A MODA PERIGOSA DE TOMAR REMÉDIOS DE TDAH PARA FOCAR MAIS
Descrição
Comece a falar um novo idioma em 3 semanas com a Babbel 🎉. Ganhe até 55% de desconto na sua subscrição. ➡️ Aqui: https://bit.ly/olaaugbb No vídeo de hoje, vou contar-lhe tudo sobre a moda de tomar ritalina e venvanse para melhorar o foco e a concentração de quem não tem PHDA. Esta moda perigosa já dominou os jovens no mercado financeiro, mas agora espalhou-se entre candidatos a concursos e estudantes por todo o Brasil. É bom tomar ritalina para estudar? Venvanse é melhor que ritalina? O que acontece se tomar ritalina sem PHDA? Quais os efeitos secundários da ritalina? Tomar ritalina para a concentração faz mal? Venvanse vicia? Qual o real problema de tomar medicamentos para a PHDA sem ter PHDA? Direção: Hipácia Werneck Apresentação: Lucas Zanandrez Argumento: Bruna T. Maria e Ana Paula Vargas Revisão de Argumento: Hipácia Werneck e Lucas Zanandrez Edição: Thayllon Orzechowsky 💬 NOSSO DISCORD: https://bit.ly/olaciencia-discord ⭐TORNE-SE MEMBRO: https://www.youtube.com/olacienciabr/join 💰APOIE O OLÁ, CIÊNCIA PELO PIX: olacienciapix@gmail.com Contratos e Parcerias: contato@olaciencia.com Responsável Comercial: Guilherme Ximenes #olaciencia #ciencia #ritalina #venvanse #tdah Momentos importantes: 00:01 A moda perigosa de tomar ritalina e venvanse 00:36 Babbel Idiomas 01:50 Como a dopamina controla a motivação 02:22 O cérebro com PHDA 02:56 O que a ritalina faz no cérebro? 03:19 O que o Venvanse faz no cérebro? 04:41 Tomar ritalina e venvanse aumenta o foco? 05:32 O que acontece se tomar ritalina sem ter PHDA? 07:06 Riscos de usar ritalina e venvanse sem indicação médica 09:16 Ritalina ou venvanse para PHDA
Transcrição completa
No vídeo de hoje, vou contar-vos tudo sobre a moda perigosa de usar medicamentos para o TDAH, procurando mais foco e produtividade.
Medicamentos como Ritalina e Venvanse, que começaram por dominar os jovens do mercado financeiro, agora espalharam-se para universidades e escolas no Brasil.
Digam-me nos comentários se conhecem alguém que toma estes medicamentos com este objetivo, ou quem sabe, se já experimentaram na prática.
Será que eles realmente melhoram o foco, a concentração e a produtividade? É verdade que agem no cérebro como a cocaína?
E o mais importante, será que usar Ritalina ou Venvanse sem ter TDAH traz algum risco para a saúde?
Esperem, antes de vos falar sobre os tais medicamentos para a concentração, foquem-se aqui, porque chegou a hora de aprenderem um novo idioma com a nossa parceira Babbel.
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Chegou a hora de direcionarem o vosso foco e aprenderem outro idioma.
Mas será que precisam de medicamentos como Ritalina e Venvanse para isso?
Vamos entender como estes medicamentos funcionam.
Ritalina e Venvanse são medicamentos psicoestimulantes muito parecidos, e agem num dos principais mensageiros do cérebro: a dopamina, que é quem dispara a motivação e o foco.
A partir de um estímulo, um primeiro neurónio despeja dopamina num espaço, tentando ativar o neurónio vizinho.
A dopamina liga-se a este segundo neurónio, que se ativa e também liberta mais dopamina, propagando a mensagem de motivação pelo cérebro.
Só que no cérebro de quem tem TDAH, toda essa comunicação da dopamina está comprometida.
E isso tem tudo a ver com a ação dos medicamentos anti-TDAH que se espalharam por aí em pessoas que querem melhorar o foco.
O que acontece no TDAH é que as moléculas captadoras de dopamina, que ficam na superfície dos neurónios, estão mais ativas.
Isso tira a dopamina da região entre os neurónios de forma rápida demais.
