Guerra Civil em Angola🇦🇴 inferno total [ História que nunca te contaram]
Descrição
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Transcrição completa
Nós estamos a falar de uma guerra que envolveu partidos políticos,
a luta do poder, ou seja, daquele que poderia tomar para governar este país.
E estamos a falar de uma guerra que alarmou muitas e milhares de vidas.
É essa guerra que nós vamos falar neste vídeo.
Com um pé no Congo, o exército angolano tem agora uma base na retaguarda do inimigo. A UNITA já não pode contar com a segurança que o território congolês já lhe proporcionou
nos tempos do falecido Mobutu.
Olá, seja bem-vindo a mais um vídeo no canal. O meu nome é João Manuel.
Neste vídeo, nós vamos lhe apresentar as causas, ou seja, o que está por detrás daquele que provocou a Guerra Civil em Angola.
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Guerra Civil e a intervenção estrangeira marcaram profundamente a sociedade angolana nas últimas décadas.
Em 1975, após a independência, os três movimentos independentistas angolanos,
FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), UNITA e o MPLA,
firmaram uma frente comum e assinaram com a representação portuguesa os Acordos de Alvor,
que previam a participação de todos eles no governo do país.
Subscritores dos Acordos de Alvor, rubricados no dia 15 de Janeiro de 1975, puseram-se de acordo
de que Cabinda seria parte integrante do território de Angola independente.
Devido à existência de rivalidade políticas, não se verificou um entendimento entre as três forças angolanas.
Em Março de 1976, registaram-se violentos confrontos entre o MPLA e a FNLA, que marcaram o início de uma guerra longa e sangrenta.
Antes da independência, com estes três partidos, com estes três movimentos que depois se tornaram em partidos,
e naturalmente que, por alguma razão, eles nunca se entenderam antes da independência, quando era mais fácil.
As duas organizações procuraram apoios no exterior: a FNLA simbolizava o anticomunismo contra a expansão da Rússia,
e o MPLA a luta contra o capitalismo.
O MPLA passou a controlar Luanda com o apoio de Cuba e da União Soviética.
A FNLA contou com a ajuda do Zaire, da China e de alguns países ocidentais, enquanto a UNITA foi auxiliada pela África do Sul e pelos Estados Unidos da América.
Entretanto, a UNITA e a FNLA formaram uma frente comum para lutar contra o MPLA,
e Portugal foi afastado da condução do processo político de transição de Angola, não conseguindo impedir a internacionalização do conflito.
E não foi possível. Portugal, no momento em que teve de passar o testemunho,
entendeu que poderia haver um acordo tripartido, com eleições para dirimir esse problema.
Mas mesmo aí, os três não se entenderam.
Kissinger, o então Secretário de Estado norte-americano, analisava os acontecimentos em Angola como um prolongamento da Guerra Fria.
Em 1984, a FNLA rendeu-se ao governo, o mesmo não acontecendo com a UNITA, que, liderada por Jonas Savimbi, continuou a sua luta contra o regime de José Eduardo dos Santos.
O ano de 1988 trouxe alguma esperança para o povo angolano. Surgiram então várias iniciativas para a paz.
Vamos fazer com que eles vivam aqui em paz.
As propostas do governo não foram, no entanto, do agrado da UNITA, que, como resposta, intensificou a luta,
persistindo na reivindicação de integrar um governo de transição com o MPLA,
como prelúdio para a instituição de regime multipartidário e para a realização de eleições livres.
A 24 de Junho de 1989, na sequência de uma conferência realizada em Zaire,
onde participaram José Eduardo dos Santos, Jonas Savimbi e um conjunto de 18 chefes de Estados africanos, foi acordado um cessar-fogo.
Mas este acordo teve interpretações diferentes para as duas partes em conflito.
do entendimento que acabamos de assinar hoje, e, ao mesmo tempo, analisar a situação do país em geral. Passamos em revista várias questões de interesse comum.
Em Agosto, Savimbi anunciou o recomeço das hostilidades.
Mais tarde, seria a UNITA a apresentar uma série de propostas,
entre as quais a criação de uma força de paz para a fiscalização do cessar-fogo e o reinício das negociações com o governo de Luanda.
Depois de sucessivas rondas de negociações, primeiro apenas com a presença de Portugal e mais tarde com observadores norte-americanos e soviéticos,
a 31 de Maio de 1991, em Lisboa, e com a presença do Primeiro-Ministro português Aníbal Cavaco Silva, foram formalmente assinados pelo Presidente angolano e pelo Presidente da UNITA os acordos de paz para Angola, conhecidos por Acordos de Bicesse.
Mais uma vez, em finais de 1991, a implantação dos acordos estava longe de se considerar satisfatória a nível político e militar.
Com o desanuviamento das relações Leste-Oeste e depois de uma guerra sangrenta de 16 anos,
foram finalmente realizadas eleições livres e multipartidárias em Setembro de 1992, com a mediação das Nações Unidas,
que fez deslocar para o terreno uma missão de verificação e fiscalização das eleições.
O MPLA foi o vencedor oficial. A segunda força política mais votada, a UNITA, recusou-se a aceitar os resultados.
Angola voltou a mergulhar na Guerra Civil até à assinatura do Protocolo de Lusaka (cessar-fogo) em Novembro de 1994.
Este protocolo iria ser muitas vezes violado em certas zonas, mas sem haver um retorno à guerra civil generalizada.
A situação política e militar no país está ainda por normalizar, havendo pressões por parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas sobre a UNITA,
no sentido de obrigar esta organização a proceder ao acantonamento dos seus soldados.
O conflito fez muitos milhares de mortos e cerca de 1 milhão de refugiados dispersos por várias regiões dos países vizinhos, ao mesmo tempo que arruinou a economia angolana.
Angola viveu décadas da sua história em guerra: de 1961 a 1974 contra o poder colonial português e, a partir de 1975, uma guerra civil. Em 2002, a guerra civil chegou ao fim.
No dia 4 de Abril de 2002, foi assinado o acordo de paz entre o governo do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola).
de todos os angolanos que são, em definitivo, os verdadeiros vencedores desta guerra que hoje, por este ato, damos por terminada.