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Qual a diferença entre TDAH e AUTISMO? Entenda AGORA!

Descrição

Como diferenciar PHDA de PEA e incluir de verdade? Neste guia prático, o Professor Daniel Gonzales explica as semelhanças e as diferenças fundamentais entre a Perturbação de Défice de Atenção com Hiperatividade e a Perturbação do Espetro Autista. Entenda como o cérebro se organiza em cada quadro e descubra por que, em cerca de 50% dos casos, estes dois diagnósticos podem coexistir como uma comorbilidade. Se é pai, mãe ou professor e quer oferecer o suporte correto, este vídeo é o primeiro passo para transformar a dúvida em ciência aplicada. Links Importantes: 🎓 Pós-Graduação em PHDA e Neurociência (Inscrições Abertas): https://posneurosaber.com.br/lista-de-espera-pos-tdah/ 📚 Conheça a Faculdade NeuroSaber e os nossos cursos: https://institutoneurosaber.com.br/ 📲 Dúvidas? Fale com o nosso suporte no WhatsApp: https://wa.me/554391852129 O que vai aprender neste guia: 00:00 - A dúvida comum: Inquietude ou isolamento? 01:30 - Fundamentos científicos: PEA e PHDA no DSM-5 02:15 - A coexistência: Quando o diagnóstico é PEA + PHDA 02:47 - Mapa da Diferenciação 1: Hiperfoco vs. Distração Constante 03:22 - Mapa da Diferenciação 2: Desorganização vs. Barreiras Sociais 04:24 - Mapa da Diferenciação 3: Inquietude vs. Necessidade de Rotina 05:26 - Como é feito o diagnóstico e por que é vital? 05:44 - Tratamento Personalizado: Terapia, ABA e Medicação 07:11 - Convite Especial: Formação completa em Neurociência Sobre a NeuroSaber: A NeuroSaber é o canal de referência para quem procura entender o neurodesenvolvimento com uma linguagem simples e aplicabilidade prática. A nossa missão é transformar o que parece confuso em ferramentas reais para a sala de aula e para a vida. Acompanhe a NeuroSaber nas redes: 📸 Instagram: @neurosaberoficial 💻 Site Oficial: neurosaber.com.br 👥 Facebook: /neurosaber Vídeos Recomendados: 📺 Tudo sobre PHDA: https://youtu.be/H71qkjqgINU?si=bn7qhhYgNeZMQrFU #PHDA #Autismo #PEA #NeuroSaber #Inclusão #Neurociência #EducaçãoEspecial #DSM5 #DesenvolvimentoInfantil

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Imagine a seguinte cena.

Uma criança que não para quieta na cadeira.

Ou que parece que está sempre no mundo da lua quando fala com ela.

E que de vez em quando tem uma reação explosiva diante de uma frustração que parece pequena.

Se eu lhe perguntasse agora, isto é TDAH ou autismo?

Muitos pais e professores ficam paralisados com essa dúvida.

E a verdade é que, mesmo para os profissionais mais experientes, a linha que divide estes dois diagnósticos pode parecer muito ténue à primeira vista.

Esta confusão não acontece por acaso, tanto o TDAH quanto o autismo partilham sinais que são como espelhos.

A dificuldade em manter a atenção, a impulsividade e os desafios nas interações sociais estão presentes nos dois quadros.

Mas para incluir de verdade e oferecer tratamentos corretos, precisamos aprender a ver além da superfície.

Olá pessoal, eu sou o professor Daniel Gonzales e está no melhor canal do YouTube, a NeuroSaber.

Procuramos sempre ensinar com linguagem simples e aplicabilidade prática para a sua sala de aula ou até mesmo para a sua casa.

Hoje vou entregar-lhe um guia prático para diferenciar estes sinais, entender porque em muitos casos a resposta a essa pergunta é um ou outro, pode ser na verdade também os dois.

Então fique comigo porque entender esta diferença é o primeiro passo para mudar a qualidade de vida desta criança.

Para começarmos a nossa investigação, precisamos do fundamento científico.

Segundo o DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico de Perturbações Mentais, tanto o PEA quanto o TDAH são classificados como perturbações do neurodesenvolvimento.

Isto significa que ambos têm origem na forma como o cérebro se organiza desde as primeiras etapas da vida.

Mas o motor biológico de cada um é diferente.

Enquanto o TDAH, que é a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, afeta principalmente como o cérebro processa, filtra e organiza a atenção e o comportamento.

Já o PEA, que é a Perturbação do Espetro do Autismo, é caracterizado por dificuldades centrais nas interações sociais, na comunicação e pela presença de comportamentos restritos e repetitivos.

Mas aqui vem um dado fundamental que muita gente desconhece: eles podem coexistir.

Estudos apontam que cerca de metade das pessoas com autismo também apresentam TDAH.

E não é uma competição de diagnósticos, é uma comorbilidade frequente.

Crianças com PEA também têm comorbilidades frequentes como o próprio TDAH.

E vice-versa, por isso o diagnóstico precisa ser cirúrgico.

