🇿🇦 Como a Uber e a Bolt estão a mudar na África do Sul - Episódio #180

Descrição

*No Programa de Hoje:* A indústria sul-africana de serviços de transporte de passageiros prepara-se para uma reestruturação regulatória, pois novas regras obrigam aplicações como a Uber e a Bolt a registar-se formalmente – embora, até agora, apenas uma o tenha feito. Na Europa, os decisores políticos estão silenciosamente a reescrever as regras do comércio global com uma proposta de impulso "Compre Europeu", que visa proteger as indústrias locais de tecnologia limpa. No mercado interno, a Woolworths conseguiu a rara proeza de vender mais enquanto ganhava menos, pressionada por descontos e custos de investimento crescentes. Entretanto, os preços do petróleo estão a disparar, a estratégia de combate ao crime está a mudar e uma famosa figura histórica prova que perder repetidamente não significa o fim da história. *Mais de Nós:* WhatsApp Channel: https://whatsapp.com/channel/0029Vb7LEI0CxoAmqBplNl1B Instagram: https://www.instagram.com/dailybagelnews/ TikTok: https://www.tiktok.com/@daily_bagel Spotify: https://open.spotify.com/show/7dlLmy9OpjTbDk279QCgw9?si=1a2397cd3aba41e9 Apple Podcast: https://podcasts.apple.com/za/podcast/daily-bagel/id1819218149 *Marcadores de Tempo:* 00:00 - As Regras Mudam as Regras 1:42 - A Era 'Compre Europeu' 2:53 - Woolies: Altos e Baixos 4:09 - Menções Rápidas 4:56 - Mordida do Bagel 5:24 - Elemento Surpresa 6:42 - Encerramento

Transcrição completa

A África do Sul revelou regulamentos bastante rigorosos para as aplicações que usamos para pedir viagens, como a Uber e a Bolt.

Estas regras são abrangentes e alteram significativamente a forma como o setor irá operar no país.

Contudo, apesar de as alterações serem debatidas há meses, até agora apenas a Bolt se registou neste novo sistema.

E quando se percebe o que estas novas regras exigem, fica mais fácil entender o porquê.

O que estas novas regras exigem é muito mais visível do que a maioria das pessoas julga.

Estes veículos de transporte de passageiros têm agora de ter a marca da empresa e os dados do condutor na porta dianteira para fácil identificação.

Além disso, as próprias aplicações devem reforçar as funções de segurança, como botões de pânico e assistência de emergência.

Espera-se também que as plataformas forneçam informações mais claras sobre os condutores dentro da aplicação.

Por trás disto, há uma mudança formal: as plataformas têm agora de se registar oficialmente junto do regulador nacional dos transportes públicos

e provar que as suas aplicações e operações cumprem os novos requisitos.

As empresas tiveram um prazo de 180 dias para se adaptarem, prazo este que deverá terminar a 11 de março.

A partir dessa data, qualquer plataforma que não esteja registrada poderá, tecnicamente, operar de forma ilegal.

O objetivo destas mudanças centra-se na segurança. Os defensores afirmam que uma identificação mais clara do condutor,

ferramentas de emergência mais eficazes na app e um licenciamento mais rigoroso tornarão o serviço mais seguro para passageiros e condutores.

No entanto, os críticos apontam que a questão da equidade continua por resolver.

Se o objetivo é uma fiscalização mais rigorosa do transporte de passageiros, já devem prever o que se segue:

defendem que o mesmo nível de exigência deveria ser aplicado ao nosso problemático setor dos táxis.

Quanto a vocês, qual é a vossa opinião?

Durante décadas, o comércio global assentou numa ideia simples: os países deviam comprar os melhores produtos disponíveis, fossem onde fossem fabricados.

E a Europa era um dos maiores defensores desse sistema.

Agora, a União Europeia pondera uma regra de apoio aos produtos europeus para favorecer as suas próprias indústrias,

pedindo aos governos que priorizem a tecnologia de fabrico local ao investir fundos públicos.

O funcionamento é simples. Os governos na UE gastam quantias enormes na construção de infraestruturas

como parques eólicos, fábricas de baterias, centrais de hidrogénio e outras infraestruturas ecológicas.

Segundo esta proposta, as empresas concorrentes a estes contratos terão de provar que uma parte significativa do equipamento

e da respetiva cadeia de abastecimento provém da Europa, em vez de ser importada de outros países.

O motivo pelo qual isto acontece agora é o aspeto mais relevante.

A China domina grande parte dos setores associados à energia limpa, como os painéis solares e as baterias.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos já começaram a lançar incentivos à produção nacional através da Lei de Redução da Inflação.

A Europa vê-se subitamente na necessidade de proteger a sua base industrial, mesmo que para isso tenha de adotar uma estratégia que criticou durante anos.

