A História de Angola
Descrição
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Transcrição completa
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Com estratégias de mestre, podes desorganizares os teus inimigos. E para tornar tudo ainda mais intenso, o jogo tem efeitos climáticos como chuva,
vento e nevoeiro, que tornam os combates muito mais realistas.
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Então clica na ligação, descarrega o jogo e prepara-te para a batalha!
Queres saber? Para mim já chega! Vocês só me dão dores de cabeça! Vou-me embora! Fui!
Ah, já vai tarde, português sanguessuga!
Agora sim, Angola viverá em paz, prosperidade e tornar-se-á o maior país de África!
Saudações, meus cavaleiros! Thiago aqui, sejam muito bem-vindos ao Impérios AD.
É o sétimo maior país e tem o oitavo PIB entre as 54 nações africanas. É um gigante da língua portuguesa com mais de 30 milhões de habitantes.
Em 1975 conquistaram a sua independência, mas nem tiveram tempo de festejar.
Com a saída dos europeus, o país foi devastado por quase 27 anos de guerra, que deixou mais de 500 mil mortos na guerra civil mais sangrenta da história de África.
E que deixou sequelas que até hoje são sentidas pelo povo angolano. Então cavaleiros, esta é a história de Angola.
Dizem por aí que o primeiro povo a viver no território de Angola é o San, que terá vivido aqui há cerca de 50 mil anos... apenas.
Mas dizem também que em anos muito mais recentes, por volta de 3000 a.C., uma nova gente muito mais jovem terá chegado a África, chamados Bantus.
E quando os Sans encontram os Bantus, o que acham que acontece, hein?
Mas é no século XIII d.C. que o negócio começa a ficar próspero por lá. Uma potência africana chega para pôr ordem na confusão: o Reino do Congo.
E ele crescia, dominava, expandia e conquistava até que...
TOC TOC. 'Quem é?'
O Cão!
Diogo Cão, português, o primeiro europeu a pisar em terras africanas ao sul, chega ao Reino do Congo em 1482.
E ele encontra o quase todo-poderoso Rei do Congo. Então os dois resolvem sentar-se para conversar.
'Ó grande Rei do Congo, vim de terras de além-mar e trago-lhe um presente em nome del-Rei:'
'A espingarda!'
'Hum... interessante! Isto é de comer?'
'Não, senhor! Usa-se para matar os seus inimigos! É só apontar e premir aqui!'
'Deixa ver...'
'Gostei! Obrigado!'
'É... Senhor, agora é o momento em que oferece algo de valor em troca. Pela camaradagem, sabe?'
'Ah sim, podem trazer!'
Portugal oferecia tecidos, bebidas e armas, e o Reino do Congo oferecia escravos.
Os europeus encontravam nos reis e nobres africanos parceiros importantes para conseguir escravos,
e a relação ficou ainda mais próxima quando o Rei do Congo se converteu ao cristianismo.
Mas foi em 1484 que Diogo Cão chegou ao território angolano, que ainda não era Angola.
No final do século XVI, os portugueses chegaram ao território de Luanda e estabeleceram a primeira colónia ali.
E no século XVII avançaram até Benguela.
Mas essa expansão e o poder português começaram a incomodar o Reino do Congo e a amizade começou a enfraquecer.
Então o Congo parte para a luta em outubro de 1665 para recuperar os territórios angolanos, mas é derrotado pelos europeus na Batalha de Ambuíla.
Com o moral em alta, agora Portugal invade o Reino do Congo, mas é derrotado na Batalha de Kitombo em outubro de 1670.
Mas o rolo compressor lusitano em África estava imparável. Expulsam os holandeses de Angola e terminam de derrotar o Reino do Congo, que já estava em frangalhos com guerras civis por todo o lado.
Mas para acalmar as coisas, o Congo torna-se um reino vassalo de Portugal em 1857, deixando de ser um estado independente.
