editorial claro

¿Cuál es tu tipo de personalidad? (¡Con tests!)

Transcrição completa

Façamos uma experiência. Observa estes dois símbolos e escolhe o que mais gostas. Já?

Anota se escolheste o símbolo um ou o dois.

Agora, fica para ver o vídeo e descobrir qual é o teu tipo de personalidade.

Este vídeo é apresentado por...

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As pessoas são tão variadas e complexas que, há muito tempo, têm havido tentativas de as classificar, para ver se é mais fácil compreendê-las.

A astrologia diz que é a posição das estrelas no momento do nascimento que define o teu modo de ser.

Colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico.

Mais moderno, o Eneagrama propõe nove arquétipos e as suas ligações.

O que te indicaria um caminho espiritual.

No século XX, foi proposta a teoria do tipo A e tipo B.

A personalidade tipo A seria a competitiva, organizada, impaciente e com maior risco de problemas coronários.

Enquanto que a tipo B seria mais relaxada, desorganizada e saudável.

Depois de fazeres um teste ou elaborares o teu mapa astral, todos estes sistemas oferecem-te uma descrição da tua personalidade.

E quando a lês, quase sempre acabas por exclamar: "É verdade! Sou eu!"

Lembraste do símbolo que escolheste no início do vídeo?

Aqui está a descrição da tua personalidade.

Símbolo um.

És uma pessoa corajosa, que não hesita em ajudar as pessoas que ama, mas não gostas de correr riscos desnecessários.

Gostas de explorar e ter novas experiências e, ao mesmo tempo, cuidas da tua integridade e da tua saúde.

Embora valores a tua privacidade, gostas da companhia dos outros.

Às vezes cometes erros, mas és muito inteligente.

Tens capacidades ocultas que não aproveitaste a 100%.

Símbolo dois.

És uma pessoa cuidadosa e prudente e, ao mesmo tempo, gostas da aventura e do que é novo.

Valorizas muito os teus entes queridos e gostas de conviver.

Mas há momentos em que precisas de silêncio e reflexão.

Embora preferisses não te meter em problemas, lutas pelo que consideras justo para ti e para os outros.

A tua capacidade intelectual é grande, embora nem sempre a reconheçam.

Seria bom que acreditasses mais nas tuas habilidades.

Bem, o que achas? De um a dez, o quanto acertámos?

Se obtivemos uma pontuação alta, temos de te confessar que não sabemos nada sobre ti.

Acabaste de experimentar o efeito Forer.

Na verdade, os dois textos são muito semelhantes e fazem muitas afirmações vagas e ambíguas.

A nossa mente tende a escolher apenas os dados que nos parecem relevantes, especialmente se forem lisonjeiros.

Muitas das descrições de personalidade, especialmente as astrológicas, aproveitam o efeito Forer.

No início do século XX, Katharine Cook Briggs e a sua filha, Isabel Briggs Myers, basearam-se nas ideias de Carl Gustav Jung e inventaram um sistema de classificação de personalidades que agora é muito popular e até hoje é usado em empresas e instituições.

O indicador Myers-Briggs.

Podem ser encontrados testes online e, de seguida, oferecemos-te uma versão super simplificada do teste. Queres fazê-lo?

Um. Que atitude é mais parecida com a tua?

Agir primeiro e refletir depois para poder continuar a agir? Anota um E.

Refletir primeiro, agir depois para poder continuar a refletir? Anota um I.

O E significa extroversão e o I, introversão.

Dois. Quanto à perceção, quando recebes nova informação...

Confias mais nos teus sentidos e nos dados, naquilo que é tangível?

Anota um S.

Confias mais em teorias gerais, ideias abstratas e na tua intuição? Então anota um N.

O S refere-se a sensação e o N a intuição.

Três. No momento de tomar uma decisão...

Preferes tomar distância, analisar o que é lógico, tomar uma decisão racional?

Anota um T.

Ou fazes isso usando a tua empatia, procurando consensos e que os envolvidos se sintam contentes?

Anota um F.

O T é de 'thinking', pensamento, e o F de 'feeling', sentimento.

Quatro. Por último, como é a tua relação com o mundo?

Preferes que as coisas sejam claras e resolvidas e tomar decisões categóricas?

Anota um J.

Ou gostas mais que as coisas sejam flexíveis e espontâneas e deixar as tuas opções abertas?

Anota um P.

