TDAH pode surgir na infância e não some na vida adulta
Descrição
Ao contrário do que se pensa, a perturbação de défice de atenção com hiperatividade, conhecida como TDAH, não é sinónimo de criança mal-educada e não desaparece ao entrar na vida adulta. Conheça os sintomas em cada período da vida e como pode ser tratado. Site: http://www.drauziovarella.uol.com.br Instagram: http://bit.ly/IGPortalDrauzio Twitter: http://bit.ly/TWPortalDrauzio Facebook: http://bit.ly/FBPortalDrauzio Realização: http://www.uzmk.com.br Assista também: Comentando Comentários: https://bit.ly/3rh3i2t Coronavírus: https://bit.ly/3tR5cZr Drauzio Dichava: https://bit.ly/2Qsy0ZK Escute os nossos podcasts: DrauzioCast: https://bit.ly/2NP7o4n Outras Histórias: https://bit.ly/3rd2L1y Por Que Dói?: https://bit.ly/2QpNfCH Entrementes: https://bit.ly/3d5cnX4 Saúde Sem Tabu: https://bit.ly/3vYTBJQ
Transcrição completa
Olá, nós fizemos uma série no Fantástico da TV Globo sobre TDAH.
Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade. Este transtorno é muito conhecido em crianças, não é?
É uma criança que não para, a menina e o menino que corre para cá, corre para lá o tempo inteiro, mexe nas coisas, na sala de aula não fica sentado, está o tempo inteiro distraído.
O responsável pela análise do universo que nos cerca e que nos obriga a tomar determinadas atitudes.
Então, essas crianças têm um transtorno que as torna crianças irrequietas, crianças que não têm limites, crianças que não sabem se controlar nos ambientes.
O que muita gente não sabe é que este transtorno se mantém na vida adulta.
É lógico que o comportamento muda. Você pega uma menina, um homem, um rapaz de 19 anos que está na universidade,
ele não vai ficar levantando da cadeira, pulando enquanto o professor ou a professora fala, claro que não.
Ele aprende a se comportar, mas essa incapacidade de focar a atenção persiste.
E essas pessoas normalmente levam esse problema para o resto da vida.
E aí isso causa problemas mais sérios. Por exemplo, na adolescência, essa impulsividade aumenta o número de acidentes de trânsito.
Aumenta o número de gravidezes na adolescência e causam problemas práticos na vida dessas pessoas.
O mais importante é lembrar que TDAH tem tratamento.
E o tratamento é multidisciplinar, envolve psicólogas, fonoaudiólogas, envolvem terapias comportamentais e medicamentos,
que devem ser utilizados com precisão nos casos em que eles são indicados, claro, não é?
Hoje existe um pouco de exagero nessa área, mas os medicamentos, quando bem indicados, ajudam bastante.
TDAH é um transtorno psiquiátrico, não é uma questão de a criança que foi mal-educada, que os pais não souberam estabelecer limites,
e não é o caso daqueles adultos que têm a atenção desviada o tempo inteiro, que têm dificuldade de focar a sua atenção.
Muitos deles são tidos como pessoas que não aprendem as coisas, que se distraem, que são intelectualmente deficientes, não é verdade.
Nós temos que identificar o transtorno e tratá-lo. Felizmente, tem tratamento.
Essas crianças eram tidas no passado como crianças mal-educadas. A culpa era dos pais, como sempre, não é, que não tinham sabido impor limites para essas crianças.
Hoje nós sabemos que TDAH é um transtorno psiquiátrico, é um transtorno que acontece quando os neurotransmissores cerebrais não conseguem se articular de forma a ativar os neurónios correspondentes.
Especialmente no lobo frontal, que é este aqui, não é, que é o responsável pela tomada de decisões, o responsável pela atenção.
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