Depois de resolver alguns impasses com os britânicos, franceses e alemães, Angola tornou-se portuguesa em 1891.
No início do século XX, mais de 116 mil portugueses emigraram para Angola para ajudar a modernizar o sistema económico do país, criando um sentimento de apego muito grande do povo português ao território.
A construção de estradas, ferrovias e a modernização da economia começaram a fazer Angola crescer e destacar-se em África,
embora muitas tribos continuassem isoladas no interior, sem acesso aos mesmos recursos das grandes cidades como Luanda e Benguela.
Mas em 1960, um sentimento angolano nacionalista começou a surgir.
O Congo conseguiu a sua independência da Bélgica e fundou a República do Congo.
E essa mesma luta inspirou os angolanos a também lutarem pela sua independência contra Portugal.
Então em 1961, partidos políticos como o MPLA, o FNLA e a UNITA começaram a organizar exércitos de guerrilha para começar a expulsar o domínio português de Angola.
Holden Roberto, Jonas Savimbi e o outro que esqueci... Agostinho Neto!
Mas o líder português António de Oliveira Salazar queria Angola. O povo português queria Angola.
E para impulsionar esse apego, o governo português criou o grito 'Angola é nossa!', que até hoje ecoa dentro de Portugal como um símbolo de luta e resistência por um território que consideravam deles.
Portugal entra num período conturbado da sua história e declara guerra contra as suas colónias que queriam a independência:
A chamada Guerra Colonial.
Esta guerra traria péssimas consequências para Portugal e para a sua economia, e causaria o golpe de Estado que tiraria o Estado Novo do poder e traria a Revolução de 25 de Abril de 1974.
E essa mesma revolução é que entregaria a independência a Angola.
De 1961 a 1974, Angola seria devastada pela sua guerra de independência, deixando mais de 35 mil mortos.
Mas a tão sonhada independência de Angola não traria a paz que o seu povo tanto esperava. Traria a guerra, a mais longa guerra civil da história de África.
Imediatamente após a independência de Angola, dois partidos lutariam pelo poder: o MPLA e a UNITA, apoiados por várias outras potências como a União Soviética, Cuba e os Estados Unidos.
De 11 de novembro de 1975 a 4 de abril de 2002, o país seria devastado económica e socialmente, deixando mais de 500 mil cidadãos mortos.
Mesmo assim, o país e o seu povo conseguem manter-se entre os 10 países mais ricos de África, lutando e esforçando-se para reconstruir as suas vidas sobre as cinzas da guerra.
A economia angolana é uma das que mais crescem no mundo, atingindo uma incrível média de 8% de 2000 a 2018. Como comparação, o Brasil cresceu pouco mais de 2% no mesmo período.
A capital de Angola, Luanda, já foi considerada a Paris de África com o seu 'boom' cultural e económico em comparação com o restante continente.
A guerra civil deixou tantos homens mortos que eles estão em falta por lá. Um estudo de 2016 mostrou que há 67 homens para cada 100 mulheres, por isso não é raro um homem ter algumas esposas extra não oficiais.
Jonas Savimbi foi um ícone tão lendário na história de Angola que participou num capítulo do jogo Call of Duty: Black Ops II.
Mas os filhos do homem não gostaram muito, pois disseram que o retrataram como um assassino sanguinário que queria matar todos.
Muito ofendidos com isso, queriam uma indemnização de 1 milhão de euros e a retirada do jogo de circulação.
Mas acho que isso não deu muito certo, porque o jogo vendeu mais de 30 milhões de cópias até hoje e faturou 4 mil milhões de dólares, enquanto a família de Savimbi não ganhou nada.
Mas o homem apareceu no Call of Duty, meu! Que filho não ia gostar disso? Que importa se o pai é vilão e explode tudo?
E é com ele que vou fechar o vídeo, porque o homem é bravo. Um grande abraço, cuidem-se e adeus!