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editorial noturno

Porque amamos? Uma reflexão filosófica - Skye C. Cleary

Descrição

Terá o amor romântico um propósito? Explore cinco perspetivas filosóficas intrigantes sobre o porquê de amarmos. -- Ah, o amor romântico; belo e inebriante, dilacerante e esmagador da alma... muitas vezes tudo ao mesmo tempo! Se o amor romântico tem um propósito, nem a ciência nem a psicologia ainda o descobriram – mas ao longo da história, alguns dos nossos mais respeitados filósofos apresentaram algumas teorias intrigantes. Skye C. Cleary descreve cinco destas perspetivas filosóficas sobre o porquê de amarmos. Lição de Skye C. Cleary, animação de Avi Ofer. Apoie a Nossa Missão Sem Fins Lucrativos ---------------------------------------------- Apoie-nos no Patreon: http://bit.ly/TEDEdPatreon Veja os nossos produtos: http://bit.ly/TEDEDShop ---------------------------------------------- Ligue-se a Nós ---------------------------------------------- Subscreva a nossa newsletter: http://bit.ly/TEDEdNewsletter Siga-nos no Facebook: http://bit.ly/TEDEdFacebook Encontre-nos no Twitter: http://bit.ly/TEDEdTwitter Espreite-nos no Instagram: http://bit.ly/TEDEdInstagram ---------------------------------------------- Continue a Aprender ---------------------------------------------- Ver a lição completa: https://ed.ted.com/lessons/why-do-we-love-a-philosophical-inquiry-skye-c-cleary Aprofunde com recursos adicionais: https://ed.ted.com/lessons/why-do-we-love-a-philosophical-inquiry-skye-c-cleary#digdeeper ----------------------------------------------

Transcrição completa

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Ah, amor romântico. Lindo e inebriante.

Doloroso e esmagador.

Muitas vezes, tudo ao mesmo tempo.

Porque é que nos sujeitamos a este tormento emocional?

O amor torna as nossas vidas significativas?

Ou é uma fuga à nossa solidão e sofrimento?

O amor é um disfarce para o nosso desejo sexual?

Ou um truque da biologia para nos fazer procriar?

É tudo o que precisamos?

Precisamos dele, afinal?

Se o amor romântico tem um propósito, nem a ciência nem a psicologia o descobriram ainda.

Mas ao longo da história, alguns dos nossos mais respeitados filósofos apresentaram algumas teorias intrigantes.

O amor torna-nos completos, de novo.

O antigo filósofo grego Platão explorou a ideia de que amamos para nos tornarmos completos.

No seu Simpósio, ele escreveu sobre um jantar em que Aristófanes, um dramaturgo cómico, entretém os convidados com a seguinte história:

Os humanos eram outrora criaturas com quatro braços, quatro pernas e duas faces.

Um dia, eles irritaram os deuses, e Zeus cortou-os a todos ao meio.

Desde então, cada pessoa tem sentido falta de metade de si mesma.

O amor é o desejo de encontrar uma alma gémea que nos fará sentir completos novamente.

Ou, pelo menos, é o que Platão acreditava que um comediante bêbado diria numa festa.

O amor engana-nos para termos bebés.

Muito, muito mais tarde, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer defendeu que o amor, baseado no desejo sexual, era uma ilusão voluptuosa.

Ele sugeriu que amamos porque os nossos desejos nos levam a acreditar que outra pessoa nos fará felizes.

Mas estamos redondamente enganados.

A natureza está a enganar-nos para procriarmos, e a fusão amorosa que procuramos é consumada nos nossos filhos.

Quando os nossos desejos sexuais são satisfeitos, somos atirados de volta às nossas existências atormentadas.

E só conseguimos manter a espécie e perpetuar o ciclo da labuta humana.

Parece que alguém precisa de um abraço.

O amor é uma fuga à nossa solidão.

De acordo com o filósofo britânico vencedor do Prémio Nobel, Bertrand Russell, amamos para saciar os nossos desejos físicos e psicológicos.

Os humanos são concebidos para procriar, mas sem o êxtase do amor apaixonado, o sexo é insatisfatório.

O nosso medo do mundo frio e cruel tenta-nos a construir conchas duras para nos protegermos e isolarmos.

O deleite, a intimidade e o calor do amor ajudam-nos a superar o nosso medo do mundo, a escapar às nossas conchas solitárias e a envolvermo-nos mais abundantemente na vida.

ele vê Shi Feng.

A sua alma entra no espelho e ele é arrastado em correntes de ferro para morrer.

Nem todos os budistas pensam assim sobre o amor romântico e erótico.

Mas a moral desta história é que tais apegos significam tragédia e devem ser evitados, juntamente com espelhos mágicos.

O amor permite-nos ir além de nós próprios.

Vamos terminar com uma nota um pouco mais positiva.

A filósofa francesa Simone de Beauvoir propôs que o amor é o desejo de se integrar com o outro e que infunde significado nas nossas vidas.

No entanto, ela estava menos preocupada com o porquê de amarmos e mais interessada em como podemos amar melhor.

Ela viu que o problema com o amor romântico tradicional é que pode ser tão cativante que somos tentados a torná-lo a nossa única razão de ser.

No entanto, a dependência de outro para justificar a nossa existência leva facilmente ao tédio e a jogos de poder.

Para evitar esta armadilha, Beauvoir aconselhou amar autenticamente, o que é mais como uma grande amizade.

Os amantes apoiam-se mutuamente na descoberta de si próprios, indo além de si mesmos e enriquecendo as suas vidas e o mundo juntos.

Embora nunca saibamos porque nos apaixonamos, podemos ter a certeza de que será uma montanha-russa emocional.

É assustador e emocionante, faz-nos sofrer e faz-nos voar.

Talvez nos percamos, talvez nos encontremos.

Pode ser de partir o coração ou pode ser simplesmente a melhor coisa da vida.

Atrever-se-á a descobrir?

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