O J é de 'judging', qualificador, e o P significa percetivo.

E aí está.

Essa sequência de letras é o teu tipo de personalidade segundo o indicador de Myers-Briggs.

Existem 16 combinações diferentes, cada uma com as suas características e supostas forças e fraquezas.

Esse teste é muito utilizado no mundo corporativo, mas é muito criticado pela comunidade científica.

Por exemplo, uma pessoa pode obter resultados diferentes dependendo do seu estado de espírito.

E os estudos indicam que não permite prever o quão bem te vais desempenhar em diferentes atividades.

E, afinal de contas, para que serve classificar a personalidade?

A verdade é que é divertido e até gratificante sentir que se pertence a um tipo.

Dizer coisas como: Viste o que o João fez? Típico de um ENFP.

Ou, já sabes como sou, um ISTJ incorrigível.

O problema é que rotular as pessoas desta forma tende a formar estereótipos e a dificultar a mudança em si mesmo.

Então, temos de renunciar a conhecer-nos a nós próprios? Claro que não.

Mas é preciso ter em conta que as pessoas não podem ser separadas em grupos como se tivessem um traço de personalidade e não tivessem outro.

Por exemplo, o traço de introversão e extroversão está distribuído numa população em forma de curva.

Neste extremo estariam as poucas pessoas que são extremamente introvertidas.

E neste outro, as que são muito extrovertidas.

A maioria fica em algum ponto intermédio.

Uma pessoa localizada aqui tem mais em comum com uma localizada ali do que com outra que está no extremo.

Medindo características, pode-se chegar ao método dos cinco grandes traços de personalidade.

Que, embora não esteja isento de críticas, é mais aceite pela comunidade psicológica.

Este modelo avalia cinco dimensões.

Abertura à experiência.

Mede a tua curiosidade e o teu desejo de conhecer coisas novas.

Se for alta, é provável que sejas mais criativo, imprevisível e tenhas comportamentos arriscados.

Se for baixa, serás uma pessoa mais prudente e sistemática.

Escrupulosidade.

Em inglês, 'conscientiousness', ou seja, o esmero.

Fazes as coisas com consciência? Quanta disciplina tens?

Gostas de planear o teu trabalho e consegues alcançar os teus objetivos ou preferes relaxar e levar as coisas como elas vêm?

Extroversão.

O quanto te envolves com o mundo externo?

Interages de forma assertiva com os outros ou inclinas-te mais para o mundo interno, para seres mais reflexivo e silencioso?

Amabilidade.

És transigente ou intransigente?

Que importância dás a estar em harmonia com os outros em comparação com o teu próprio bem-estar?

Tendes a ser cooperativo e confiante ou o quanto a ser desconfiado e competitivo?

Neuroticismo.

O quanto te afetam o stress e os estímulos negativos?

O quão ameaçador ou acolhedor te parece o mundo?

Se vês os fracassos como irremediáveis e demoras muito a recuperar de uma má experiência, o teu neuroticismo é alto.

Se perante circunstâncias adversas tendes a permanecer calmo e estável, o teu neuroticismo é baixo.

O modelo dos cinco traços não cria tipos, mas sim dá-te um resultado personalizado.

Se te interessa, preparámos um teste para ti.

Deixamos-te o link na descrição, mas não o tomes como um diagnóstico sério.

Para isso, é preciso recorrer a um especialista em psicologia.

Investigações feitas com gémeos mostraram que cada traço depende metade da herança genética e metade da criação e educação.

Duas crianças nascidas no mesmo dia e com o mesmo ADN podem ter personalidades muito diferentes.

Além disso, a personalidade pode ir mudando ao longo da vida.

Certos transtornos mentais estão relacionados com traços de personalidade extremos.

Neuroticismo alto pode indicar maior risco de sofrer de depressão e baixa escrupulosidade relaciona-se com fobias e ataques de pânico.

Alguns estudos mostraram que certos traços estão correlacionados com a saúde.

Por exemplo, um estudo entre idosos japoneses descobriu que os mais extrovertidos, escrupulosos e com mais abertura tendiam a viver mais.

A boa notícia é que os traços não são fixos, podem mudar.

Então, sem cair em estereótipos nem classificações supersticiosas, ser consciente dos traços da tua personalidade pode ajudar-te a transformá-la com a ajuda de um profissional de saúde mental.

E talvez ter uma vida mais longa, saudável e feliz.

Curiosamente.

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