A CORRUPÇÃO na Fenda do Biquini | Bob Esponja
Descrição
🕵️♂️ Escândalos no fundo do mar?! Hoje vamos investigar os casos de corrupção na Fenda do Biquíni 🐙💼 De subornos em baldes de caranguejo a fraudes no Siri Cascudo, descubra os podres escondidos por trás das algas! 🌊💰 #bobesponja #cpi
Transcrição completa
📺 Ver na TV VintageDurante meses, investigámos e denunciámos os crimes cometidos por alguns moradores da Fenda do Biquíni.
Ou quando ele se apaixona pela mãe do Senhor Siriguejo e, para demonstrar o seu amor, destrói toda a cidade.
Em ambos os casos, temos situações que atingem a Fenda do Biquíni por completo.
Porém, em momento algum do episódio, vemos a polícia aparecer.
Então, onde será que estava a polícia nesses momentos?
Bom, a investigar homicídios é que não estavam.
Porque, como já vimos no episódio Amigo Bolha, o Bob Esponja sem querer acaba por matar o Scooter.
Amigo Bolha, tu desenterra-o enquanto eu compro algodão doce.
Não fiques parado aí, meu! A maré está a subir!
Ele fez-me experimentar a maré alta!
E no episódio Foguete da Sandy, nós podemos ver várias lápides, onde a Sandy dá a entender que o Bob Esponja já havia provocado tudo aquilo.
Lua, eu posso ir?
Nada disso, Bob Esponja, ainda mais depois do incidente com o meu cata-vento!
E em nenhum momento do desenho nós o vemos a ser preso.
Bom, claro, nós podemos argumentar que a polícia estivesse ocupada demais em todos esses momentos.
Então vamos analisar os casos em que a polícia estava presente.
Bom, como dito antes, além de omissa, a polícia da Fenda do Biquíni é também despreparada.
Como no episódio Criando o Tempo, em que vemos dois polícias a bater num parquímetro.
E eles só param quando veem o Bob Esponja a conduzir sem matrícula.
Polícias, viram só isso?
É, aquele tipo está sem a matrícula da frente. Vamos apanhá-lo!
Nesse caso, eles nem sequer levaram em conta o facto de o Bob Esponja estar a destruir a Fenda do Biquíni.
O facto de ele andar sem matrícula foi o que os motivou a tomarem uma atitude.
Mas não é só nesse caso que a polícia se mostrou despreparada.
No episódio em que o Patrick ganha um carro, vemos o Bob Esponja a denunciar o amigo por estar acima da velocidade permitida.
Polícia, é meu dever cívico dizer que este barco ultrapassou a velocidade. Por que não o apanhou com o seu radar?
Ah, tudo bem.
Na verdade, ele está a 64 quilómetros abaixo do limite.
Só que o polícia, ele acabou por utilizar o radar para observar a velocidade do carro enquanto ele estava parado.
E para a surpresa de todos, incrivelmente o radar indica zero milhas por hora.
Atitudes como essas fazem-nos questionar se a polícia está envolvida em algum esquema ilícito.
Ou se eles são só muito burros mesmo.
Mas essa não é nem a pior parte.
Noutro momento desse episódio, vemos outro polícia em busca da sua segunda família.
E a ignorar todas as infrações de trânsito ocasionadas pelo Patrick.
Ratos sujos!
Foi por isso que eu entrei para a polícia!
Ele só começa a perseguição ao infrator quando o Bob Esponja rasga a carta de condução do Patrick e a atira para a rua.
Novamente, se não fosse um motivo parvo, o Patrick estaria nas ruas a fazer ainda mais vítimas.
Pois é, a polícia da Fenda do Biquíni não parece gostar muito de trabalhar.
E quando trabalham, conseguem fazer ainda mais vítimas.
Mas até agora nada mudou, e a criminalidade só cresce.
Chegou a hora de ir além e revelar as raízes desse problema.
Um sistema podre, cheio de corrupção e conivência, que permite que tudo aconteça impunemente.
Vamos então expor uma polícia negligente, despreparada e omissa.
E também colocar sob a lupa as políticas públicas da cidade, diante de tanto descaso e abandono.
Está oficialmente aberta a CPI da corrupção na Fenda do Biquíni.
Primeiramente, vamos mostrar como a polícia da Fenda do Biquíni é completamente negligente diante dos acontecimentos da cidade.
