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Como viver com mais leveza: solte o que pesa e flua com a vida | Lúcia Helena Galvão

Descrição

📌 Este vídeo faz parte da trilha “Filosofia para Resolver a Vida Real”. Comece do início aqui: https://www.youtube.com/playlist?list=PLhS5OrpTv6-bN7_JRU1Uv7YIzNO6_RVCv A vida pode ser muito mais leve — mas primeiro é preciso entender o que você está carregando sem precisar. Nesta aula, a professora Lúcia Helena Galvão explora a virtude da leveza sob a perspectiva da filosofia clássica: o que significa realmente viver sem o peso do passado, do medo e do rancor — e como desenvolver essa qualidade no dia a dia. Você vai aprender: — Como soltar fardos do passado sem negar o que viveu — Por que o medo e a ansiedade pesam mais do que os problemas reais — Como a leveza se relaciona com clareza mental e serenidade — O caminho filosófico para fluir com a vida sem perder o propósito 📚 Curso de filosofia presencial: https://bit.ly/3GSXYwr 🎥 Conteúdos online: https://acropoleplay.com/ ⏱️ Capítulos do vídeo 00:00 Introdução 00:56 Leveza – etimologia 02:07 Como podemos influenciar o peso das coisas? 02:47 Plano físico 02:58 Plano emocional 03:36 Plano mental 04:58 Emoções básicas x Sentimentos elevados 05:51 Traumas 07:07 Não carregue as dores do passado 08:17 “Se fôssemos capazes de extrair apenas o aprendizado, talvez não precisássemos morrer.” 08:59 Reflexões sobre o medo 10:34 Não tema o que é necessário 10:57 “Quem faz o seu melhor, faz tudo o que se pode esperar dele.” 12:38 Dica para lidar com o medo de pequenas perdas 14:36 Convivência 14:47 Não rotular 15:41 Ter empatia 17:06 Não criar expectativas 18:14 Banir o rancor e a autopiedade 20:08 Acreditar em si 21:22 Entrar no fluxo da vida 22:38 Banir pensamentos circulares 22:46 Treinar concentração e atenção 23:55 Estar no momento presente 24:18 Combater a ansiedade e a nostalgia 25:48 Trabalhar a cólera 27:15 Podemos modificar nosso temperamento 27:47 Garantir-se humano ante adversidades 28:38 Banir pessimismo e morbidez 29:02 Tudo é dual: sombra e luz 29:33 Não curtir tristeza e melancolia 30:46 Reagir à indiferença à dor alheia 32:07 Decida e siga adiante 33:02 Não desperdiçar tempo 33:35 Tempo é vida 34:52 Sobre a leveza 35:00 Ver a beleza em todos os detalhes 36:14 Amar a vida e fluir com ela 37:00 Ame o seu futuro 37:26 Encerramento 🌍 Siga a Nova Acrópole 🔹 Site: https://www.acropole.org.br/ 🔹 Instagram: https://www.instagram.com/novaacropolebrasilnorte 🔹 Facebook: https://www.facebook.com/novaacropolebrasil 🔹 Twitter: https://twitter.com/novaacropolebr 🔹 Telegram: https://t.me/novaacropolebrasil ✨ Desde 1957, a Nova Acrópole está presente em mais de 50 países, desenvolvendo o melhor do ser humano por meio da Filosofia, Cultura e Voluntariado. #LuciaHelenaGalvao #NovaAcropole #Leveza #Filosofia #AnoNovo

Transcrição completa

Olá.

Seja bem-vindo ao nosso bate-papo de hoje.

Hoje vamos falar de um tema bastante interessante, que é...

como encarar o Ano Novo com leveza.

Pois é, essa virtude que tão pouco conhecemos, que falamos muito pouco dela, ela tem um valor muito grande.

A vida tem um ritmo, a vida tem um curso.

E se nós não temos leveza, somos superados, não acompanhamos o fluxo da vida, ficamos para trás.

Então é muito importante que entendamos quais são as coisas que nos fazem pesar.

Quais são as coisas que nos fazem perder o ritmo da vida?

Quais são as coisas que fazem com que a nossa trajetória se torne cansativa, pesada, maçante e às vezes extremamente desgastante?

Então vamos falar um pouco sobre a leveza, vamos conhecer um pouco do que ela é.

Bom, sempre começando pela etimologia, vocês conhecem-me, sabem que eu começo sempre assim.

Leveza vem do latim levis, que significa aquilo que é de pouco peso, bem óbvio.

Agora, leve é aquilo que tem pouco peso.

Mas a leveza é a característica tanto daquilo que tem pouco peso, como também daquele que torna as coisas leves.

Ou seja, uma pessoa que é capaz de tornar as coisas com pouco peso, ele também tem esse atributo da leveza.

Ou seja, ele sabe gerar leveza.