Se foca apenas na agitação e ignora as dificuldades sociais, ou se foca apenas no isolamento e não percebe a desatenção generalizada, o tratamento nunca será 100% eficaz.

Vamos entrar agora no nosso mapa da diferenciação, e o primeiro ponto crucial é a natureza da atenção.

No autismo, a criança pode ter o que chamamos de hiperfoco, que é um interesse intenso e focado em assuntos específicos.

Consegue ficar horas mergulhada no mesmo quebra-cabeças ou a estudar sobre o sistema solar.

Já no TDAH, a falta de foco costuma ser constante e generalizada.

A criança distrai-se com uma mosca que passa, com o barulho de um carro lá fora, ou até mesmo com o seu próprio fluxo de pensamento, independentemente do assunto.

No autismo, a atenção é super focada em algo, já no TDAH, é espalhada por tudo.

Agora, observe a comunicação, aqui as pistas são ainda mais claras.

No autismo, é comum observarmos o atraso na linguagem, a dificuldade em entender sinais sociais, como, por exemplo, expressões faciais e ironias, e principalmente a criança que evita o contacto visual.

Já no TDAH, o problema da comunicação geralmente não é a falta dela, mas a desorganização.

A criança com TDAH geralmente fala muito, interrompe as conversas o tempo todo, e demonstra uma incapacidade de organizar os pensamentos antes mesmo de falar.

Enquanto o autista muitas vezes não sabe como ou por que entrar na conversa, o TDAH entra atropelando os turnos de fala por pura impulsividade.

Aproveitando que estamos a fazer este paralelo, se estas distinções o estão a ajudar a entender melhor o seu filho ou o seu aluno,

aproveite para se inscrever aqui no canal da NeuroSaber e já deixe o seu gosto aqui em baixo.

A nossa missão é exatamente essa, transformar o que parece confuso em ciência aplicada para o dia a dia.

Seguindo o nosso guia, temos o terceiro ponto: comportamento e rotina.

No TDAH, o que domina é a inquietude e também a falta de controlo de impulsos, é aquela criança que parece estar ligada no 220 o tempo todo.

No autismo, a marca registada é a necessidade de repetição e resistência à mudança.

Se de repente muda o caminho habitual para a escola ou até aquela marca do biscoito, a criança com PEA pode entrar em crise, pois a previsibilidade é o porto seguro emocional dela.

O TDAH sofre para esperar a sua vez porque quer o estímulo agora.

O autista sofre quando o que ele espera que aconteça muda inesperadamente.

Mas como chegamos a este diagnóstico?

O profissional precisa de um olhar atento e persistente, no caso do TDAH, analisamos o esquecimento frequente, a inquietação, a dificuldade em esperar em diferentes ambientes.

No PEA, avaliamos os desafios da linguagem, os padrões repetitivos, sempre comparando com o que é esperado para aquela faixa etária.

Em ambos os casos, escutar os pais e professores é a peça mais importante do quebra-cabeças.

E por que esta diferenciação é tão vital?

Por causa do tratamento, o tratamento precisa ser personalizado e integrado.

Para o TDAH, geralmente trabalhamos com terapia comportamental e em muitos casos medicação indicada pelo médico para ajudar o cérebro a aquietar e filtrar os estímulos.

Já no autismo, a abordagem é obrigatoriamente multidisciplinar, envolve psicologia, terapia da fala, terapia ocupacional e métodos baseados em evidências, por exemplo, como ABA, que é a análise do comportamento aplicada.

O ponto de ouro deste vídeo é entender que quando há coexistência do TDAH com autismo, tratar os sintomas do TDAH ajuda muito no quadro do autismo.

Se a criança está menos impulsiva e consegue manter a atenção por mais tempo, aproveita muito as sessões de terapia da fala, de psicologia, terapia ocupacional, por exemplo.

Tratar o TDAH ajuda a não intensificar as barreiras do autismo.

Cada plano terapêutico deve ser individualizado, focando em desenvolver habilidades sociais, cognitivas e, acima de tudo, a autonomia do dia a dia.

A relação entre estas duas perturbações ainda é amplamente estudada e há fortes evidências de uma relação genética entre elas.

E o que precisamos fixar hoje é que a deteção precoce, ainda na primeira infância, permite intervenções que mudam completamente o desenvolvimento emocional e educacional da criança.

Não tenha medo do diagnóstico, tenha medo da falta de suporte adequado por falta de informação.

Se ficou alguma dúvida sobre como distinguir estes sinais, deixe o seu comentário aqui em baixo, acompanhamos as dúvidas de vocês para produzir os próximos vídeos.

E se sente que precisa dar um passo além para oferecer este suporte de excelência, seja na clínica, na escola ou até mesmo em casa, quero fazer-lhe um convite especial.

A Faculdade NeuroSaber está com as inscrições abertas para a nossa pós-graduação em TDAH e Neurociência, esta é uma formação completa de 400 horas, reconhecida pelo Ministério da Educação, onde vai dominar desde a neuroanatomia básica até intervenções práticas nos eixos clínico, escolar e psicoeducacional.

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Um grande abraço, bons estudos e até à próxima.

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