Na nossa série de vídeos sobre os crimes, destacamos diversas ocasiões em que a Fenda do Biquíni foi alvo de ações de Plankton.
Como no episódio da bolha de grude, em que Plankton destrói edifícios e suja completamente a cidade com grude.
Estou tão feliz que poderia explodir!
Explodir essa bolha!
...mais coisas erradas.
Espera aí um segundo. Já que está a haver uma festa,
porque é que nós não fomos convidados?
Está bem, boca de trapos. Diz isso ao juiz.
No episódio "A Festa das Calças Saltitantes", a polícia prende o SpongeBob
por ele estar a dar uma festa e não os convidar.
Então, ou o Fundo da Fenda tem um código penal totalmente diferente do nosso,
ou estes polícias não têm medo nenhum de serem julgados por abuso de poder.
Agora, no episódio "O Amendoim do Barulho", os polícias estão atrás
de quem fez a ostra chorar. E depois de interrogarem o SpongeBob
e todas as respostas dele baterem com o principal suspeito,
eles decidem prender o Patrick.
Estavas no jardim zoológico no dia do incidente com a ostra?
Sim!
Participaste ou não participaste nas várias atividades de diversão do jardim zoológico?
Sim!
E tens conhecimento deste amendoim? Prova A.
E isso leva-nos a acreditar que eles podem prender qualquer um e não serão punidos,
ou que não querem saber da justiça e vão prender qualquer um
só para dizerem que o trabalho foi feito.
Esta segunda opção parece bizarra, mas incrivelmente
não é assim tão invulgar de encontrar por aí.
E até quando a polícia finalmente prende a pessoa certa,
eles arranjam maneira de fazer alguma asneira.
No episódio "O Gás Gugu-Dadá", vemos que o SpongeBob chama a polícia
e logo eles aparecem, o que nos leva a pensar que a polícia finalmente
está a ser eficiente na cidade. Mas eles provam que nada mudou.
Ao prenderem o Plankton, eles têm a brilhante ideia
de usar algemas de tamanho normal para este ser tão pequeno,
o que facilita bastante a sua fuga.
O mesmo acontece no episódio em que o SpongeBob enfrenta o Estrangulador.
A polícia prende o estrangulador, mas deixa-o fugir.
Não te preocupes, SpongeBob, ele não te vai conseguir estrangular.
Sim, ele está muito bem acorrentado, nunca vai conseguir escapar. Hã?
Oh, outra vez não!
Pois, ele fugiu.
Como vemos, não foi a primeira vez. E, no final,
se não fosse o SpongeBob, novamente o estrangulador estaria à solta.
Pensamos, neste caso, que eles agiram sem intenção nenhuma de os deixar fugir.
Mas, caso fosse intencional, poderíamos enquadrá-los
no crime de facilitação de fuga, podendo apanhar até dois anos de prisão.
O que nós conhecemos aqui como a "indústria da multa"
também já foi retratada no desenho animado.
No episódio "Mantenham o Fundo da Fenda Limpo",
o Squidward é multado várias vezes por atirar lixo para o chão,
porém em nenhum momento essas ações foram condizentes com os seus atos.
Polícia do Fundo da Fenda. Multa por deitar lixo para o chão.
Penalização: trabalho comunitário?
A minha casa!
A casa é sua?
Você é o SpongeBob Calça Quadrada?
Por Neptuno, não!
Pertence ao SpongeBob Calça Quadrada.
Ah! A divertir-se a pôr o lixo no caixote dos outros, não é?
Que bonito!
Pelo menos no Fundo da Fenda cumpre-se essa penalização com trabalho comunitário.
Enquanto que em Portugal sabemos que ia pesar bastante na carteira.
Agora, no episódio em que o Plankton comanda a fuga da prisão,
os polícias têm a brilhante ideia de formarem um muro
com os seus próprios corpos, deixando a porta principal da prisão
livre para os criminosos fugirem.
Rápido, para o muro, antes que escapem!
Corre, corre, corre, corre, corre, corre, corre, corre, corre!
Salta, salta, salta, salta, salta, salta, salta, salta!
Já que não dá para fugir pelo muro das traseiras,
acho que vamos ter de sair pela porta principal!
É perfeitamente compreensível perguntarmo-nos
se os polícias do Fundo da Fenda agem de má-fé ou se são mesmo muito burros.