É exatamente isso que estamos a procurar gerar em nós, a virtude humana da leveza.

A capacidade de fazer com que a vida flua da maneira mais leve, mais suave possível.

E vamos ver por que colocamos tanto peso nas coisas.

Ao ponto de termos um stress, um cansaço terrível quando cada ciclo, cada ano termina.

Que possamos realmente renovar neste próximo ciclo.

Que este próximo ano seja um ciclo de retomada da vida com muito mais leveza, com muito mais fluidez, acompanhando este ritmo que a vida nos propõe.

Como é que influenciamos o peso das coisas?

Bom, no plano físico, tornar as coisas mais leves é bem óbvio.

Tem a ver com saber carregá-las, sabe que um objeto, dependendo da forma como o carrega, torna-se mais leve, torna-se possível de ser carregado.

Se o pega de mau jeito, ele fica insuportavelmente pesado.

Então a forma como levamos as coisas, a forma como carregamos as coisas, e também quando retiramos o peso.

Ou seja, vai lá, tem um armário que precisa carregar.

Abre as portas, tira tudo o que tem dentro do armário, tira todo o peso desnecessário.

E aquilo é uma obsessão, uma loucura.

Pesa tanto que um dia, com uma forma mental circular, vai cansá-lo mais do que um dia pesado com trabalhos físicos.

E aí isso torna-se muito mais fácil de ser levado pela vida fora.

Então essa dupla característica, que é pegar as coisas, carregar as coisas da maneira correta e tirar o peso das coisas.

Pode ter a certeza.

Ideias circulares, recomendo que faça um exercício de imaginação com elas.

Isso é o que acontece no plano físico.

Que imagine que está a pegar nessa ideia, a fazer uma bola, a lançá-la para o espaço,

No plano emocional, leveza tem a ver com saber também levar as coisas que nos correspondem pela vida fora.

e a colocar no lugar uma ideia positiva.

Que vai conseguir preencher esse espaço.

A natureza não deixa vazios.

Essa ideia vai voltar para si, mas já vai encontrar esse espaço ocupado.

Pode ser que ela venha mais uma vez, e que a arremesse novamente para o espaço.

Ou seja, não aceita que ela domine o seu plano mental.

Muito cuidado com ideias circulares, elas exaurem a nossa energia.

E emoções a dominar a mente também é uma coisa complexa.

Sabemos que existe uma gangorra entre emoções e razão.

Quando está muito emocionado, raciocina muito pouco.

Quando está a raciocinar com lucidez, as emoções estão serenas.

Entendam bem, emoções e não pensamentos.

Posso estar a raciocinar com muita lucidez e ter um sentimento de amor,

ter um sentimento de fraternidade, isso não atrapalha em nada.

Agora, emoções como paixões, como ódios, como rancores,

quando as tem, não raciocina.

Elas tomam totalmente conta do seu plano mental.

Arrastar essas emoções consigo, faz com que raciocine pouco e mal, e elas são pesadas.

Então, no plano mental, é livrar-se de ideias circulares,

e de emoções passionais, coléricas, que fazem com que o seu plano mental pese, os seus pensamentos pesem, e fique preso nessa encruzilhada de emoções muito baixas.

As emoções vão sempre evocar-nos elementos para que possamos ver as coisas.

E vamos ver que algumas emoções, por exemplo, ligadas a medos e traumas do passado, vão, na verdade, nublar a nossa visão.

Imagine uma situação bem tola.

Foi mordido por um cão quando era pequeno.

Essa situação não foi bem assimilada por si.

Ficou um trauma.

Cada vez que vir um cão, ainda que seja um cãozinho pequenino, vai tremer e vai ter medo, porque associou a ideia de cão com um determinado perigo que nem sempre essa associação é verdadeira.

Então, as emoções ficam às vezes ligadas a esses nós de experiências que temos.

Emoções como medo, como pânico, fazem-nos não ter clareza para ver as coisas do passado.

Então, cuidado quando vai analisar uma situação nova na sua vida.

É um novo cão que surgiu,

e não é capaz de examinar que esse é um cão totalmente inofensivo.

Despeja sobre ele o seu trauma de cães, os seus medos passados, tudo aquilo que carrega.

Então, isso dificulta-nos muito analisar o futuro, analisar o presente, analisar as coisas novas que a vida nos apresenta.

O peso de superar um problema também é uma coisa séria, não é?

Digamos que superou uma situação, aprendeu muito com ela, mas não consegue esquecer as dores que sofreu para superar essa situação.

Então, chega a uma pessoa e diz: "Nossa, tem uma virtude maravilhosa!"

E ela vai dizer: "Ah, não sabe o que sofri para passar por isso, para chegar aqui."

"Quase morri, nem lhe conto, sente-se que lhe vou contar tudo o que passei."

Ou seja, ela arrasta consigo todo o peso daquela experiência.

