de um mês depois ao fim da guerra civil.
Esta é a casa branca onde residiu Jonas Savimbi no Huambo,
residência que ficou destruída durante os 55 dias consecutivos de bombardeamentos das tropas governamentais em finais de 2001.
Hoje a casa do líder histórico da UNITA, morto em combate em 22 de Fevereiro de 2002,
não é mais do que um ícone da guerra civil angolana, em que a União Nacional para a Libertação Total de Angola
pretende manter como memória de um conflito cujo fim culminou
na morte do Dr. Savimbi.
Eu quero garantir a todos que me escutam aqui neste momento:
todas as vezes que outros partidos opostos à UNITA
quiseram falar do tribalismo, estavam a pensar em nós.
Todas as vezes que quiseram falar do racismo, estavam a pensar em nós.
Mas a definição do cidadão angolano,
que a própria constituição do MPLA tem,
foi escrita por mim e entregue pelo nosso Secretário de Negócios Estrangeiros, Tony da Costa,
ao Dr. Mário Soares em 75, no Alvor,
não definia o angolano como mulato, como branco, como preto; definia o angolano
como aquele que ama Angola e luta por Angola.
Chamo-me Arlindo Mangango e sou militante do partido político UNITA.
Como todos sabem, o vídeo retrata sobre a história da residência do nosso presidente fundador, o velho Jonas,
e fui convidado pelo Ngaleca para tecer algumas palavras sobre o mesmo assunto.
Dizer que esta casa é do nosso presidente fundador, conforme o vídeo já retratou,
e a mesma é construção sul-africana.
Construção essa que num percurso histórico não conseguimos detalhar como é que foi feita,
mas que foi nos princípios dos anos 90 que se tornou propriedade privada
do nosso presidente fundador. Esta propriedade,
no princípio, conforme já dizia, nos anos 90, mas também a mesma
foi destruída nos meados dos anos 90.
Ou seja, na fase da campanha eleitoral de 92,
o velho Jonas antes adquiriu a casa por parte dos antigos proprietários,
passou a ser de tutela privada dele, mas pouco tempo depois agudizaram-se as questões
de conflito interno que o país vivia na altura e, posteriormente,
a mesma, depois da retirada do partido político UNITA, como sabem todos, da cidade do Huambo,
isso depois do fracasso das eleições de 92, os MiGs
de quem governava naquela altura e continua a governar até hoje,
destruíram a casa tornando-a nesses escombros que é até hoje.
Enquanto partido político, nós de facto temos uma visão para a residência,
mas é preciso que toda a sociedade entenda que, mais do que património
do nosso partido, é em primeira instância património familiar.
E eu vou... vamos nos fixar na questão do património familiar, né, porque eu lembro-me
lembro-me que antes o espaço era ocupado pelo comité, né,
era ocupado pelo comité. E eu acho que agora o comité adquiriu um outro espaço,
mas isso deve-se por ser uma propriedade mesmo privada do Dr. Savimbi,
não é? Porque o pessoal lá precisa também entender essa questão.
Nós antes estávamos a falar sobre essa casa histórica e pela figura emblemática
do dono da casa. Eu acho que vocês, enquanto partido, e
sabes que nós nos conhecemos já há algum tempo, nunca tivemos receio em falar essas questões,
enquanto partido, acredito que tenham algum projecto relativamente a esta estrutura porque, bom,
a história não pode ser apagada assim,
estás a ver? Não pode ser apagada assim. Eu acho que...
pá, o pessoal, não é, que está a assistir neste preciso momento, gostava de perceber,
não é, para quanto tempo, o que é que no futuro isso será? Tudo, estás a ver? Ou os filhos do antigo presidente
do vosso partido vão de facto erguer, vai ser sempre propriedade privada ou vai ser...
pá, essas coisas. Muito obrigado e percebi as questões todas.
Mas nós queremos reiterar que durante o período de conflito que o nosso país viveu,
a UNITA como partido político adquiriu bens do partido,
e o velho Jonas como presidente do partido político adquiriu bens que pertencem exclusivamente a ele.
Isso é para dizer o quê? É para dizer que de tanta coisa que foi adquirida enquanto partido político,
está em nome do partido político. E as coisas que foram adquiridas em nome pessoal
estão de facto em nome pessoal dele, é o caso desta residência.
Essa residência é uma das coisas que o velho Jonas adquiriu através do seu nome pessoal,
e antes de ser património do partido, nós como partido dizias que estávamos aqui enquanto comité, e de facto o nosso comité fica bem ao lado
desta residência porque funcionámos aqui durante um tempo, mas é para fazer compreender a sociedade, mesmo que tivéssemos que adquirir um espaço próprio.
Porquê? Porque esta residência onde estamos e o que estamos a falar hoje
é uma residência mais do que património do partido, é um património familiar.
Quanto à questão dos projectos, enquanto partido político nós não podemos ter projecto em heranças familiares,
mas temos acompanhado, a família tem alguma visão, tem vários projectos,
e o último contacto que tive com um dos filhos do presidente fundador dizia-nos que num curto a longo
prazo deviam começar as obras de reabilitação da mesma,
visto que para reabilitar esta casa não é pouco custo financeiro,
exige um custo um bocado elevado, mas as informações que tínhamos é que havia uma visão de transformar isto num museu.
Agora o que estava em estudo é: que foco seria esse museu? Porque os museus têm
as suas essências, as suas matrizes. Vai ser um museu do partido? Vai ser um museu aberto ao público?
O que é que vai retratar? Entendemos que são as questões que a família está a estudar,
mas que há uma visão em transformar isto em museu existe. Mas cremos que tanto como partido político como a família
estamos atrás das possíveis condições para que tão logo haja,
então possamos reabrir, possamos recolocar a casa
aproximadamente às condições encontradas antes de ser destruída.
Era uma casa naquela altura de topo de gama e cremos que não será fácil a reabilitação e a recolocação dela naqueles moldes em que
estava antes de ser destruída.
Acreditamos que era o que nós já pensávamos, não é, sobre... Não se pode deixar abandonado
uma estrutura desta. Mesmo destruída, ainda as marcas de que era uma estrutura topo de gama são visíveis,
e a nossa pretensão, nós enquanto sociedade e enquanto pessoas investigadoras, é que se transforme num museu
de história. Não importa se for a história do partido ou a história do presidente, eu acho que as histórias precisam de ser contadas e,
nesse prisma, todos os angolanos saem a ganhar.
Nós de facto agradecemos primeiro a iniciativa e continuem assim, e segundo agradecemos a coragem.
Não é na nossa faixa etária, não é comum ver jovens com a capacidade de procurar saber mais.
E quando esta busca de conhecimento vem principalmente em aspectos que marcaram a nossa cidade, nós louvamos e agradecemos.
E os nossos agradecimentos são extensivos porque também a vossa busca, a vossa preocupação de querer saber sempre mais vos trouxe
ao nosso partido político. Por enquanto nos procuraram para falar sobre a casa do velho Jonas, e queremos crer que
num futuro próximo poderão procurar-nos para tratar outros assuntos. Muito obrigado.
Com certeza. Com certeza que... Olá, você que é seguidor do Vlogs do Primata,
se ainda não é, faça a sua subscrição, aperte aí no sininho e ponha um gosto.
Nós vamos estar a acompanhar, porque afinal de contas há projectos,
há projectos sobre esta estrutura, tal como o meu amigo Arlindo disse, quem sabe no futuro nós vamos procurar para outras coisas, mas por hoje
estamos muito mais interessados com a história desta magnífica casa e você continue a assistir.