Talvez a nossa resposta esteja no episódio "Drive-Thru",
quando um polícia afirma que o Sr. Krabs congestionou a cidade
com o seu novo drive-thru. Mas em vez de lhe passar uma multa
sabendo da irregularidade, ele, na verdade, entrega-lhe um pedido
e ordena indiretamente que o Eugénio lhe dê prioridade
por ele ser polícia.
Tem calma, homem, é só o meu pedido.
Quero dois hambúrgueres de caranguejo e batatas de algas para levar.
Eu não fico em filas.
Este episódio leva-nos a crer que a polícia está bem ciente do que se está a passar...
da Fenda do Biquíni, e que eles fazem valer a sua condição de polícia, mesmo agindo de má-fé.
Podemos ver algo parecido também no episódio Pilotar sem saber não vale.
Quando a senhora Puff vai presa e a carcereira diz que, caso a senhora Puff faça um favor, ela seria libertada mais cedo.
A brincar, a senhora é a única professora para este aluno.
Além disso, a carcereira disse que te vai libertar antes se fizeres um favor para ela.
O que seria? Aulas de pilotagem de graça.
Cadeia da Fenda do Biquíni.
Ou seja, a senhora Puff não precisaria cumprir a pena toda, caso o favor fosse feito.
A análise destes episódios evidencia não apenas a incompetência da força policial da Fenda do Biquíni, mas também práticas que se configuram como crimes sérios por parte de funcionários públicos.
Deixar um criminoso ou chamado com equipamento claramente inadequado, como ocorreu com o Plâncton, poderia ser enquadrado como prevaricação, com pena de até um ano de detenção.
Ou até mesmo como vimos, que se fosse intencional, uma facilitação de fuga de preso com pena de até dois anos.
Multar repetidamente o Lula Molusco sem uma investigação mínima sobre a sua responsabilidade, assemelha-se ao crime de abuso de autoridade.
Que podemos encontrar na lei 13.869 de 2019.
Ignorar crimes graves como destruição da cidade, homicídios ou condução perigosa, enquanto se perseguem cidadãos por infrações menores ou motivos pessoais, reforça a atuação seletiva e possivelmente corrupta da corporação.
E já no episódio Drive-Thru, ou do favorecimento da senhora Puff, eles deixam ainda mais clara a prática de corrupção passiva, onde o funcionário público recebe ou exige vantagem indevida, crime com pena de até 12 anos de reclusão.
Mas, por mais que a polícia se tenha mostrado incompetente e maliciosa, durante o desenho há momentos em que eles agem de forma correta.
Como no episódio Esponja Cascudo, em que o senhor Siriguejo causa uma intoxicação alimentar nos clientes do Siri Cascudo, um dos polícias que também comeu o hambúrguer podre, prende-o e o senhor Siriguejo é finalmente julgado e culpado pelos seus atos.
E é aí que vemos que o mau-caratismo não está presente apenas na polícia, mas também no sistema judiciário do desenho.
Vai dar quantas voltas o senhor quiser. Acho que vou aceitar a sua gentileza.
Mesmo cometendo este terrível crime, sendo julgado culpado, o Siriguejo não vai preso, porque, na verdade, nós vemos que ele fez um acordo com o juiz.
Isso mostra-nos um problema que vai além da polícia e alcança o sistema judiciário, configurando um crime de impunidade sistemática e acordos ilícitos comuns em sistemas corrompidos.
E sabemos também que a polícia, neste caso, é só a base da pirâmide.
O juiz talvez seja o centro.
Então, temos que focar naqueles que estão no topo, aqueles que são os responsáveis pela gestão da cidade.
Os presidentes da câmara.
Sabemos até então que a Fenda do Biquíni teve até três presidentes da câmara.
Vamos falar primeiro do segundo presidente da câmara que apareceu poucas vezes, um dos poucos feitos de que me lembro foi aceitar sacrificar o Lula Molusco para que um vulcão não entrasse em erupção.
Ponham-me no chão!
Desculpe, senhor Tentáculos, podem atirá-lo.
A senhora presidente da câmara também apareceu pouco, mas há um momento em que a Fenda do Biquíni fica coberta por lixo e nela vemos crianças e adultos felizes a divertir-se com o lixo.
Eu declaro oficialmente o dia do lixo!