Ela não soube extrair dali a sabedoria, o ensinamento útil, e deixar para lá a experiência.

É como se espremesse várias laranjas para absorver a vitamina C, para isso o prevenir contra a gripe, digamos assim.

Toma esse sumo.

O sumo passa a integrar o seu sistema de defesa do corpo.

Não precisa de carregar as cascas de laranja consigo.

Aquilo que pagou, o preço que pagou em energia para ter aquele sumo.

Seria um absurdo se andasse a arrastar esse fardo de cascas de laranja.

Ou seja, o preço que paguei para aprender, fica para trás, levo comigo a aprendizagem.

Isso é fundamental.

Existe uma tradição que diz que se fôssemos capazes de trazer connosco apenas a aprendizagem, apenas a sabedoria e deixássemos morrer as circunstâncias que geraram essa sabedoria, talvez não precisássemos morrer.

Morremos como um manto misericordioso da natureza porque estamos com um peso tão grande a arrastar connosco pela vida fora, que chega a um determinado momento e não dá mais.

Ou seja, é uma ideia forte, mas é uma ideia para ser considerada.

Extrair apenas o ensinamento das situações e não sair a carregar o peso que pagou por elas, o preço que pagou por elas.

O medo também é algo que acrescenta um peso terrível às coisas.

Ou seja, quando tenho medo de algo, pode ser um obstáculo pequeno.

Torna-se um dragão, torna-se uma coisa enorme e muitas vezes pode imobilizar-me, impedir-me de caminhar em direção ao futuro.

O problema do medo é que às vezes ele aponta exatamente naquela direção onde estaria o meu maior potencial de crescimento.

Ele, em geral, é como uma bússola, aponta exatamente para aquilo que mais o faria crescer.

Então deveríamos, perante o medo, ter uma reflexão simples.

Que é o seguinte:

Se isso que está no meu caminho é necessário fazer, necessito de fazer isso para crescer, para cumprir o meu papel como ser humano, se necessito é porque posso.

Então não vou deixar o medo paralisar-me.

Agora, se procuro fora da minha experiência, uma aventura louca qualquer, se procuro alguma coisa que não tem a ver com a minha experiência, não é a minha necessidade, aí pode ser que esse medo esteja a ser prudente e a avisar-me que realmente não devo ir.

Se necessito de dar uma aula para vocês, isso faz parte da minha carreira, sou uma professora.

Se tenho essa necessidade, é porque posso.

Agora, se necessito de sair com o meu carro a correr a 1000 por hora, quando é que vou necessitar disso?

Só se houver uma situação muito urgente, uma emergência que me exija isso, mas mesmo assim não é inteligente fazê-lo, porque posso ter, em vez de uma emergência, duas.

Então não necessito disso, se faço isso, é uma imprudência.

Então é correto temer essas coisas que não são necessárias.

E é incorreto temer aquilo que é necessário, que faz parte do curso da sua vida, que o promove a um grau de consciência cada vez maior.

Então saibam qualificar as situações.

Saibam quando é justo ter medo e quando não é justo ter medo.

Em cada situação, para que não carreguemos um peso, deveríamos procurar fazer o nosso melhor.

Se parar para perceber os nossos arrependimentos, as nossas culpas, vêm exatamente porque sentimos que não fizemos o nosso melhor.

Aquela pessoa que se foi, perdi um ente querido, perdi um amigo.

O que mais nos dói é pensar: 'Não fui tão bom com ele quanto poderia ter sido'.

Não lhe dei a atenção que ele merecia.

O que mais nos angustia é sentirmos que em cada situação, não fomos ao limite das nossas possibilidades para fazer o nosso melhor.

Quando dou o meu melhor em cada situação, fico em paz.

Existe uma frase de Helena Blavatsky que dizia o seguinte:

Quem faz o seu melhor, faz tudo o que se pode esperar dele.

Gosto muito desta frase e ela é muito útil para mim.

Quem faz o seu melhor, faz tudo o que se pode.

dele.

Ou seja, se eu fui até ao limite das minhas possibilidades, eu fico em paz.

Quando eu não faço aquilo que posso, quando eu regateio nos meus esforços,

eu vou ter um sentimento de culpa.

por não ter feito tudo o que eu podia.

E sentimento de culpa é mais um peso que nós arrastamos pela vida fora.

Então, uma forma de ter paz,

vai sempre ao limite das tuas possibilidades e faz tudo aquilo que tu consideras como nobre, justo e bom.

Não regateies nenhum esforço.

Não deixes de fazer aquilo que tu consideras como nobre, justo e bom.

Esteja quite com a vida a cada dia.

Um outro elemento que eu sempre aconselho em relação a lidar com o medo, para que ele não seja esse fardo terrível,

que serve para situações pequenas, situações mais ligeiras, funciona muito bem.

O medo, ele sempre te ameaça de alguma coisa.