Acredite ou não, a Woolworths conseguiu ganhar mais e menos dinheiro ao mesmo tempo.

Nos resultados do último semestre, a retalhista registou um crescimento de vendas de 5,4%, atingindo cerca de 42,5 mil milhões de rands.

Contudo, o lucro antes de impostos caiu cerca de 23%, fixando-se em sensivelmente 2 mil milhões de rands.

Ou seja, a empresa vendeu mais, mas obteve menos rendimento com essas vendas.

Grande parte dessa explicação reside no setor alimentar da Woolworths.

Enquanto muitos retalhistas se esforçam por atrair clientes, as vendas alimentares da Woolies subiram cerca de 7%.

A empresa afirma inclusive ter ganho quota de mercado nesse período.

O serviço Woolies Dash também está a crescer. As vendas na plataforma subiram 23% e representam agora mais de 7% da receita alimentar.

Em suma, as pessoas continuam a fazer compras na Woolies e preferem cada vez mais a entrega ao domicílio.

Porque caíram então os lucros? Parte da resposta deve-se aos descontos.

A Woolworths realizou mais promoções para escoar o excesso de stock e reduziu preços para se manter competitiva.

Paralelamente, o grupo está a investir fortemente em infraestruturas, incluindo a expansão do centro de distribuição de Midrand.

Somando a isso um ambiente de retalho difícil na Austrália, o cenário torna-se claro.

A Woolworths continua em expansão, mas está a investir muito capital para o conseguir.

Antes de passarmos à pergunta do dia, eis mais alguns destaques informativos relevantes.

Para começar, o preço do petróleo está a subir e o Rand sofreu uma forte desvalorização com o aumento das tensões no Médio Oriente.

O barril de Brent subiu cerca de 12% em dois dias, gerando receios de subida nos combustíveis e na inflação na África do Sul.

O governo anunciou que está a mudar para uma estratégia baseada em informações para combater o crime organizado,

reunindo várias agências sob uma estrutura de comando centralizada para combater a violência de grupos criminosos, extorsão, carjacking e crimes contra infraestruturas,

embora o financiamento e a execução continuem a ser grandes desafios.

Os preparativos para o Seguro Nacional de Saúde prosseguem, apesar da suspensão judicial do processo.

Embora a implementação esteja pausada a aguardar decisões do Tribunal Constitucional, os trabalhos de base, como a modernização de hospitais, vão continuar.

Passando à nossa pergunta do dia: se estão a gostar do programa, deixem o vosso gosto e subscrevam o canal. Isso ajuda-nos a crescer mais do que imaginam.

E agora, sem mais demoras, vamos ao desafio.

A pergunta é: Qual é o país africano com a maior população?

Será A) Nigéria, B) Etiópia ou C) Egito? Daremos a resposta no final do programa.

Para a nossa história final da semana de trabalho, acho que já tivemos notícias suficientes. Por isso, trago uma história de que todos vão gostar.

Se tiveram uma semana difícil, eis algo para dar perspetiva: no século XIX, um homem passou grande parte da sua vida a somar insucessos.

Aos 20 anos, abriu um negócio que faliu e o deixou endividado durante anos.

Decidiu depois candidatar-se ao parlamento estadual e perdeu as eleições.

Pelo meio, a mulher com quem planeava casar morreu de forma repentina, o que o deixou numa profunda depressão.

Esse percurso não mudou com a idade. Candidatou-se a cargos de maior responsabilidade: ao Congresso, ao Senado e até à vice-presidência, perdendo quase todas as campanhas.

Analisando o seu percurso na altura, a conclusão óbvia seria a de que a política não era o seu caminho.

Contudo, após décadas de persistência perante as falhas, com mais de 50 anos, esse mesmo homem foi eleito Presidente dos Estados Unidos.

Liderou o país durante a Guerra Civil e assinou a Proclamação de Emancipação, o decreto que iniciou o fim da escravatura nos Estados Unidos.

O seu nome era Abraham Lincoln, um lembrete de que o caminho para alcançar algo significativo raramente é tão linear quanto imaginamos.

Por isso, se tiveram uma semana difícil, aproveitem o fim de semana e mantenham a cabeça erguida. Estão a sair-se melhor do que pensam.

Quanto à pergunta do dia, a resposta é a Nigéria, por uma margem considerável.

A Nigéria conta com mais de 220 milhões de habitantes, sendo o país mais populoso de África e o sexto mais populoso do mundo.

Para contexto, a Etiópia tem cerca de 125 milhões e o Egito ronda os 110 milhões.

E assim terminamos o programa de hoje e a nossa semana de trabalho. Muito obrigado por assistirem, agradecemos imenso o vosso apoio.

Desejo a todos uma excelente sexta-feira. Sejam gentis uns com os outros, aproveitem o descanso do fim de semana e cá estaremos no domingo à noite com mais novidades. Fiquem bem.