A dopamina mal é libertada e já é captada de volta, o que não deixa a mensagem da dopamina chegar longe para outros neurónios.
O resultado é a falta de um sinal de motivação e dificuldade de atenção.
A solução seria criar um medicamento que conseguisse diminuir essa captação de dopamina nos neurónios.
Justamente um dos efeitos do metilfenidato, de nome comercial Ritalina. Ele bloqueia mais de 50% dos captadores de dopamina.
Assim, a dopamina fica mais tempo entre os neurónios.
Com mais dopamina disponível, a comunicação entre os neurónios melhora, melhorando também a concentração e o controlo dos impulsos.
O Venvanse, chamado pelos médicos de lisdexanfetamina, faz basicamente a mesma coisa, mas com uma ação extra.
Ele bloqueia os captadores de dopamina, mas também estimula mais libertação de dopamina no espaço entre os neurónios.
É por isso que ele tem maior eficácia e o seu efeito costuma ser mais duradouro que o da Ritalina.
Algumas pessoas com TDAH dizem que tomar estes medicamentos é como fechar as várias abas abertas de um computador para finalmente se concentrarem e organizarem os pensamentos de maneira eficiente.
E pasmem, este é exatamente um dos efeitos da cocaína.
Ela também faz com que a dopamina permaneça mais tempo entre os neurónios.
É daí que vem a história de que Ritalina e cocaína são parecidas.
Mas o que muda é a intensidade dos efeitos, que é maior na droga ilícita.
Isso, inclusive, levou muita gente a usar cocaína para render mais no trabalho.
Já imaginaram?
Agora imaginem ter ao alcance das mãos um comprimido que pode ajudar-vos a concentrarem-se no trabalho e nos estudos, mas sem os efeitos negativos de uma droga pesada como a cocaína.
Este é o raciocínio problemático que está a contagiar cada vez mais pessoas que não têm TDAH.
O uso da Ritalina e de outros medicamentos parecidos tem aumentado muito em empresas, entre profissionais de finanças, estudantes e concurseiros.
Mas será que a Ritalina e o Venvanse são mesmo drogas leves?
E será que eles realmente aumentam o foco e a produtividade em quem não tem TDAH?
O efeito poderoso de medicamentos para melhorar o foco e a concentração de pessoas com TDAH chamou tanto a atenção que os cientistas decidiram testar se eles também poderiam ser bons para pessoas sem TDAH.
Olhem que interessante este estudo aqui.
Pessoas de 18 a 35 anos foram desafiadas em testes de memória, de planeamento e de velocidade de resposta que simulam problemas do dia a dia.
Por exemplo, reagir a um sinal luminoso na tela no menor tempo possível, ou se planear para gastar um orçamento.
Comprando o maior número de produtos que caberiam dentro de uma mochila.
Só que em algumas rodadas, as pessoas estavam sob o efeito da Ritalina, em outras sob o efeito do Venvanse, e em outras elas tomavam um comprimido de farinha, achando que estavam medicadas.
O esperado era que as pessoas tivessem um desempenho melhor depois de tomar os medicamentos, afinal, eles deixariam-nas mais concentradas.
Mas incrivelmente, não foi isso que aconteceu.
Na maioria dos casos, a produtividade das pessoas piorou com o uso de Ritalina ou Venvanse.
Bizarro, não é?
Isso mostra que estes medicamentos podem gerar o efeito contrário do desejado em quem não tem TDAH.
Mas para mim, o mais chocante foi quando os cientistas avaliaram a eficiência dos participantes no trabalho.
Os medicamentos aumentaram a quantidade de ações que as pessoas faziam para executar as mesmas tarefas, o que dava a impressão de que estavam a conseguir gerar mais resultados.
Mas pensem aqui comigo, parece que o medicamento estava a fazer o seguinte: é como se precisassem de sair de um ponto A e chegar a um ponto B de uma cidade.
Sem o medicamento, seguiriam uma linha reta entre eles, o menor caminho, o caminho mais simples.
Só que a disposição extra que os medicamentos deram, na verdade, fez as pessoas darem mais voltas na cidade até chegarem no mesmo ponto B.
O resultado foi mais energia e tempo gasto na tarefa, dando a impressão de um efeito maior, uma sensação de motivação e de dever cumprido.