Ele te ameaça perder alguma coisa.

E tu, ali, com medo de perder aquela coisa, intimidas-te, e muitas vezes deténs-te.

Quando são coisas pequenas, aceita a perda.

Assume a perda.

Ele já não vai ter como te chantagear.

Dou um exemplo clássico que eu uso porque foi algo acontecido comigo.

Quando tirei a minha carta de condução, tinha um medo terrível de conduzir.

Era uma coisa, eu não conseguia simplesmente sentar naquele carro e conduzir, embora já tivesse tirado a carta e sido aprovada.

Num determinado dia, eu parei e pensei: por que é que eu tenho tanto medo?

O que é que é que realmente me está a atemorizar?

Porque andando na velocidade que eu ando, o máximo acidente que posso causar é atropelar uma tartaruga manca. Outra coisa eu não posso fazer.

Aí eu descobri que o medo que eu tinha era das pessoas pensarem que eu conduzia mal. Acabou o meu problema.

Simplesmente cheguei diante do espelho e disse: eu conduzo mal, eu conduzo mal, eu conduzo mal.

Acabou.

Se alguém disser isso, está a dizer a pura expressão da verdade.

Então, se eu estou a conduzir mal, alguém diz: "Barbeira!" É isso aí mesmo, esse conhece-me bem.

Já aceitei.

Isso não me atemoriza mais.

Vou dar aula pela primeira vez, as pessoas vão pensar que eu sou novata. Vão mesmo.

Assume que és novata.

Chega lá e diz: "Boa noite, olha, eu sou novata, mas vamos fazer o melhor que nós podemos aqui."

Acabou, já pensaram.

Daí em diante é lucro.

Ou seja,

não deixes que o medo te ameace.

Quando são coisas pequenas que dá para nós aceitarmos a perda, aceita a perda.

E vais ver que tu desmontas o gatilho do medo.

E já não tens de trabalhar com esse fardo.

Quando temos que conhecer uma pessoa, que conviver com uma pessoa, na convivência,

uma das coisas que mais nos coloca peso é rotular.

Ih, lá vem uma pessoa que tem tal profissão.

Toda a gente que eu conheci que tinha tal profissão era chata, meticulosa demais, fleumática.

Ih, lá vem.

Ah, fulano, ele é de tal cidade.

E tal cidade, toda a gente que eu conhecia era de tal jeito.

Ih.

Ou seja, tu já despejas sobre essa relação um peso, que é uma pura fantasia.

Ninguém é igual a ninguém.

Dizer que numa cidade toda a gente é igual, que num país toda a gente é igual, é uma loucura.

Nós somos seres humanos absolutamente originais.

Ninguém é igual a ninguém.

Toda vez que rotulamos,

geramos um peso prévio que nos dificulta conhecer de facto a pessoa.

Ou seja, eu já tenho o rótulo, eu nem olho o que ela realmente é.

E quero obrigá-la a enquadrar-se dentro desse rótulo.

Isso dificulta em muito a relação, pesa nas relações.

Uma coisa que, pelo contrário, nos faz fazer a convivência tornar-se mais leve,

é desenvolver empatia.

A empatia tira o peso das atitudes alheias.

Quando alguém tem uma atitude e eu não entendo, isso pesa para mim.

Isso gera uma mágoa, isso gera muitas vezes uma precaução contrária, e faz com que

essa relação se torne pesada.

Quando tenho empatia, coloco-me dentro do enquadramento psicológico do outro.

e entendo porque ele agiu como agiu.

Tendo o historial que ele tem, vivendo as circunstâncias que ele tem, vendo o mundo como ele o vê, é perfeitamente aceitável agir dessa forma.

Eu então entendo o ângulo pelo qual ele está a ver a vida.

As atitudes dele já não têm o mesmo peso para mim.

Posso até ajudá-lo a tentar ver melhor, oferecendo o meu ponto de vista.

E também receber o ponto de vista dele para que eu também veja melhor.

Porque nós temos ambos zonas de sombra e zonas de luz.

Podemos trocar as nossas zonas de luz.

E alertar um ao outro sobre onde estão as nossas zonas de sombra.

Portanto, se eu sei colocar-me no enquadramento psicológico do outro, tiro o peso da convivência.

Eu entendo porque determinadas atitudes que me magoaram tinham de ser tomadas como foram.

Eu entendo o porquê, as razões do outro.

Faz com que a convivência se torne muito mais fácil, muito mais leve.

Outra coisa que pesa demais na convivência são as expectativas.

Eu espero que tal pessoa aja de tal maneira.

Fazemos muito isso com os nossos filhos.

Espero que sejam assim, assim, assim e assado.

Isso é um peso terrível, tanto para quem recebe a expectativa, quanto para quem a gera.

Naturalmente essa pessoa não vai cumprir totalmente as nossas expectativas.

