TDAH ou Depressão? A Diferença Que Quase Ninguém Entende | ANA BEATRIZ
Descrição
Muitas pessoas confundem o PHDA com a depressão, mas os sintomas e as causas podem ser muito diferentes. Neste vídeo explicamos como identificar as diferenças entre a exaustão mental do PHDA e a depressão clássica, além de entender o papel da dopamina no cérebro. Irá descobrir por que razão pessoas com PHDA podem sentir cansaço extremo, como funciona o cérebro hiperativo e por que razão estimulantes ou drogas podem gerar uma sensação temporária de clareza mental. Também falamos sobre: relação entre dopamina e PHDA risco do uso de drogas estimulantes diferença entre canábis, THC e canabidiol quando os sintomas podem ser confundidos com depressão. Se já se perguntou “será que tenho PHDA ou estou deprimido?”, este vídeo vai ajudar a entender melhor como funciona o cérebro hiperativo. Este conteúdo é educativo e ajuda a reconhecer sinais importantes para procurar orientação profissional. ____ Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UC5VvsTwsyKWMZSQtt1MPCEw/join 🔔SUBSCREVA O CANAL E ATIVE O SININHO PARA RECEBER AS NOTIFICAÇÕES DE NOVOS EPISÓDIOS. 💌 Contacto comercial/ parcerias: contato@grupopodpeople.com.br 🎧OUÇA O PODPEOPLE TAMBÉM NAS RESTANTES PLATAFORMAS: 💚 Spotify: [https://spotifyanchor-web.app.link/e/...](https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqazM4QllrVXZfQVo3UlZYU2FHOWg5bDQ3WWZFQXxBQ3Jtc0tsYTVSNTRNYnh5aGpua1U1VGlxSVJKYXBNd2FyR09OMEUtcGpmTFRiNVE2bFBrYl9vc0k3d0RWYk5yeDEwRlRPT0Z2Q2c1WWN2ZXNMV1o3eHhBQ2poSVZENmNIaEhHcno0SDdZcU9VZDE2SjQ5VXlEcw&q=https%3A%2F%2Fspotifyanchor-web.app.link%2Fe%2FACqpx360jBb&v=tUMMFqnV_U4) 💜 Deezer: [https://deezer.com/show/1000086905](https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqbjdnaFNsZEVvdmFpa2V2eTJwekhuWUE4Zkx2UXxBQ3Jtc0ttQkVpMlh2R2RuNFhfZlp5UVZ2RFVNMXBVUDM0WE9zalZPUldnR0cyMTA3ZlR1WVhPT2UwWlRUVFpqMkFBcDFBQ3BFX2hmS3VnZlRnakdxalcxb1d1WS1QOEFkcksxOHBoT1BMeTdSemhZYWJnZXVFVQ&q=https%3A%2F%2Fdeezer.com%2Fshow%2F1000086905&v=tUMMFqnV_U4) ----- 🧠 REDES SOCIAIS DO PIPINHO: - Instagram: https://www.instagram.com/podpeople_/ - Trends: @podpeople_@trends.net ----- ANFITRIÃ: DRA. ANA BEATRIZ BARBOSA (BIA) ❤️ Siga as redes sociais da Bia: - Instagram: https://www.instagram.com/anabeatriz11/ - Trends: @anabeatriz11@trends.net - Twitter: https://twitter.com/anabeatrizpsi - Facebook: https://www.facebook.com/draanabeatriz - TikTok: https://www.tiktok.com/@draanabeatriz11 - Site - https://draanabeatriz.com.br/ ----- #saudemental #draanabeatriz #PHDA #Depressão #SaúdeMental #Neurociência #Dopamina #Psiquiatria #Cérebro #Canabidiol #Hiperatividade #Psicologia [#podcast](https://www.youtube.com/hashtag/podcast) [#podpeople](https://www.youtube.com/hashtag/podpeople) [#pipinho](https://www.youtube.com/hashtag/pipinho) ⚠️ *AVISO LEGAL - DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO* ⚠️ Se deseja criar um canal de edições com conteúdo do PopPeople, ficamos satisfeitos com a ideia, mas é fundamental que esteja ciente das seguintes diretrizes: 1. Não reproduza integralmente o nosso conteúdo; crie as suas próprias edições. 2. Aguarde um período de 48 horas antes de publicar as edições. 3. Evite conteúdo sensacionalista e respeite os nossos convidados. 4. Inclua links para o episódio oficial no YouTube. 5. Mencione @podpeople_ nas redes sociais. 6. Em caso de violação, entraremos em contacto e, se necessário, tomaremos medidas legais. 7. Esteja ciente de que as regras podem ser atualizadas, portanto, mantenha-se informado.