Mas com uma entrega de trabalho ineficiente.
Outros estudos viram que quem toma Ritalina sem TDAH, pode ter até uma melhora na memória, mas a atenção, a capacidade de raciocínio lógico e a habilidade de focar no que realmente importa para cada atividade, continuaram iguais.
Quem não tem TDAH e toma Ritalina ou Venvanse, vive uma verdadeira ilusão de produtividade.
Isso sem contar os riscos para a saúde que pouca gente fala, mas vou contar-vos depois de me prometerem que vão partilhar este vídeo com alguém que usa Ritalina, Venvanse ou outro medicamento para aumentar a concentração.
Afinal, apesar de serem tratamentos aprovados para TDAH, existem sim perigos de usar estes medicamentos sem indicação médica.
Que perigos são esses?
Já comentei que Ritalina e Venvanse têm efeitos semelhantes aos da cocaína, não é? Mas as semelhanças não param por aí.
Eles também podem gerar dependência quando usados de forma errada e sem acompanhamento médico, e por isso são medicamentos de tarja preta.
Usar estes medicamentos frequentemente e em altas doses sem necessidade, dispara um mecanismo de defesa do cérebro. Ele acostuma-se com a presença constante dos medicamentos ali e passa a tolerar uma dose cada vez maior.
Em um primeiro momento, aguentar doses maiores da substância pode parecer benéfico, mas gera um problema grave quando, por acaso, a pessoa não toma o seu comprimido de todo o dia.
O cérebro sem Ritalina ou Venvanse dispara a crise de abstinência, com um desânimo extremo, falta de energia, irritação e apatia.
É uma crise de abstinência similar à que acontece com dependentes de cocaína, com o cérebro a tentar mostrar-vos que está a faltar alguma coisa e que precisam daquela substância.
Se têm TDAH, o fenómeno da tolerância pode acontecer, mas não se desesperem.
Têm um nível menor de dopamina no cérebro, o uso é controlado e a dosagem vai ser ajustada por um psiquiatra para evitar justamente as crises de abstinência e que se tornem dependentes do medicamento.
É um contexto bem diferente de quem não tem TDAH.
Em pessoas com níveis normais de dopamina, a Ritalina e o Venvanse vão aumentar ainda mais a dopamina de forma artificial e constante, e o cérebro pode tornar-se menos sensível aos efeitos dela.
Atividades que antes eram prazerosas e recompensadoras, como sair com os amigos, comer um jantar, sair com a vossa esposa, podem simplesmente parecer menos excitantes ou menos satisfatórias.
E caso a exposição aos medicamentos continue, o cérebro vai ficar desregulado, a pessoa pode ter alterações de humor e comportamento, maior irritabilidade, ansiedade, insónia e falta de interesse em outras pessoas.
Em casos extremos, podem acontecer alucinações e psicose, que é quando a pessoa já não sabe mais o que é a realidade.
Ao mesmo tempo, aparecem efeitos colaterais em outros órgãos do corpo: perda de apetite, dores abdominais, náuseas, constipação, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Tudo isso porque, querendo melhorar a vossa produtividade a qualquer custo, resolveram tomar um remedinho.
Estes efeitos colaterais também podem acontecer em quem tem TDAH, mas de novo, em um contexto de acompanhamento profissional.
A verdade é que nas pessoas com TDAH, ficar sem Ritalina ou Venvanse gera danos muito maiores do que os riscos que estes medicamentos trazem, já que o TDAH pode afetar a vida escolar, profissional, social e até a autoestima.
Mas se não têm o diagnóstico de TDAH, muito cuidado, porque além de atrapalhar a vossa performance, estes medicamentos podem trazer-vos riscos.
Por isso, partilhem este vídeo para alertar mais pessoas sobre o risco de usar Ritalina e Venvanse sem necessidade.
E fiquem atentos, porque esta história é parecida com a de quem toma magnésio demais, pensando em melhorar o sono.
Vou contar-vos se o magnésio realmente funciona e em quais casos, neste vídeo aqui.
Um grande abraço, em vez de tomar medicamento antes da prova, confiem no vosso potencial e digam: Olá, Ciência!
Tchau.