Isso a massacraría, acabaria com a individualidade dela.

Ela sente o peso dessas expectativas sobre ela, a relação torna-se massacrante, pesada.

E quando essa pessoa resolve clamar pela sua liberdade e assumir o seu destino segundo o que ela é e não aquilo que esperamos, ela nos desilude.

Aí vem outro peso, nós culpamos o outro por não ser aquilo que eu esperava.

Bem, quem esperava era você.

Porque vai colocar um peso sobre o outro da culpa de ter frustrado as suas expectativas?

É você que tem essa culpa por ter tido expectativas.

Então, muito cuidado com esse despejar sobre os demais expectativas.

Pesa a relação para quem recebe a expectativa e para quem a gera.

Uma das coisas que mais dão leveza às nossas relações, à convivência,

é partir do princípio de que viemos aqui para amar as pessoas.

Saber ouvi-las, saber compreendê-las, saber perdoá-las.

Sempre que atuamos com dois elementos que são o rancor e a autopiedade, carregamos um enorme peso.

O rancor e a autopiedade vão fazer com que arrastemos elementos muito negativos, no caso do rancor, muito pesados, é como se tivéssemos uma bola de aço presa ao nosso tornozelo.

E a autopiedade é considerada por muitas tradições, existe um autor do século passado, Nilakanta Sri Ram, que falava sobre isso, ela está misturada com muito egoísmo.

Imagine que saiba que 200 pessoas morreram numa crise do outro lado do mundo.

E de repente tem alguém que pisa no seu pé, que o ofende emocionalmente de alguma forma.

Normalmente, o nosso egoísmo faz com que esse pisão no pé nos incomode mais do que as 200 pessoas que morreram do outro lado do mundo.

Dificilmente sofremos tanto pelos outros quanto sofremos pelas nossas pequenas maleitas.

Dificilmente a dor do outro nos leva a lágrimas como nos leva a lágrimas a nossa própria dor.

Ou seja, o excesso de autopiedade nada mais é do que uma boa dose de egoísmo.

Pense muito bem quando derrama lágrimas exclusivamente por dores pessoais e é muito pouco capaz de sentir a dor do outro.

Ou seja, a autopiedade é algo debilitante e vai fazer com que...

que arrastemos esse peso de nos sentirmos frágeis, de nos sentirmos incapazes de enfrentar a vida.

Acreditar-se frágil também é outra coisa que faz com que a vida se torne muito pesada.

E você tem possibilidades que talvez você, conscientemente, não saiba.

E a vida está a levá-lo a trazer à tona, a tomar consciência de todas essas possibilidades.

Um ser humano não é um ser frágil.

O ser humano é um ser dotado de vontade que pode realmente virar o mundo de cabeça para baixo.

Outra coisa que traz um grande peso, gente, lutar contra o fluxo da vida, isso pesa muito.

Eu disse-vos que toda a vida caminha para a unidade.

Os planetas, os átomos, os seres, todos caminham para a unidade.

E eu quero caminhar apenas para destacar o meu nome pessoal.

Eu quero caminhar para ter sucesso sobre o fracasso alheio.

Eu quero caminhar para ser o primeiro, para ter todos os privilégios do mundo.

Coitadinho de mim, não consigo. Isso está estritamente associado àquele coitadismo, àquela autopiedade.

É evidente que eu estou na contramão da natureza.

E o fluxo da vida vem na contramão. A possibilidade de choque é muito grande.

A possibilidade de você estar a ter de desviar-se o tempo todo, correndo um risco altíssimo, é muito grande.

Quando você vai na contramão do fluxo da vida, isso pesa demais.

Se você está a enfrentar muitas dificuldades, dê uma olhada para onde vai o fluxo da vida, se não está a ir na contramão.

Se você não está a opor-se à fraternidade, à unidade, à justiça, à verdade, que são as leis da natureza, são as leis que regem o fluxo da vida.

Quando nos opomos a isso, carregamos um peso muito grande.

Quando fluímos junto com a vida, a vida tem leveza, como já falámos.

Saber cortar o ciclo de pensamentos circulares, já falámos também um pouco sobre isso.

Isso retira muito peso de nós.

Treinar cada vez mais a concentração e a atenção.

Dispersão é algo que pesa, gente.

Eu acho engraçado que às vezes nas universidades, no meu tempo de universitária, era assim.

Na biblioteca colocavam aqueles caixotinhos de madeira para você estudar, fechadinhos para você não olhar nem para um lado nem para o outro.

Então eu sou fraquinho, tudo o que aparece na minha vida, eu considero pesado demais para mim.

E aí os estudantes iam lá e escreviam um monte de coisas naqueles caixotinhos, e a gente, em vez de prestar atenção no livro, ficava a ler aquelas coisas que estavam escritas no caixotinho.

Ou seja, não há maneira, dispersamo-nos para qualquer coisa.