Transcrição completa
Na altura em que se vai para a adolescência e o pessoal começa a usar droga,
o que é que o miúdo vê? Que há uma droga lá,
que geralmente é uma droga estimulante, porquê estimulante? Porque estimula
a produção de dopamina, de libertação de dopamina.
Estimula o lobo frontal.
Então ele usa aquela droga, por exemplo, eh, um energético, um, um estimulante, um MD, uma cocaína, um crack,
para toda a gente dá aquele, o hiperativo, ele olha o mundo e diz, caramba, está tudo a fazer sentido.
É como se alinhasse.
Nossa. E aí ele começa, pá, eu vou ficar nisto aqui.
Então, mas se não tivesse a informação, não é? Se não tivesse a informação.
Porque assim, aí os meus, os meus pacientes disseram, mas eu fiquei bem, eu disse, sim, mas o problema é que isso vai esgotar.
Porque a droga não produz dopamina, ela vai lá, é como se fosse uma laranja. Ela vai lá, espreme, e tem aquele sumo na hora.
Pega só o caldo da dopamina.
Chega a um ponto que não vai haver mais. Espreme, espreme, espreme. Espreme, não sai, só vai ficar com o mau.
Percebeu? Vai ficar com a ressaca.
Aí quando se explica isso, a pessoa diz, eu entendi.
Então vamos arranjar outra maneira de mexer na minha dopamina.
Mas se essa informação não é dada cedo,
ele vai.
E afunda.
Ele afunda.
Caramba.
Tem, tu que, que, que és uma pessoa assim, Leni, tens alguma dúvida antes de mudarmos de assunto?
O Leni era hiperativo só mental ou físico também? A sensação que me dá é que você é mais mental.
Ele tem, é, eu tenho um pouco disso, o que me alinha um pouco é a música, quando estou a tocar, aí consigo
Mas ele não é físico, não, é só mental.
É.
É, tu és daquele que, o que é basicamente só mental, a hiperatividade mental é muito maior.
É?
É. Então ele deve ter momentos de exaustão. O Leni deve ter momentos, porque, por exemplo, o TDAH, ele não deprime como depressão assim, ai, mundo cruel, pá, pá, pá. Não, ele deprime de exaustão.
De ansiedade, não é?
Não, de exaustão. É como se esse cérebro cansasse. Imagine aquela tempestade. Aí chega uma hora em que deve ter cansaço até de falar.
É verdade. Eu quando estou muito cansada.
É, exatamente. Eu quando estou muito cansada.
A minha mãe conhece-me, ela liga-me, a minha mãe tem 85 anos, a minha mãe é totalmente hiperativa, então a gente, ah, é, bate bem. Nasci no mesmo dia que ela, 31 de março, e parto normal. Nossa, no mesmo dia que a sua mãe.
No mesmo dia, literalmente. E ela liga-me, olá, filhinha, não sei quê. Quando estou bem, digo, olá, mãezinha, tá, tá, tá, é sempre assim. Quando digo, olá, mãe, ela, ah, estás bem? Aham. Ah, é.
Minha filha, vai dormir.
Ela sabe que não está bem.
Estás exausta, estás a trabalhar muito, tu, eu disse, estou, mãezinha, dorme, amanhã falamos.
Ela sabe exatamente o momento, mas não é que eu não esteja, é, chega uma hora que é como se fosse um, um Land Rover, por exemplo, tração nas quatro rodas, no meio da lama, mas eu acelero, acelero e não sai.
E a roda está a girar em falso.
Exatamente, exaustão.
E muitos confundem isso como se fosse, é, depressão, mas não é.
Um TDAH, ele tem um, ele tem um prazer de viver, ele tem uma inquietação.
É isso que eu digo, como é que a pessoa em casa sabe qual é a diferença entre TDAH e, e depressão, para se saber o
O TDAH, ele pode até ter sintomas depressivos, mas é de exaustão.
Porque o TDAH, ele tem uma, uma natureza de, de inquietude, de curiosidade, tudo fascina, as cores.
A gente gosta dessa coisa assim, multiverso de informações, caótica.
Isso acalma, gente.
não é? Velocidade, por exemplo.
Lembro-me que quando era bebé, o meu pai dizia, tu não, estava muito agitada, eu punha-te, dava uma voltinha de carro, a meio do caminho já estavas a dormir.
Olha só.
Porque tudo o que é veloz, tudo o que se assemelha à velocidade do cérebro, acalma o cérebro.