Isso pode ser um forte indicativo de que faltam mais políticas públicas na cidade.
Voltadas ao lazer, onde o simples lixo se torna um motivo de felicidade na cidade.
E, por fim, o presidente da câmara Verde é o mais notável dos presidentes da câmara, mas não sei se de uma boa maneira.
Do pouco que sabemos, ele, além de ser presidente da câmara da Fenda do Biquíni, também esteve à frente de Nova Alga por 20 anos, até decidir passar o comando ao Bob Esponja.
E só de olharmos a situação em que se encontra a cidade, destruída e suja, vemos que o presidente da câmara é um verdadeiro incompetente.
No episódio O que aconteceu com o Bob Esponja, ele afirma que durante esses 20 anos de comando, ele não conseguiu combater a gangue dos estoura-bolhas.
Uma espécie de fação que proibiu os cidadãos da Fenda do Biquíni de fazerem bolhas de sabão, algo que o Bob Esponja, em poucos dias na cidade, já conseguiu resolver.
Ele livrou a cidade dos rebentadores de bolhas e restaurou as bolhas para as ruas.
Algo que eu não consegui em 20 anos como presidente da câmara.
E na Fenda do Biquíni, as suas ações não parecem ser muito diferentes.
No episódio "A Criar o Tempo", vemos o presidente da câmara Verde a inaugurar uma ponte, ou pelo menos deveria haver uma ponte ali.
Cuidado!
É com grande orgulho que inauguro oficialmente esta ponte inacabada.
No episódio "Drive-Thru", depois que o polícia sai, vemos que o presidente da câmara entra no Siri Crocante, indo resolver toda a situação que o Senhor Caranguejo causou na cidade.
Senhor Presidente da Câmara!
A cidade toda parou porque o seu drive-thru está muito lento.
Até aqui parece que o trabalho do presidente da câmara é exemplar, porém o Caranguejo tenta contornar a situação abrindo um segundo drive-thru.
O presidente da câmara então aceita, ser uma boa ideia, e retira-se do local.
Contudo, o caos na Fenda do Biquíni só aumentou e o presidente da câmara não voltou a aparecer.
Esta situação só mostra que a missão do presidente da câmara era, na verdade, reclamar com o Senhor Caranguejo para que parecesse um presidente da câmara preocupado, mas que na verdade não estava nem aí com a situação.
Isto sem falarmos que no período do seu mandato, podemos ver o Plankton a escapar da prisão diversas vezes.
O que indica que ele possui alguma relação amistosa com o Plankton ou que não há nenhum investimento em segurança no seu governo.
O que faz algum sentido.
Porque num dos episódios, vimos que a prisão da Fenda do Biquíni está completamente lotada e por causa disso o Plankton foi libertado.
Então, como vimos, a senhora presidente da câmara parece ignorar a responsabilidade da câmara municipal sobre o bem-estar da população.
Ela permite que o lixo se torne parte do quotidiano e até do lazer infantil, o que na prática se configura como improbidade administrativa por omissão e abandono de dever constitucional para com a saúde pública.
Já o presidente da câmara Verde acumula o maior número de infrações e falhas.
Por não combater durante duas décadas a gangue dos rebentadores de bolhas, ele demonstra conveniência com a milícia ou fações locais.
Algo gravíssimo que no mundo real implicaria perda de cargo, inelegibilidade e até prisão.
A sua postura também, perante a ponte inexistente e o caos urbano causado pelo drive-thru do Caranguejo, revela fraude em obras públicas, uso da imagem pública para autopromoção enganosa e prevaricação,
que é quando o agente público deixa de agir em benefício da população.
A superlotação carcerária e a libertação de criminosos como o Plankton também indicam negligência administrativa e falta de investimento em segurança pública,
o que em muitos países é motivo de investigação por crime de responsabilidade.
Ao ausentar-se em momentos críticos e agir apenas para parecer ativo, o presidente da câmara Verde representa um tipo clássico de gestor que usa o cargo para se manter em evidência,
mas falha em todas as funções essenciais do cargo: saúde, segurança, infraestrutura e justiça.
Diante de tudo isto, fica claro que por mais que o Bob Esponja seja um desenho americano, ainda assim conseguimos identificar-nos tanto com a sua história.
E quem sabe, não podemos afirmar que a Fenda do Biquíni é um reflexo do Brasil.
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