Temos uma dificuldade em estarmos inteiros no momento presente.

Como dizia Carl Jung, corpo e mente juntos.

Temos uma dificuldade muito grande em saborear a vida a cada momento.

E essa desconcentração, essa dispersão constante, traz-nos o peso do fracasso,

traz-nos o peso da superficialidade, de nunca conhecermos nada profundamente.

De nunca conhecermos a essência das coisas, estarmos sempre a flutuar à flor da pele.

Então, cuidem da dispersão.

Trabalhem, façam exercícios de concentração.

Cuidem para que a sua vida seja mais leve, a vida torna-se mais leve.

E acaba que as coisas ficam pesadas mesmo. Eu não considero aquela regra da qual já falámos.

Se surgiu no meu caminho e é necessário, é porque é para mim.

Se eu arremesso uma bola em si e ela o atinge, é porque ela está à sua altura.

Se fosse alto demais, não o atingiria, passaria sobre a sua cabeça.

As coisas que vêm para a nossa vida e são necessárias, elas vêm porque somos do tamanho delas, porque elas nos julgam capazes de as superar.

Então não se considere fraquinho demais para aquilo que a vida propõe.

Certamente a vida o conhece mais do que a si mesmo.

leve, quando se está de corpo, mente e alma juntos em cada momento, aproveitando tudo aquilo que ela nos oferece.

Porque a vida é inteiramente pedagógica, ela sempre tem, em cada momento, alguma coisa para nos ajudar.

Outra coisa que pesa demais: ansiedade.

A ansiedade é um elemento que faz com que estejamos totalmente polarizados no futuro e percamos também o presente.

Então, imagine, eu quero chegar a tirar um diploma de um determinado curso.

E eu fico a sonhar com a formatura, e como será a minha profissão, e não dou atenção às aulas a que tenho de assistir agora.

Às provas que tenho de fazer agora, torno-me um péssimo estudante, como posso ser um grande profissional se neste momento sou um péssimo estudante?

Como posso ter um grande futuro se tenho um presente medíocre?

A ansiedade rouba-nos a qualidade do nosso presente.

É claro que é interessante ter uma meta na vida, ter um propósito, eu acho isso extremamente necessário.

Mas o seu propósito, a sua meta, o seu sentido de vida é uma referência de direção para, de vez em quando, olhar e ver se está a ir na direção certa.

Mas não é para ficar o tempo todo a desejar aquilo e a perder a consciência do seu momento presente.

A melhor maneira de termos um futuro ideal é que todos os nossos presentes sejam ideais.

Dando o meu melhor e recebendo o melhor que a vida tem para me oferecer em cada momento.

A ansiedade rouba o nosso presente.

Assim como a nostalgia rouba também o nosso presente, um para o futuro e o outro para o passado.

Certo? Ambas nos dão um peso desnecessário.

Sabe uma outra coisa que também nos dá um peso terrível? Um temperamento colérico.

A vida inteira a arrastar uma cólera pronta a explodir a qualquer momento.

É como se andasse a vida inteira a arrastar pólvora pelo caminho.

O tempo todo com aquele temperamento complicado que está ali sensível à flor da pele, suscetível, que explode com qualquer coisa, está a arrastar um peso terrível.

Não pense que o temperamento é uma sentença para toda a sua vida.

O temperamento é uma das coisas que podemos trabalhar, podemos esculpir, podemos modificar.

O ser humano é dotado de vontade.

Existe uma frase filosófica que eu acho muito interessante, que diz que a diferença entre um tronco de madeira que flutua num rio e uma barca feita da mesma madeira é que a barca tem remos e é capaz de navegar contra a corrente.

Nós, os seres humanos, não somos um tronco de madeira arrastado pela correnteza.

Somos uma barca, temos remos, temos os remos da vontade.

E a nossa vontade, a nossa determinação pode fazer com que eu trabalhe sobre esse temperamento colérico, pode fazer com que me torne cada vez mais uma pessoa equilibrada.

Pode fazer com que eu deixe esse peso para trás.

Eu não estou condenada pela vida fora a carregar a cólera porque nasci com um temperamento colérico.

Eu não estou condenada a ser eternamente teimosa porque nasci em Capricórnio, falando do zodíaco.

Ou seja, seja lá o que for que me digam que eu tenho como característica prévia, isso está para ser modificado.

Sobre os astros, sobre os homens, os astros inclinam, mas não determinam.

Porque o homem é um ser dotado de vontade e pode navegar contra a corrente.

Portanto, posso ser Capricórnio e não ser teimosa.

Posso ter um temperamento colérico e não ser colérica, modificar as características desse temperamento da maneira que necessito.

Nós podemos e devemos garantir-nos perante as adversidades, isso dá-nos muita leveza.

