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Sem Dúvida - O que o espiritismo fala sobre a hiperatividade?

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O que o espiritismo diz sobre a hiperatividade? João Batista Maida explica! Assista em www.redemundomaior.com.br

Transcrição completa

O que o espiritismo diz sobre a hiperatividade?

A hiperatividade, em especial das crianças, é atualmente conhecida como TDAH, Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção, ou PDA, Perturbação de Défice de Atenção.

Isto no meio clínico.

Já aqueles que estão atrás de novidades, gostam da denominação de Crianças Índigo, lançado pela americana Nancy Ann Tappe, que disse serem estas crianças uma geração de espíritos enviados por Deus, com a missão de renovar as relações humanas em novos padrões de comportamento sob a égide do amor.

Entretanto, nesta visão, são crianças que se sentem e agem como nobres. Aqui começam os conflitos com a doutrina espírita.

Nobreza está mais próximo do orgulho do que da humildade.

Crianças que têm dificuldades em lidar com autoridades absolutas, isto é rebeldia, pois espíritos evoluídos e superiores não desrespeitam leis, embora as possam contestar e se empenhem em reformá-las.

Crianças que têm dificuldades em não se relacionar a não ser com os seus pares, sem sociabilidade, jamais alguém conseguirá influenciar o comportamento humano para um mundo melhor.

Essas crianças frustram-se com tarefas rotineiras.

Lembremo-nos de que a vida humana é feita de rotinas. Emmanuel afirmou que existem três coisas importantes para a nossa evolução moral: disciplina, disciplina e disciplina.

Portanto, a indisciplina é própria da imaturidade humana, superada pelo crescimento emocional e espiritual, como destaca Paulo na carta aos Coríntios, versículos 13 e 11.

Algo estarrecedor paira sobre estas crianças, é que mataram colegas ou pais porque estes interferiram na sua missão. Isto é uma insânia.

Espíritos elevados reencarnados com missão humanitária jamais teriam esta atitude. Pelo que se sabe, crianças com défice de atenção e hiperatividade não param quietas.

Têm bicho-carpinteiro, entre aspas, como diriam os nossos pais, seriam crianças-problema, não crianças missionárias.

Destas crianças que deram trabalho na infância e na adolescência, até hoje não há nenhum registo de alguma que tenha chegado à idade adulta como pioneira de um mundo melhor.

Analisando o assunto à luz da doutrina espírita, conclui-se que são espíritos dotados de alguma intelectualidade, mas com um descompasso entre a evolução mental e o precário desenvolvimento moral.

Isso não é novidade, pois desde sempre tivemos no mundo gente assim.

São espíritos que reencarnam com uma grande missão, não em relação à humanidade, mas em relação a si próprios.

A missão de se renovarem, de superarem as suas mazelas e imperfeições, o que, de resto, é a finalidade precípua da existência humana.

A maior parte do conteúdo de crianças chamadas Índigo relaciona-se com orientações para cuidar delas.

Diga-se de passagem, são úteis no cuidado de qualquer criança, ou seja, liberdade vigiada, diálogo, tolerância e muito amor.

Há quem veja nessas crianças a nova geração a que se refere Allan Kardec na Génese, no capítulo 18.

Isso é lamentável.

Basta evocar características citadas pelo codificador para desfazer esse engano.

Diz Kardec:

Para que na Terra sejam felizes os homens, é preciso que somente a povoem espíritos bons.

Encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem.

Em cada criança que nascer, em vez de um espírito atrasado ou inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.

Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração distingue-se por inteligência e razão, geralmente precoces, juntamente com o sentido inato do bem e de crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.

Chico Xavier, por exemplo, enquadra-se nesta definição de Kardec.

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