Porque é que riste? Tem a ver também?
Não, porque eu também, o meu, o meu pai era assim também. Pegava, punha dentro do carro, pequenino, eu estava, eu sempre fui muito, uma veloz. Inquieta. É, aí punha dentro do carro. Caramba.
O teu filho dorme quando vocês estão?
Dorme, dorme, pá, tranquilíssimo, é.
Entrou no carro, puf, dorme.
Não é? Isso, isso é muito interessante, assim, a diferença é, primeiro, TDAH, é-se desde sempre.
Percebe-se com uma velocidade, não é, muito grande.
Quer ver o meu trauma era ditado.
Porquê? A professora chegava ditado, porque eu começava a escrever, e eu começava a ler as palavras.
E ela a dizer outra coisa. Eu dizia azul. Aí eu pensava, puxa, bem que podia passar umas férias num lugar com céu bem azul, um marzinho azul. E ela continuava a falar.
Quando dei por mim, tinha perdido tudo.
Tudo, tudo, mas o coração chegava a fazer, tá, tá, tá, tá, tá, tá. Quando ela dizia ditado, eu disse, ai, Jesus, acabou a minha paz.
E eu pensava, dá para voltar lá? Não. Ah.
Até eu descobrir que eu ia imaginando as coisas. Amarelo, aí eu já pensava na capa da Batgirl. Amarelo, roxo, sabe?
É bom aqueles jogos, não é, em que a pessoa dá uma palavra, e tu tens de dizer uma palavra relacionada, tentar adivinhar, não é? Sim, para nós é uma maravilha, isso é uma maravilha, a gente lembra.
Música, então, dá, dá uma, um, uma palavra, tchau. Aí vai.
O, é, acho que acabamos, não é, este assunto, ou há mais alguma coisa que queiras dizer sobre isso? Queres dizer mais alguma coisa? Há alguma coisa aí?
Para mim, para mim foi.
Ah, e o pessoal da, da live? É, sobre isso.
É, há, há só uma pergunta do Cássio, que ele diz que, que se a, se a marijuana seria boa para o TDAH.
Ah.
Olha, em princípio, não. Porque assim, a marijuana ou o canabidiol, prefiro até o canabidiol, que o canabidiol é ter o efeito ansiolítico sem o efeito do THC.
Porque uma coisa que as pessoas não sabem, gente, agora que, que estamos a usar muito canabidiol para tratamento,
é, o THC, ele está na folha, não é, de onde se faz a marijuana.
Certo. O canabidiol é tirado do caule. É um óleozinho do caule daquela planta. E que tem um percentual de THC, 0,3, é muito pouco, não há nenhum risco de uma pessoa ter risco de psicose e aquilo ser um gatilho, que é o grande problema.
A marijuana, ela funciona para o TDAH, se ele for daquele hiperativo, hiperativo e não consegue por ansiedade dormir, se ele tem a comorbidade da ansiedade.
Ah, está.
Aí sim, mas eu ainda acho que melhor que a marijuana é o canabidiol. Porquê? Porque a marijuana, o TDAH, ele tende a fazer tudo muito, não é? Porque ele quer aquela dopamina daquele prazer. Então se ele começa a fumar muita marijuana, com o tempo, ele pode ter aquela tal da síndrome amotivacional, que foi o que o John Lennon teve com a Yoko Ono, que eles passaram aqueles meses a fumar marijuana.
E fica, ah, ah, ah. O que é a síndrome amotivacional?
Entra-se num estado de tanto faz como tanto fez. E aí, muito bem pensado, alguém transformou num marketing de que eles estavam a fazer um protesto pela paz.
É, muito bom isso, hein, Leni, hein, Leni.
O marqueteiro que fez aquilo foi ótimo, que ela ficou a filmar aqueles dois a fumar charros na cama, não é, a protestar.
Letargia total. Exatamente. E a, e a síndrome amotivacional cursa sim, não é, com um atraso de raciocínio, com baixa de criatividade.
Porque assim, o excesso de marijuana é uma maravilha, a pessoa tem milhões de ideias, mas a ideia nunca se concretiza.
É.
Quero puxar para um tema mais ou menos atual, já que saímos um pouco. Mas o canabidiol.
Canabidiol, sim.
Eu vi de perto o custo do diagnóstico tardio, do tratamento errado,
da culpa acumulada. Mulheres de 35, 40, 50 anos que passaram décadas a achar-se preguiçosas, incompetentes,
que tentaram de tudo e concluíram que o problema eram elas.
Mas não era, era a forma errada de tratar um cérebro que funciona diferente.
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