O que é que é garantir-se perante a adversidade? Dizer: seja lá o problema que venha pela

frente. Eu vou responder com o meu eu humano. O meu eu animal não vai saltar e tomar a frente.

Seja lá o que vier por trás da porta do futuro, eu vou responder como um ser humano responde e não como um animal responde.

Ou seja, eu garanto-me, eu assino por baixo. Eu sei responder de forma humana a qualquer circunstância que a vida me apresente.

Isso dá-te muita leveza. Garantir-se a si próprio como ser humano dá-te muita leveza.

Que tira muito peso das tuas costas. Faz-te caminhar de uma forma muito mais ágil, muito mais leve, muito mais garantida.

Hã?

O que mais pesa?

O pessimismo.

O pessimismo é algo que pesa demais. E a morbidez também.

Pessimismo é aquele que sempre espera que virá o pior. Logicamente, ele vai arranjar uma forma para que venha mesmo o pior, porque ele está à espera disso.

E a morbidez é aquela que procura o lado negativo de todas as coisas que aconteceram, que estão a acontecer.

É lógico que tudo no mundo manifestado é dual, tem uma parte de luz e uma parte de sombra.

A morbidez nunca vê a parte de luz, só vê a parte de sombra, ou seja, também um fardo de sombra que estás a carregar pela vida fora.

Tanto o pessimismo quanto a morbidez são vícios. Vícios de olhar para a vida com um aspeto muito negativo, e isso vai fazer com que saias a carregar sombras pela vida fora.

Outra coisa que também traz um grande peso: curtir tristezas e melancolia.

Antigamente falava-se, usava-se uma expressão que hoje não se usa mais, que diziam que era curtir a fossa. Já ouviram falar sobre isso?

Aquela pessoa, sei lá, teve uma briga com o namorado, aconteceu alguma coisa, no dia seguinte fica em casa, a relembrar o que aconteceu e a chorar e a curtir aquilo ali, às vezes vários dias.

Não é capaz de se posicionar diante de um facto, tomar uma decisão e continuar a caminhar. Ela gosta de saborear a tristeza. Ela gosta de saborear a melancolia.

Isso, é lógico, pode evoluir para um estado de melancolia patológico, pode evoluir para um estado complexo, onde começas a alimentar isso e ficas preso nisso.

Não cultives dores. Pensa nelas, reflete, extrai o ensinamento que elas têm para te oferecer e continua a caminhar.

Ficar a cultivar dores, ficar melancólico diante de dores passadas por um tempo muito grande, isso só faz com que carregues um fardo e não consigas avançar um único passo.

Ficaste detido naquele ponto da estrada. Cuidado com isso.

Indiferença à dor alheia, gente. É outra coisa que pesa demais.

Pesa na nossa consciência. Quando percebes, às vezes, uma pessoa que soubeste que está doente, que está mal, que está deprimida e pensas, puxa, eu poderia ter feito algo por ela.

Uma pessoa que às vezes chega ao ponto de idealizar o fim da sua própria vida, olhas e dizes, puxa, ela passou por mim, eu poderia ter tentado pelo menos fazer alguma coisa.

Como eu vos disse, é a coisa que mais nos dói quando perdemos um ente querido, quando perdemos um amigo, é quando pensamos, eu não fiz tudo o que eu poderia ter feito por ele.

A indiferença gera culpa, como já falámos. A indiferença à dor alheia, à necessidade alheia.

Aquele olhar superficial que às vezes até percebe que a pessoa está a precisar de alguma coisa, mas eu não tenho tempo agora, tenho mais o que fazer.

O que é ter mais o que fazer? Um ser humano que está na minha vida, que participa da minha vida e necessita da minha ajuda, poucas coisas são mais importantes do que isso.

Talvez não estejas a hierarquizar as tuas prioridades corretamente.

Está bem? Então, pesa demais não sentirmos e não nos não nos comprometermos.

em termos com a dor alheia, como se ela não nos interessasse.

Faz com que nós arrastemos, como já falámos, o peso da culpa.

Outra coisa que nos pesa, que nos retira leveza.

Continuar a torturar-te com o problema, mesmo depois de teres tomado uma decisão.

Pensei, pensei, pensei, levei em consideração todos os fatores da minha vida, cheguei à conclusão de que a melhor coisa que eu poderia fazer era essa. E fiz.

Depois disso, segue em frente.

Por que continuar a torturar-me por causa de uma coisa que eu já decidi?

Não se volta atrás, já está decidido, está feito.

Ainda que a decisão não seja correta, eu tenho de aprender com essa decisão para, lá no futuro, fazer outra coisa.

Não dá para voltar atrás. Voltar atrás não existe.

Então, uma vez que tu consideraste todas as tuas possibilidades e tomaste uma decisão refletida, bem pensada, segue em frente.

Não olhes mais para trás.

Isso é um fardo de uma pessoa que não sabe tomar decisões.

