In the Quiet of Old Lisbon – Saudade & 1950s Portuguese Cinema

Descrição
In the Quiet of Old Lisbon – Saudade & 1950s Portuguese Cinema
Transcrição completa
A luz da manhã entra devagar pela janela.
Lisboa ainda dorme, quase sem som.
O café esfria na mesa pequena.
E o tempo passa como se não tivesse nome.
Os passos na rua ecoam distantes.
Um elétrico cruza o silêncio do ar.
E no vidro antigo eu vejo o teu rosto.
Como algo que nunca quis ficar.
Guardo palavras que não disse ontem.
Ficaram presas na dobra do dia.
O mundo gira sem nos perguntar.
Mas o meu coração ainda espera por ti.
Sei que a cidade aprende a esquecer, pintar.
De luz aquilo que dói.
Mas cada esquina conhece o meu nome.
Quando a saudade volta depois.
À tarde as sombras crescem nos muros.
As roupas dançam nas varandas vazias.
As vozes antigas presas nas paredes, histórias que o vento não deixa ir.
Penso em ti sem pedir resposta.
Como quem olha o rio passar.
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