E assim vai desperdiçando o seu tempo, não sabe seguir em frente cada vez que toma uma decisão.

Outra coisa que pesa demais é perceber o quanto desperdiçamos o nosso tempo.

Às vezes paramos à noite e pensamos: o que é que eu fiz de útil no dia de hoje?

Hoje era um dia de folga, eu poderia talvez ter lido um bom livro, poderia talvez ter visitado uma pessoa que eu não vejo há muito tempo, poderia ter feito alguma coisa que eleva a minha consciência, que faz bem a alguém. O que eu fiz? Nada.

Absolutamente nada produtivo, nada que agrega valor à vida, a mim mesmo, nada que eleva a minha consciência.

Vem aquela dorzinha no teu coração, porque nós sabemos que tempo é vida.

Quando percebemos que estamos a desperdiçar tempo, nós sabemos, estamos a desperdiçar vida.

E é uma riqueza muito grande para nós deitarmos fora.

No Ano Novo, nós muitas vezes sentimos isso.

Olhamos para trás e dizemos: o que eu fiz com este ano da minha vida?

O que é que realmente foi útil?

Aquela necessidade que temos de ser fator de soma, de agregar algum valor ao outro, ao mundo, a mim mesmo. Eu fiz isso este ano?

Agreguei algum valor à vida?

Da humanidade, do outro, de mim mesmo?

Ou eu passei simplesmente a empurrar a vida para a frente, sem maior qualificação, sem maior reflexão?

O que eu fiz do meu ano?

Essa é uma das coisas que mais pesam: perceber que o nosso tempo está a ser vazio.

É fundamental que nós aprendamos a valorizar o nosso tempo, a colocar vida dentro do nosso tempo.

A fazer com que haja deslocamento de consciência, de tal maneira que nós olhemos para trás e tenhamos aquela super agradável sensação do dever cumprido.

Que é um dos atributos da leveza.

Desperdiçar tempo dá-nos muito peso. Pesa demais à nossa consciência.

Então, agora falando um pouco sobre a leveza,

vamos ver que uma das coisas que nos dão leveza é saber ver a beleza da vida. Já percebeste isso?

Quando usamos aquilo que falámos lá atrás, estamos presentes de corpo, mente e alma no momento presente.

Prestamos atenção a detalhes que às vezes são ínfimos, simples.

E nos alegramos com aquilo, entendemos como a natureza funciona.

A todo o momento estão a acontecer coisas à nossa volta, e essas coisas têm algo a ensinar-nos.

Como dizem as tradições antigas, se algo não tivesse nada a ensinar-nos, já teria sido tirado da minha vida.

Às vezes pequenas coisas, uma cena da tua janela, uma cena quando tu estás a encaminhar-te para o trabalho,

um detalhe da natureza, o comportamento de uma criança, coisas puras, simples.

Um bichinho às vezes a brincar com os seus brinquedos, essas coisas simples que os animais e as crianças sabem valorizar tanto.

Quando começamos a perceber em detalhes, quando somos meticulosos e nos deslumbramos diante da beleza.

Dá leveza à vida, isso dá-nos muita leveza.

Porque percebemos que, apesar de qualquer adversidade, a vida dá-nos muito.

A vida entrega-nos muito o tempo todo, e essa constatação dá-nos muita leveza.

Em suma, a leveza vem de amar a vida e saber fluir com ela.

Saber fazer com que ela possa ser cada vez mais coerente com a natureza,

com que ela possa cada vez mais levar-nos adiante.

A leveza vem de saber amar a vida.

Os estoicos chamavam a isso amor fati.

Amor fatum, amar o fado, o destino, a vida como ela se apresenta.

E saber andar no ritmo que ela te propõe, fluir com ela.

Somos seres fluidos, fomos feitos para fluir pelos obstáculos da vida.

Fluir deixando que ela nos leve e apreciando a beleza de cada momento.

Quando amamos a vida, temos muita leveza.

Ou seja, olhe para o seu futuro, olhe para o seu próximo ano e ame o futuro.

E diga, este será um ano em que eu crescerei.

Este será um ano onde eu sairei maior do que entrei.

A passagem de ano de 2024 não me apanhará no mesmo ponto que a passagem de ano de 2023 me deixou.

Eu vou fluir nesse tempo.

Eu vou aproveitar o tempo, colocarei vida dentro dele e chegarei maior do outro lado.

Isso significa encarar a vida com leveza.

Deixe para trás, no dia 31 de dezembro, deixe para trás os fardos que carrega,

tanto no plano físico, no plano emocional e no plano mental.

E encare o seu futuro com leveza.

Eu tenho a certeza que este é um dos votos mais produtivos e favoráveis que eu posso fazer para o seu ano novo.

E a partir desse voto, eu desejo para si um ano de muitas realizações,

de muitas felicidades e de muita leveza.

Um abraço para si.

Música.

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